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Star Wars: The Mandalorian and Grogu

Ao fim de três temporadas, «The Mandalorian» (2019-2023) deu à luz um filme. Primeira produção live-action do universo «Star Wars» em formato de série, com uma receita irresistível (já vamos aos ingredientes…), esta criação de Jon Favreau trouxe aos derivados da saga de George Lucas algo que estava a faltar a praticamente tudo o que saía dos estúdios para o pequeno ecrã: personagens atrativas. Como é que se safa então a nova longa-metragem de Favreau no grande ecrã? Bem, nenhum espectador da série (a autora deste texto acusa-se) esperaria um salto criativo em relação aos 24 episódios de «The Mandalorian», por isso é justo dizer que a sensação de estarmos perante um episódio dilatado, em termos de duração, não é fator que, por si só, retire mérito ao empreendimento.

Vamos então aos ingredientes. O que distinguiu a série desde o princípio foi essa capacidade de escrever personagens sedutoras – um solitário caçador de recompensas, com identidade escondida debaixo de uma bela armadura e capacete de aço beskar, e um “Baby Yoda” pronto a derreter corações – aliada a um refrescante design de produção, dentro de um universo visualmente estafado, e, sobretudo, um minimalismo desarmante. De repente, tínhamos apenas duas figuras na vastidão galáctica, a (re)definirem o western espacial em sucessivas aventuras/missões que assentavam na vocação protetora de Din Djarin, o mandaloriano, qual pai adotivo da criatura adorável hoje conhecida como Grogu.

Suportado por esta gramática afetiva, «Star Wars: The Mandalorian and Grogu» sobrevive à irrelevância cinematográfica: quem vai, quer estar na presença do bonequinho encantador e do aço reluzente que cobre a silhueta de Pedro Pascal (quando não é substituído pelo seu duplo), ambos devidamente guarnecidos pela banda sonora de Ludwig Göransson. O enredo do filme, claro está, fica em segundo plano, tal como acontecia na série, sendo o laço filial o verdadeiro conceito deste título «Star Wars».

Ainda assim, notamos uma certa inteligência no argumento: se a primeira metade do filme corresponde a uma missão citadina, que destaca a ação de Mandalorian, a segunda parte é uma espécie de “Grogu no mundo natural”, a fazer… coisas de Grogu. Se eram dispensáveis algumas batalhas com monstros digitais? Sem dúvida. Mas Favreau tenta equilibrar o registo entre a diversão juvenil e a adulta munindo-se de cameos que não deixam os cinéfilos indiferentes: como esquecer o vendedor de cachorros-quentes da metrópole a quem Martin Scorsese dá voz?

TÍTULO ORIGINAL: Star Wars: The Mandalorian and Grogu
REALIZAÇÃO: Jon Favreau
ELENCO: Pedro Pascal, Sigourney Weaver, Martin Scorsese
ORIGEM: Estados Unidos
DURAÇÃO: 132 min.
ANO: 2026

Fotos: ©Lucasfilm Ltd™

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