Como definir este filme? Digamos que, à boa maneira de uma certa estética clássica de Hollywood, nele encontramos uma discussão sobre as fronteiras do próprio cinema: uma actriz, Laura Dern, vacila entre ser e não ser (a sua personagem), acabando por relativizar todos os modos de separação entre a vida vivida e a vida representada. Num certo sentido, este é um objecto terminal, como se David Lynch tivesse conduzindo a sua apropriação do mundo a um ponto em que o cinema convive, ironicamente ou não, com a sua própria morte — por mais insustentável que a ideia possa parecer, este é, muito provavelmente, um dos dois ou três filmes maiores do séc. XXI.

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