«O Mentalista» possui um lado humano e não são apenas os bons mistérios que nos deixam fascinados. Patrick Jane (Simon Baker) é um personagem prodígio que transmite energia com a sua atitude e subtileza. Um psíquico que auxilia uma equipa de investigações especiais, um homem que sorri e encanta, mas tem o coração partido, um ex-charlatão que utiliza a sua superior percepção e sai das trevas encontrando o caminho para a redenção, a fé e o significado da sua vingança face ao serial killer que lhe custou a família. O casting não é vasto e vai ganhando profundidade ao longo da temporada, os inúmeros convidados são uma mais-valia. A abordagem policial encontra espaços para uma sensibilidade mais leve providenciada por Jane na sua aproximação pouco ortodoxa, mas eficiente, dos crimes investigados, uma postura que conquista a boa disposição na interação e no contraste entre ele e os agentes (a família substituta de Jane). O controle deste equilíbrio é um dos muitos segredos do sucesso da série.
[Crítica originalmente publicada na revista Premiere, Abril, 2010]

