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JULHO 2021

O novo número da METROPOLIS chega às mãos dos leitores numa altura em que a frequência em sala aumenta consideravelmente com os resultados obtidos por «Velocidade Furiosa 9». Acompanhamos a exibição do filme e olhamos para outros lançamentos que podem mobilizar os espectadores, durante este mês de julho, como são os casos de «Viúva Negra» e «Bem Bom».

Essas são as estreias de que falámos neste número numa altura em que os produtores e exibidores de cinema olham com expectativa renovada para o que pode acontecer durante o 74º Festival de Cannes, que se realiza com um ano de atraso. A presença em sala de cinema é um sinal que o evento dá ao mundo, mobilizando uma indústria cinematográfica global atingida por um ano de recessão provocada pela pandemia.



Os cinemas nos Estados Unidos e em grande parte da Europa estão a reabrir com sinais de recuperação de bilheteria. E os filmes independentes mostram ser peças importantes nessa relação de confiança. Continuamos a falar de ‘janelas’ de exibição – durante quanto tempo é que um cinema deve ter direitos exclusivos para exibir um filme antes de estar no menu do VoD ou de uma plataforma doméstica? – e até do valor que o cinema artístico representa na valorização da exibição em sala.

Seguramente que o festival de Cannes marcará este momento oferecendo uma série de propostas estimulantes, mas enquanto não conhecemos esses filmes fazemos um raio X da exibição cinematográfica em Portugal e registramos as expectativas sobre a relação entre os filmes e o público. Num contexto de mudança, há uma confiança numa oferta que permita valorizar a relação entre os filmes e os espectadores nas salas. É um debate crucial no mundo do cinema e que nos mobiliza em permanência.



TIAGO ALVES



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