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Prémios IndieLisboa 2026

11 dias e muitos filmes depois, o IndieLisboa aproxima-se do fim. Já é conhecido o palmarés da 23.ª edição do festival que desde 30 de Abril invadiu Lisboa. 

Ao momento em que este comunicado está a ser enviado o IndieLisboa já ultrapassou os 32 mil espectadores quando ainda faltam dois dias de festival, número que é, desde já, superior ao total de 2025. 

Em baixo encontram a lista de Prémios Oficiais e Não Oficiais do IndieLisboa 2026. Os Prémios do Público (Longa Metragem, Curta Metragem e IndieJúnior) serão anunciados apenas na segunda-feira. 

Recordo que o festival termina no próximo domingo, às 21h30, na Culturgest, com a Sessão de Encerramento a trazer The History of Concrete, de John Wilson – que já se encontra esgotada. 

Prémios Oficiais

O Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa (15 mil euros) foi atribuído, a Barrio Triste [foto], de Stillz, uma co-produção colombiana e estadunidense que se destacou pela “visão visceral e implacável de uma comunidade num momento específico da história de um país”, alegou o júri composto por Karel Och, Rachel Daisy Ellis e Sara Bichão – que também entregou a Bouchra, de Meriem Bennani e Orian Barki, uma menção especial. 

O Grande Prémio de Curta Metragem EMEL (4 mil euros) galardoou How to Catch a Butterfly, de Kiriko Mechanicus, um filme que “constrói um ensaio inquieto e formalmente ousado sobre o que a fetichização realmente produz; não uma fantasia, mas um alvo”, segundo o júri formado por Gonzalo E. Veloso, Patrick Gamble e Raquel André. 

O mesmo júri atribuiu ainda dois prémios especiais (500 euros cada) a Henry is a Girl Who Likes to Sleep (Marthe Peters) e a The Apple Doesn’t Fall, de Dean Wei. 

Já no cinema português, o Prémio Canais TVCine para Melhor Longa Metragem da Competição Nacional (5 mil euros) sorriu a Cochena, de Diogo Allen, “uma celebração sentida que destaca o calor dos laços familiares e sociais de uma forma profundamente humanista e cinematográfica”, mencionou o júri constituído por Aya Koretzky, Feyrouz Serhal e Jaume Claret Muxart.

Júri que também escolheu o filme A Providência e a Guitarra [foto], de João Nicolau, para o Prémio para Melhor Realização em Longa Metragem da Competição Nacional (mil euros) e A Solidão dos Lagartos, de Inês Nunes, para o Prémio Melhor Curta Metragem da Competição Nacional (2 mil euros) considerando o mesmo “um filme poético em que o espaço da protagonista envolve o corpo humano, os gestos e as emoções, numa experiência contrastante entre o enraizamento e a alienação”. 

O Prémio Novo Talento McFly (que oferece serviços de pós-produção de som) foi vencido por Coroa de Espinhos, de Francisco Moura Relvas. Por fim, houve ainda espaço para uma menção especial atribuída a XYZ, de Alexandre Alagôa.

Na competição Novíssimos, dedicada a novas vozes do cinema nacional, Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugooli, foi o grande vencedor. O júri composto por Luís Campos, Rita Correia e Tobias Obermeier considerou que este “cria uma sensação de intimidade raramente alcançada no cinema”. Além de um prémio monetário de mil euros, o projecto passa a ter promoção e venda da Portugal Film e conta com uma bolsa de formação da Universidade Lusófona.

O Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem (1500 euros) coube a My Wife Cries, de Angela Schanelec. O júri – Eva Sangiorgi, Helvécio Marins e Joana Gonçalves de Sá – mencionou a “silenciosa luminosidade” de “um filme sem concessões, que explora profundamente os sentimentos humanos e as relações”. Ainda dentro da mesma secção, o Prémio Silvestre Escola das Artes para Melhor Curta Metragem (mil euros) distinguiu Lover, Lovers, Loving, Love, de Jodie Mack. 

O Prémio IndieMusic (mil euros) – júri Marcos Farrajota, Vera Marmelo e Violeta Azevedo – premiou o filme PARA VIVIR El implacable tiempo de Pablo Milanés, do realizador e filho do fundador da nueva trova cubana Fabien Pisani.

Prémios Não Oficiais

Prémio Amnistia Internacional: Mulheres de Abril, de Raquel Freire

Prémio Árvore da Vida para Filme da Competição Nacional: P’ra Que Vivam, de Carlos Lima

Prémio MUTIM (que consagra a curta da secção Novíssimos que melhor contribua para um imaginário cinematográfico não estereotipado no cinema português): Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugooli

Prémio Universidades para Melhor Longa Metragem da Competição Nacional: Cochena, de Diogo Allen

Prémio Escolas para Melhor Filme Novíssimos: Éramos Só Putos, de João Nunes Monteiro

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