Melhor série documental ou não ficção nos Emmys de 2015, «The Jinx» está de regresso para um segundo take na Max. Robert Durst chamou para si as atenções e, na fase final da vida, acabou a pagar por isso.

O documentário parecia inofensivo. Robert Durst era suspeito de vários homicídios, mas continuava em liberdade e sem provas determinantes contra si. Falar com o Andrew Jarecki e companhia tinha tudo para correr bem – ou será que não? «The Jinx: The Life and Deaths of Robert Durst» colocou o foco no magnata do imobiliário e ele não soube lidar com tudo o que o documentário originou. O final da primeira temporada é memorável, com o homem a confessar os seus crimes, sem o saber, na casa de banho (o microfone continuava ligado).

A nova temporada mostra o que aconteceu depois da aposta documental, bem como as ajudas que Durst procurou e foi tendo ao longo do tempo. É, de facto, irónico que o homem só tenha sido apanhado porque não se soube calar. E na segunda temporada isso continua a acontecer, por incrível que pareça.

«The Jinx» deixou definitivamente uma marca no true crime, desde logo pela capacidade que a equipa do documentário teve de gerar provas que, efetivamente, contribuíram para a detenção do milionário. Assistir a uma nova incursão na Max, quase uma década depois, assemelha-se ao encerrar de um ciclo, perante uma série que impactou o pequeno ecrã.

Há uma importante componente de investigação, e de tentativa de quebra da confiança de Durst, além do regresso de alguns rostos da família, numa busca aparentemente interminável por paz. Numa combinação bem conseguida entre o lado criminal, familiar e documental, «The Jinx» é um relato muito interessante da história de um dos criminosos menos inteligentes de sempre. Isto porque foram as suas ações, movidas por ego, que o levaram atrás das grades… ainda que longe do tempo antecipado…

https://www.youtube.com/watch?v=ShYl5K8Nlq8

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