O cinema de Asgari, iraniano, centra-se em questões particularmente atuais, como a censura, as limitações às liberdades individuais ou a condição de ser jovem nestes contextos. Em DIVINA COMÉDIA, o realizador regressa a esses temas, desta vez através do humor, satirizando o absurdo do quotidiano e a possibilidade de resistência.
Sinopse
Bahram é um cineasta de 40 anos que passou toda a sua carreira a fazer filmes em turco-azeri, nenhum dos quais foi exibido no Irão. O seu mais recente trabalho, novamente recusado pelo Ministério da Cultura, leva-o ao limite da rebeldia. Ao lado da sua produtora, Sadaf — de língua afiada e sempre numa Vespa —, embarca numa missão clandestina para mostrar o filme ao público iraniano, contornando a censura do governo, a burocracia absurda e as suas próprias dúvidas.
Realização | Ali Asgari
Itália & Irão | 2025 | 98′ | Drama & Comédia
Com |Hossein Soleimani, Mohammad Soori, Amirreza Ranjbaran & Faezeh RadRealização | Ali Asgari
Itália & Irão | 2025 | 98′ | Drama & Comédia
Com |Hossein Soleimani, Mohammad Soori, Amirreza Ranjbaran & Faezeh Rad
“Rever Comanche” é um dos maiores acontecimentos do mundo da 9ª Arte dos últimos anos, é uma multipremiada novela gráfica de Romain Renard que fez parte da seleção oficial do Festival de BD de Angoulême (Festival International de la bande dessinée d’Angoulême), onde venceu o Prémio para Melhor Policial no maior evento mundial dedicado à banda desenhada. O livro é também uma grandiosa homenagem da lendária Comanche de Greg [Michel Regnier] e Hermann [Huppen]. É um livro arrepiante editado pela ASA.
Este lançamento apaixonante abraça um universo muito querido pelos fãs da BD; Comanche é um dos marcos da 9ª Arte, sendo uma série desprovida de lirismo, dura, realista e moderna. Revistar o memorável personagem Red Dust nos anos 1920 é um golpe de génio. Esta história desenrola-se cinquenta anos após os acontecimentos de Comanche. Relembramos que a série clássica está disponível em Portugal através de uma compilação integral a preto e branco em três volumes editados pela Ala dos Livros.
Nesta novela gráfica, a personagem mística de Greg e Hermann, Comanche, a proprietária do famoso rancho Triple 6 e a paixão de Red Dust, está “fora do campo”, mas é espiritualmente encarnada pela protagonista desta história. Vivienne Bosh é uma personagem rija, uma mulher grávida que surge à porta de Cole Hupp, aka Red Dust, um velho casmurro que vive “entre os ursos” na floresta próxima da costa californiana. Os primeiros momentos desta história deslumbrante são desenrolados ao longo da Pacific Coast Highway, também conhecida por Highway 1 da Califórnia, que corre junto do Oceano Pacífico.
No primeiro capítulo assistimos à colisão de duas personagens que irão iniciar uma longa jornada que será determinante para ambos. É uma história que cruza o presente com o passado, mas também oferece vislumbres de um futuro desolado e de literal abandono, onde a humanidade deixa apenas despojos de sua existência; o estilo único do belga Romain Renard é de cortar a respiração. A novela gráfica transpira cinematografia – e não é acidental – Renard é um artista multifacetado com incursões em várias artes como a música, o cinema e os videojogos. Há um belo toque em cada capítulo com os versos de canções de grandes artistas do universo da música; é poesia que espelha os acontecimentos que se vão seguir em cada capítulo.
Vivienne Bosh afirma a Red Dust que trabalha para a biblioteca do congresso, diz ser historiadora e está a recolher testemunhos das últimas pessoas que viveram a época dourada do Wild West, especialmente os acontecimentos do rancho Triple 6 no Wyoming. Quando Red liga para o rancho Triple 6, ninguém atende. Ele é procurado em quatro Estados, mudou de nome e a Lei esqueceu-se dele; a melhor alternativa não é apanhar o comboio, mas sim fazer uma viagem de carro com Vivienne, que inclui vários desvios e muitas incursões nos fantasmas do passado, especialmente aqueles que deixaram marcas na alma de um pistoleiro. É uma travessia de Red num país que mudou a sua paisagem, mas a natureza humana permanece imutável, é um homem a reboque de um tempo que já não lhe pertence.
O Wyoming só aderiu à União em 1890; os seus habitantes “desenrascavam-se” para fazer cumprir a lei e partilhavam o comércio com os Sioux, os Crows e os Arapahos. Depois veio o comboio e os investidores que se apropriavam das planícies e colocavam o arame farpado nas pradarias. Era o período dos novos proprietários, Red Dust precisava de dinheiro e veio do leste; pessoas como ele vinham acabar com os pequenos produtores, mas ele escolheu o campo dos outsiders e foi assim que foi parar no rancho Triple 6.
Apesar de tentarem não dar nas vistas, após uma rixa num bar, Red e Vivienne ficam com agentes da lei no seu encalço. A história tem como pano de fundo as famosas Dust Bowls – que ganham uma dimensão fantasmagórica no desenho de Romain Renard. Essas tempestades de areia provocaram morte, fome e um êxodo forçado dos agricultores das suas terras prometidas. Assistimos a uma consequência trágica dessa tragédia humana num dos capítulos desta história.
Apesar da desconfiança mútua dos passageiros desta viagem memorável, eles começam a criar empatia através dos seus percursos melancólicos. No caso de Red, ele carrega em si uma memória viva da paixão por Comanche e da vida impiedosa no Oeste face aos chacais que matavam sem pudor. Não podemos revelar mais nada sobre a Vivienne – seria estragar a viagem dos nossos leitores –, mas fica a promessa de um desfecho apoteótico e cheio de grandes revelações. Além disso, surge um personagem do passado de Red, que lhe relembra que já não há nada para eles e que o seu tempo já passou; no entanto, com esta figura icónica da BD, sabemos que tudo é possível e, sobretudo, o imprevisível.
Neste reencontro com o mito (ou, se preferirem, a procura do que sobrou do mito), Romain Renard conseguiu trazer o espírito do western épico de «Unforgiven». É uma história inspirada que por si só entra para o panteão da 9ª Arte com a combinação entre o desenho e o fotorrealismo. Simultaneamente, a obra coloca um enormíssimo ponto final num dos pilares da BD franco-belga. “Rever Comanche” é um clássico instantâneo.
[Crítica originalmente publicada na Revista Metropolis 128, Março 2026]
«Companion» é um filme que promete trocar as voltas aos espectadores na forma provocadora como abordou o pertinente tema das relações abusivas entre os jovens casais num cenário que confronta a natureza humana com o digital.
O pano de fundo é idílico para um fim de semana perfeito para dois jovens adultos, Josh (Jack Quaid) e a sua namorada Iris (Sophie Thatcher) vão-se encontrar com os seus amigos numa casa de luxo implantada no meio da floresta e isolada do mundo exterior.
«Companion» ganha pontos por ser uma obra que é uma caixinha de surpresas com bombons de vários sabores. E mesmo que tropecem na dinâmica desta narrativa antes de verem o filme, o que vamos encontrar é algo mais profundo num misto de uma história de sobrevivência com a realidade de um palerma abusivo que trata a sua namorada como um autómato (mesmo quando ela demonstra ser mais humana do que qualquer criatura em seu redor)… O argumentista e realizador Drew Hancock pegou nesse conceito e levou-o mais além com uma criação com violência cirúrgica, humor e um desempenho magnetizante de Sophie Tatcher (a estrela de «Yellowjackets») no papel da destemida Iris. É uma daquelas performances que dão vida e expandem os sentimentos de algo que parece vazio e subitamente se torna um ser orgânico, completo e com desejo de viver e libertar-se da sua jaula. Ao mesmo tempo que decorrem os acontecimentos – sempre com uma pulsação elevada – a obra tem tempo para falar da solidão, da tristeza, o amor genuíno (aquele que derruba qualquer fronteira). O filme também aborda aqueles que abusam das pessoas que foram “programadas” para amar e servir o próximo. E nesse aspecto o rosto angelical de Jack Quaid tornou-se perfeito no papel de Josh ao destruir a imagem de perfect boyfriend que o actor cultivou ao longo dos anos e apresentar um lobo com pele de cordeiro.
«Companion» de Drew Hancock é muito interessante ao abordar a tecnologia e a inteligência artificial, mas a obra ganha relevo ao criar uma metáfora assustadoramente próxima do mundo real no domínio das relações humanas. Os vários artifícios, que nos entretém a rodos e enriquecem a história (o “golpe oportunista” ou o mesclar o terror com a comédia negra) acabam ofuscados pela personagem Iris na descoberta da sua relação tóxica com Josh e no seu desejo de ser melhor e querer ser livre. O restante elenco é igualmente interessante e adicionou bons apontamentos à festa. O argumento foi muitíssimo bem escrito e os diálogos são corrosivos e andam de mãos dadas com a criatividade visual de Drew Hancock.
«Companion» é puro entusiasmo, um atestado que ainda é possível fazer bom cinema para as massas com baixo orçamento e ao mesmo tempo abordar questões na ordem do dia nas sociedades contemporâneas.
Título original: Companion Realização: Drew Hancock Elenco: Sophie Thatcher, Jack Quaid, Rupert Friend, Lukas Gage, Marc Menchaca Duração: 97 min. EUA, 2025
No dia em que se celebra a Liberdade e a Revolução dos Cravos, o TVCine Edition apresenta um especial de cinema português que traça um retrato complexo – e sempre em construção – da sociedade que emergiu após o fim da ditadura. Uma sociedade que, finalmente livre, procurou definir o seu caminho. Através de diferentes olhares, estilos e gerações, os filmes selecionados exploram as transformações, inquietações e aspirações de um país em democracia. São sete histórias para descobrir as múltiplas faces, memórias e desejos de Portugal, em estreia no sábado, dia 25 de abril, a partir das 11h20, no especial 25 de Abril: Um País por Contar, no TVCine Edition e também no TVCine+.
Da parte da manhã, o especial começa às 11h20 com O Ancoradouro do Tempo, do realizador moçambicano Sol de Carvalho – uma adaptação do romance de Mia Couto, A Varanda do Frangipani, centrada na investigação de um assassinato num lar de idosos numa antiga fortaleza colonial. Ao início da tarde, pelas 13h05, chega Sombras, de Jorge Cramez, a história de um casal que se muda para o campo e se depara com acontecimentos inquietantes – um exercício próximo do folk horror, que introduz tensão num cenário aparentemente idílico.
A tarde prossegue às 14h50 com A Pianista, um thriller psicológico de Nuno Bernardo, sobre uma ex-pianista que após ficar viúva, é persuadida por uma empresa a recorrer a tecnologia para recriar a presença do marido, num inquietante retrato do luto e da dependência emocional. Pelas 16h30, é exibido A Memória do Cheiro das Coisas, de António Ferreira, que acompanha um antigo combatente da guerra colonial e a relação inesperada que estabelece com a sua cuidadora, num drama sobre culpa, envelhecimento e reconciliação. Ao fim da tarde, às 18h10, é a vez de A Quinta, da realizadora espanhola Avelina Prat, sobre um homem que assume uma nova identidade ao tornar-se jardineiro numa herdade portuguesa, numa reflexão subtil sobre fuga e recomeço.
À noite, pelas 20h05, estreia Bem Bom, de Patrícia Sequeira, inspirado na história da icónica banda Doce, fenómeno da música portuguesa dos anos 1980 que marcou uma geração. A encerrar o dia, às 22h00, Grand Tour, de Miguel Gomes, uma odisseia ambientada na Ásia do início do século XX, que acompanha a fuga de Edward e a perseguição determinada da sua noiva Molly. O filme venceu o prémio de Melhor Realização no Festival de Cannes 2024 e foi selecionado como candidato português aos Óscares.
O Ancoradouro do Tempo (2024) | Dia 25 de abril, sábado, às 11h20, no TVCine Edition e no TVCine+ Em Moçambique, Izidine, um jovem inspetor da polícia, é chamado a investigar um crime ocorrido numa antiga fortaleza colonial, que é atualmente um lar. O seu diretor, Vasto Excelêncio, foi morto. Izidine confronta-se com um facto insólito, já que todos os idosos confessam ser os autores do crime. Todos têm motivo, pois era frequente sofrerem maus-tratos por parte de Excelêncio. Uma intriga policial em que todos os personagens se consideram culpados, contrariando a habitual declarada inocência na literatura policial ocidental. Realização: Sol de Carvalho. Com Horácio Guiamba, Maria Adamugy, Tomás Bié, Josefina Massango e Mário Mabjaia.
Sombras (2025) | Dia 25 de abril, sábado, às 13h05, no TVCine Edition e no TVCine+ Marta e Jaime são um casal urbano sem filhos, que optou pelo sossego do campo. Sem sobressalto, acolhem por uns dias uma criança vizinha. Mas a visita noturna de um insólito animal vem abalar os raciocínios lógicos do casal sobre as coisas simples da vida. Terá a criança alguma relação com aquela presença aterradora? E aos poucos todas as sombras caem, tudo deixa de ser o que parecia. Realização: Jorge Cramez. Com Victoria Guerra, Pedro Lacerda, Catarina Machado e Dinis Gomes.
A Pianista (2025) | Dia 25 de abril, sábado, às 14h50, no TVCine Edition e no TVCine+ Após perder tragicamente o marido, Ana, uma ex-pianista, isola-se com o filho numa herdade alentejana. Enfrentando a solidão e o luto, ela aceita ressuscitar Jorge através de um controverso processo de clonagem. Mas o que deveria ser um recomeço transforma-se numa espiral de tensão e mistério, quando a polícia liga Jorge ao desaparecimento de várias adolescentes. Entre a dúvida e o perigo, Ana precisa descobrir a verdade antes que seja tarde demais. Realização: Nuno Bernardo. Com Teresa Tavares, Miguel Borges, Gonçalo Almeida, Marco Paiva e Diogo C. Martins.
A Memória do Cheiro das Coisas (2025) | Dia 25 de abril, sábado, às 16h30, no TVCine Edition e no TVCine+ Arménio, um ex-combatente da guerra colonial portuguesa, vê-se obrigado a ir para um lar de terceira idade, onde conhece Hermínia, uma auxiliar negra que cuidará dele. Confrontado com a vulnerabilidade da velhice, é forçado a enfrentar os fantasmas do seu passado, enquanto uma inesperada amizade floresce entre ele e Hermínia. Realização: António Ferreira. Com José Martins, Mina Andala, Maria José Almeida, Maria Manuel Almeida e Paula Barata. A Quinta (2025) | Dia 25 de abril, sábado, às 18h10, no TVCine Edition e no TVCine+ O desaparecimento da sua mulher deixa Fernando, um pacato professor de Geografia, completamente devastado. À deriva, assume a identidade de outro homem e começa a trabalhar como jardineiro numa quinta portuguesa, onde estabelece uma amizade inesperada com Amália, a proprietária, abraçando assim uma nova vida que, na verdade, não é a sua. Realização: Avelina Prat. Com Manolo Solo, Maria de Madeiros, Branka Katic, Rita Cabaço e Xavi Mira.
Bem Bom (2021) | Dia 25 de abril, sábado, às 20h05, no TVCine Edition e no TVCine+ O ano é 1979. Quatro jovens são contratadas por Tozé Brito para formar uma girl band. Elas sabem cantar, brilham a dançar e escandalizam o país, tornando-se um fenómeno de popularidade. Elas são as Doce. Ativo até 1986, o quarteto feminino estreou-se com o single “Amanhã de manhã”, o primeiro entre vários sucessos do grupo. Em Portugal, as Doce marcaram a primeira metade da década de 1980 e tiveram quatro participações no Festival da Canção, vencendo a edição de 1982 com o tema “Bem bom”, que levaram à Eurovisão. Realização: Patrícia Sequeira. Com Lia Carvalho, Carolina Carvalho, Ana Marta Ferreira, Bárbara Branco e José Mata.
Grand Tour (2024) | Dia 25 de abril, sábado, às 22h00, no TVCine Edition e no TVCine+ Rangum, Birmânia, 1918. Edward, um funcionário público do Império Britânico, foge da noiva Molly no dia em que ela chega para o casamento. Nas suas viagens, porém, o pânico dá lugar à melancolia. Contemplando o vazio da sua existência, o cobarde Edward interroga-se sobre o que terá acontecido a Molly… Desafiada pelo impulso de Edward e decidida a casar-se com ele, Molly segue o rasto do noivo em fuga através deste Grand Tour asiático. Realização: Miguel Gomes. Com Gonçalo Waddington, Crista Alfaiate, Cláudio da Silva, Lang Khê Tran e Jorge Andrade.
Na véspera do Dia da Liberdade, dia 24 de abril, o TVCine Edition dedica a tarde e a noite a um especial de programação que reúne seis olhares singulares sobre memória e território no mundo lusófono. Entre histórias íntimas, heranças culturais e reflexões contemporâneas, os filmes exibidos exploram diferentes formas de pertença e transformação, revelando um país e uma sociedade em constante construção, entre passado e presente. Seis documentários, seis perspetivas sobre cultura, história e identidade – para ver na sexta-feira, 24 de abril, no especial Documentários: Depois de Abril, a partir das 15h05, no TVCine Edition e também no TVCine+.
A partir das 15h05, é exibido Nôs Dança, de Rui Lopes da Silva, em que a música e a dança se afirmam como expressão de identidade e pertença, num retrato vibrante das comunidades cabo-verdianas e da sua herança cultural. Segue-se, às 16h40, Linha de Água, de Rui Simões, que através do trabalho musical do artista Victor Gama aborda questões ambientais contemporâneas, refletindo sobre a relação entre o ser humano e a degradação ambiental. Às 17h50, chega O Poeta Rei, de Carlos Gomes, cruzamento entre documentário e ficção sobre a vida do rei-poeta Al-Mu’tamid, numa viagem que evoca o legado cultural do Al-Andalus. Às 19h00, As Estações, de Maureen Fazendeiro, propõe um olhar contemplativo sobre o Alentejo, acompanhando o ciclo do tempo e da vida rural. À noite, o especial prossegue às 20h20 com Em Ano de Safra, em que a realizadora Sofia Bairrão retrata o ciclo da extração da cortiça numa aldeia do centro de Portugal, destacando saberes tradicionais e laços familiares. A encerrar, às 22h00, A Campanha do Creoula, de André Valentim Almeida, acompanha uma expedição científica às Ilhas Selvagens a bordo de um histórico lugre bacalhoeiro, cruzando investigação científica com a memória da pesca portuguesa na Terra Nova.
Nôs Dança (2023) | Dia 24 de abril, sexta-feira, às 15h05, no TVCine Edition e no TVCine+ Filme que faz um percurso por todas as ilhas do arquipélago de Cabo Verde para retratar as danças tradicionais e a sua reinvenção. O protagonista é o coreógrafo e bailarino cabo-verdiano Tony Tavares, que através do seu olhar contemporâneo nos leva a conhecer intimamente as danças do seu país, bem como as influências e inspirações que trazem ao seu trabalho atual. Realização: Rui Lopes da Silva.
Linha de Água (2025) | Dia 24 de abril, sexta-feira, às 16h40, no TVCine Edition e no TVCine+ Victor Gama, artista africano visionário, une polirritmia ancestral, eletrónica futurista e composição global numa odisseia criativa de Tombwa à Europa. Preocupado com as questões ambientais do mundo moderno, é junto das populações e lugares remotos que faz a sua pesquisa trazendo para os palcos internacionais as preocupações pela degradação do ambiente, e contribuindo para a divulgação dos artistas das populações locais através das suas obras emblemáticas. Realização: Rui Simões.
O Poeta Rei (2024) | Dia 24 de abril, sexta-feira, às 17h50, no TVCine Edition e no TVCine+ Uma viagem pelo território do “Al-Andalus”, seguindo a história dramática e fascinante de um dos homens mais poderosos do seu tempo, nascido com vocação para poeta, mas cujo destino quis que administrasse um reino no século XI: o Poeta Rei Al-Mu’tamid. Dez séculos depois, a procura do homem por detrás do mito, ficcionando a sua psicologia a partir da poesia e dos factos conhecidos da sua vida, comentados por encontros, paisagens, e sonoridades dos três países que no século XXI partilham o seu legado – Portugal, Espanha e Marrocos. Realização: Carlos Gomes.
As Estações (2025) | Dia 24 de abril, sexta-feira, às 19h00, no TVCine Edition e no TVCine+ Combinando depoimentos de trabalhadores rurais e notas de campo de um casal de arqueólogos, imagens de arquivo amador, lendas, poemas e canções, As Estações é uma viagem pela história real e imaginada do Alentejo e dos vestígios dos povos que por ali passaram. Realização: Maureen Fazendeiro.
Em Ano de Safra (2023) | Dia 24 de abril, sexta-feira, às 20h20, no TVCine Edition e no TVCine+ Os sobreiros transpiram, os pássaros cantam e as formigas seguem o seu caminho. Um ciclo de extração de cortiça numa aldeia no centro de Portugal. Uma família de extratores e coletores de cortiça com os seus machados, anéis de pano e esperanças. O retrato de uma comunidade suspensa. Realização: Sofia Bairrão.
A Campanha do Creoula (2013) | Dia 24 de abril, sexta-feira, às 22h00, no TVCine Edition e no TVCine+ Um realizador parte a bordo do Creoula, o último lugre português da pesca do bacalhau, rumo às Ilhas Selvagens, para documentar a maior expedição científica portuguesa de sempre. Durante a viagem, encontra memórias da história piscatória portuguesa na Terra Nova, onde o seu tio foi capitão, o que o leva à descoberta do passado do seu país e do seu próprio passado. Realização: André Valentim Almeida.
Uma série universitária baseada na coleção de livros best-seller, Off Campus acompanha uma equipa de hóquei no gelo de elite e as mulheres das suas vidas, enquanto lidam com o amor, o desgosto e a sua descoberta – criando amizades profundas e laços duradouros, enquanto enfrentam as complexidades da transição para a vida adulta. A primeira temporada acompanha o romance sensual e divertido que retrata a “atração entre opostos” entre a discreta compositora Hannah e o atleta de hóquei e estrela da Universidade de Briar, Garrett.
Mais do que uma biografia tradicional, o filme é um retrato visualmente deslumbrante, que reinventa a forma como conhecemos uma das figuras mais icónicas da música clássica: Fréderic Chopin! A viver o auge da sua vida em Paris — uma cidade efervescente, onde arte, política e sociedade se cruzavam de forma única. Entre salões aristocráticos, bailes luxuosos e encontros com figuras influentes da época, acompanhamos um Chopin carismático, irreverente e surpreendentemente moderno.
A obra destaca não só o percurso artístico do compositor, mas também a rede de influências — artistas, pensadores e movimentos — que moldaram o seu universo criativo, oferecendo uma leitura mais ampla da modernidade europeia.
Um artista brilhante, mas também a um homem que viveu intensamente: um dândi elegante, com sentido de humor, sedutor e profundamente ligado ao mundo à sua volta.
“Chopin – Uma Sonata em Paris” promete conquistar tanto os amantes de música clássica quanto o público que procura histórias humanas fortes, ambientadas em grandes momentos da História.
Um filme de Michal Kwecinski Com Eryk Kulm, Lambert Wilson, Joséphine de la Baume. Drama biográfico, histórico e musical | Coprodução entre Polónia e França. Duração: 2h13
“Quis mostrar Chopin não como um mito distante, mas como um génio, homem vivo, cheio de energia, charme e contradições. “Uma sinfonia magistral de talento! Elenco impressionante!”
“Um retrato elegante e surpreendente de um génio, que aproxima Chopin do público contemporâneo.” Realizador, Michał Kwieciński
A FUNCOM®, em colaboração com a Inflexion Games, anunciou hoje CONAN® EXILES ENHANCED, uma reformulação visual completa e gratuita para Conan Exiles — um dos jogos de sobrevivência com maior conteúdo do mercado. Esta atualização gratuita aplica-se a todos os proprietários de Conan Exiles no Steam.
Conan Exiles Enhanced estará disponível no dia 5 de Maio para todos os proprietários de Conan Exiles no Steam, e esta data não é uma coincidência. O dia 8 de maio marca o 8º aniversário de Conan Exiles, e esta atualização visual é o nosso presente comemorativo para todos os jogadores do jogo no Steam.
Construído no Unreal Engine 5, Conan Exiles Enhanced contém oito anos de conteúdo pós-lançamento para uma experiência totalmente atualizada, com visuais drasticamente melhorados, desempenho otimizado e tecnologia de renderização moderna. A atualização revitaliza o mundo brutal de Conan, proporcionando um nível de imersão mais profundo tanto para novos jogadores como para fãs de longa data.
Utilizando o Unreal Engine 5, a versão melhorada visa 60 FPS suaves nas configurações baixa, média, alta e ultra na maioria dos PCs, além de oferecer um desempenho sólido na Steam Deck.
Pela primeira vez, os jogadores que possuem a expansão Isle of Siptah poderão viajar livremente entre as Exiled Lands e a Isle of Siptah. As duas regiões estão agora fundidas numa experiência contínua, permitindo aos jogadores explorar ambas completamente, em vez de terem de escolher uma no início do jogo. No modo multijogador, qualquer servidor pode agora suportar ambos os mapas em simultâneo. Isto expande enormemente a área de jogo disponível para aqueles que possuem a expansão Isle of Siptah.
“Conan tem sido o coração da Funcom há quase duas décadas e, com a nova atualização Enhanced, Conan Exiles continua a construir o seu legado nos videojogos”, disse o Diretor Criativo Joel Bylos.
“Sabemos que estas atualizações são frequentemente vendidas a um preço premium ou lançadas como um produto separado e melhorado, mas queríamos oferecer isto aos fãs do passado, do presente e do futuro, como um presente de aniversário e um gesto de agradecimento pelo apoio. Estamos muito orgulhosos deste jogo e do trabalho que a nossa equipa lhe dedicou ao longo dos anos, e queremos que esta atualização dê uma nova vida e energia ao jogo durante muito tempo.”
“É uma honra colaborar com a Funcom na atualização de Conan Exiles para o Unreal Engine 5. Pegar num jogo tão adorado e atualizá-lo com novas tecnologias, materiais e shaders, interface de utilizador e uma série de outras melhorias cria uma nova base para a próxima década de aventuras para jogadores de todo o mundo”, disse a CEO da Inflexion Games, Aaryn Flynn.
Desde o seu lançamento a 8 de maio de 2018, mais de 15 milhões de jogadores exploraram as terras selvagens de Conan Exiles, o aclamado jogo de sobrevivência que decorre no lendário universo de Robert E. Howard.
Conan Exiles Enhanced será lançado a 5 de maio de 2026 como uma atualização gratuita para todos os proprietários da versão Steam do jogo. Embora não existam planos atuais para levar esta atualização às consolas, à Epic Games Store ou à Microsoft Store, a Funcom e a Inflexion estão a avaliar a possibilidade de a lançar nestas plataformas no futuro.