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CRIMES DO FUTURO

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Haverá Sangue
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After the Storm
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Loucuras em Las Vegas
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LOUCURAS EM LAS VEGAS

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Gaslit: Os Figurantes de Watergate

O caso Watergate é um dos escândalos mais emblemáticos da política moderna, associado à recolha ilícita de informação do Partido Democrata, com conhecimento do Presidente

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UM COMPROMISSO

Notícias vindas dos EUA confirmam uma tentativa de regulação entre os serviços de streaming e a exibição em sala. A anibalização, que tem ocorrido nos últimos anos, entre diferentes formas de ver cinema deixaram marcas e ressentimentos. Entendemos que os estúdios pretendam controlar os seus próprios desígnios perante a hegemonia da Netflix, desta forma, criaram as suas próprias plataformas de streaming numa tentativa de chegarem primeiro aos espectadores, passando muitas vezes ao lado das salas de cinema e distribuidores locais. Mas como aconteceu no passado, nestas clivagens, perdem-se públicos e filmes. Ambos desaparecem sem deixar rasto das plataformas e das próprias salas. «Glass Onion: A Knives Out Mystery», da Netflix, é a sequela do inesperado sucesso comercial e crítico de 2019, liderado por Daniel Craig. O filme, com um elenco de luxo, irá chegar primeiro aos cinemas nos EUA, durante uma semana, no período do Thanksgiving, entre a 23 a 29 de Novembro, antes de estrear um mês depois na Netflix. A novidade mesmo é a janela “evento” de um mês entre a exibição exclusiva nas salas de cinema e os ecrãs dos utilizadores. Esta ação foi concertada entre a Netflix e as maiores cadeias de cinema nos EUA. Relembro que há apenas alguns meses atrás, a palavra de ordem dos exibidores americanos era o boicote a filmes dos gigantes de streaming. Esta solução de compromisso seguramente deixa a ganhar o público e os filmes. O futuro da exibição e da coexistência entre streaming e cinemas passa por aqui, ao deixar a decisão final para os espectadores. Ainda não sabemos se a experiência será replicada em Portugal. Em 2019, a Netflix esteve muito próximo de garantir um acordo de distribuição limitado em Portugal com filmes como «Marriage Story» e «O Irlandês». Em 2022 a Netflix e a NOS trouxeram às salas o magnífico «O Poder Cão» (em reposição) e o explosivo «The Gray Man» (em antecipação). E penso que há mais plataformas e públicos que podem beneficiar da exibição antecipada das produções streaming nas salas de cinema. Há filmes que estreiam em exclusivo no streaming e que podiam respirar outro ar no interior de uma sala de cinema – veja-se «O Predador: Primeira Presa», que tinha todos os ingredientes de summer movie e só passou pela Disney+.

Esperamos que estes acordos possam trazer frutos e contribuam para a pacificação na indústria que almeja satisfazer o público sem esquecer que o cinema continua a ser uma das formas mais democráticas e fascinantes de entretenimento do mundo.

JORGE PINTO

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