De 10 a 12 de abril, a cidade vai transformar-se num lugar de paragem e contaminação com filmes, realizadores, clássicos, visitas guiadas, debates e reflexões sobre o cinema português contemporâneo. O objetivo da iNTERVALOS é claro – criar uma comunidade sensível às diferentes cinematografias e homenagear, todos os anos, um cineasta. Nesta primeira edição será Manuel Mozos.

A primeira edição da iNTERVALOS será local de encontro do cinema português, mas também espaço de debate e tertúlia a partir das obras exibidas. Cada mostra irá assim ser uma extensão da experiência cinematográfica, através do debate aberto à participação dos intervenientes, realizadores e comunidade local. O evento pretende consolidar-se anualmente como um marco cultural nas Caldas da Rainha e na região oeste e fazer um caminho de valorização do património do cinema português, da criação e pensamento em torno das imagens em movimento.

Inspirado na ideia dos encontros e dos intervalos que se desenham entre filmes, espectadores e realizadores, o evento propõe um espaço dinâmico de partilha, reflexão e descoberta cinematográfica.

Ao longo de três dias terá conversas entre cineastas, críticos, investigadores, professores, estudantes, espectadores. A cada sessão conjunta de filmes corresponderá um momento de conversa e discussão.

Esta é uma iniciativa do CCC das Caldas da Rainha orientada por um princípio de programação coletiva em parceria com a ESAD.CR, a associação Cultural OSSO e o Cineclube CR, com o apoio do Município e do ICA – Instituto de Cinema e Audiovisual. Pretende-se assim, salienta a organização, “abrir um espaço de partilha e discussão do cinema português contemporâneo, para provocar encontros entre várias gerações e o cruzamento de vários contextos, artístico, educativo, académico e científico”. Existe a ambição de contribuir para “uma experiência mais regular com o cinema, e evidenciar e impulsionar a criação, a reflexão, o conhecimento e a socialização”.

Saliente-se que o movimento associativo não ficou esquecido e em cada edição da iNTERVALOS será convidada uma associação do setor para apresentar e dar a conhecer ações concretas e contributos em contexto cinematográfico. A Associação Portuguesa de Realizadores (APR) apresentará a publicação sobre a história da APR e através desta um olhar sobre o cinema português ou sobre como se fazem filmes em Portugal.

Destaques da Programação iNTERVALOS 2025

Abertura oficial (10 de abril, 21h) – exibição dos filmes “Rhoma Acans” (Leonor Teles, 2013) e “Cama de Gato” (Filipa Reis e João Miller Guerra. 2012), seguidos de conversa com cineastas moderada por Susana Duarte. Com a presença de Mário Branquinho, diretor do Centro Cultural das Caldas da Rainha (CCC), e entidades parceiras.
Lançamento livro (10 de abril – manhã) – “Um Território Comum. Residências de Investigação Artística do Mestrado em Artes do Som e da Imagem”, da ESAD.CR, em colaboração com a Associação Cultural OSSO, nas instalações da OSSO, em São Gregório.
Mostra de trabalhos das Residências de Investigação Artística da ESAD.CR, proporcionando um olhar sobre criações emergentes.
Sessões conjuntas de filmes em diálogo (11 de abril) – da parte da tarde, exibição de “Maria Sem Pecado” (Mário Macedo, 2016) em diálogo com “A Nossa Terra, o Nosso Altar” (André Guiomar, 2020), seguida de conversas com cineastas; à noite “Água Mole” de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves (2017) em diálogo com “Para além das Montanhas” de Aya Koretzky (2011), seguida de conversa.
Última sessão conjunta de filmes em diálogo (12 de abril) – com as curtas-metragens “Razão Entre Dois Volumes” de Catarina Sobral (2008) em diálogo com “Voa Voa num Prédio de Lisboa” de Joana Toste (2009) e “Mesa” (2010) de João Fazenda.
Conversa de Paulo Cunha com o cineasta Manuel Mozos (12 de abril, à tarde) e exibição de “A Glória de Fazer Cinema em Portugal” (2015). À noite, Mário Branquinho conduz conversa a Mozos sobre o filme “Xavier” (1991-2002).
Participação da Associação Portuguesa de Realizadores (APR), representada por Pedro Filipe Marques, para apresentar a publicação “Glória de Fazer Cinema em Portugal”.
Encerramento com uma sessão de Live-Cinema, protagonizada por estudantes do Mestrado em Artes do Som e da Imagem da ESAD.CR.

ARTIGOS RELACIONADOS
Justa

Um cinema que não consola, mas que resiste. Betty Faria, 84 anos, vê o invisível e nós vemos através dela. Ler +

As Estações

«As Estações», de Maureen Fazendeiro, é um daqueles filmes que não querem mostrar o mundo, querem antes senti-lo. Por isso, Ler +

Carmen Maura pode dar a ‘Calle Málaga’ a Pirâmide de Ouro

Despontou nos horizontes do Egito com o status de favorita na corrida pela Pirâmide de Ouro de 2025, e ela Ler +

Michel Franco conta seus ‘Sonhos’ geopolíticos ao Egito

Inaugurado por meio de uma esfuziante celebração da Amazónia brasileira, nos afluentes de «O Último Azul», escalado como seu filme Ler +

One More Show – Mai Saad sobe ao palco da empatia

Mai Saad está a escrever um livro. Ela garante que o seu miolo não tem conexão com a epifania empática Ler +

Please enable JavaScript in your browser to complete this form.

Vais receber informação sobre
futuros passatempos.