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Sopro – A Transformação do Vidro – estreia RTP Play

A nova série documental Sopro – A Transformação do Vidro, da autoria de Filipa Reis, que assume também a produção, realização de Pedro Cabeleira e pesquisa de Inês Abreu, acompanha, ao longo de oito episódios, artistas, designers e mestres vidreiros que têm vindo a explorar novas abordagens na manipulação do vidro. A série é exibida todas as quartas-feiras, pelas 21h00, na RTP2, sendo que os episódios ficam disponíveis online na RTP Play.

Sopro – A Transformação do Vidro é uma nova série documental da RTP2 dedicada à criação contemporânea em vidro, revelando os processos, os gestos e as histórias de quem continua a transformar esta matéria através de técnicas ancestrais e abordagens contemporâneas. Da autoria de Filipa Reis, que assume também a produção, e com realização de Pedro Cabeleira, o espectador é conduzido ao longo de oito episódios por diferentes geografias e práticas, onde a tradição, o conhecimento técnico e a experimentação se cruzam. Em cada capítulo, a série visita um estúdio, uma oficina ou uma fábrica para explorar as múltiplas possibilidades do vidro, do design de produto à experimentação artística, sem perder de vista os contextos históricos e pessoais de quem lhe dedica a vida.

Série percorre diferentes universos criativos

O primeiro episódio acompanha o trabalho do mestre-vidreiro Arlindo Francisco e do designer Hugo Amado, na Vista Alegre. Juntos revelam o rigor da produção manual de peças em vidro soprado, de bar, mesa e decoração, criadas para uma marca histórica que exporta para todo o mundo. Ao longo da série, cruzam-se diferentes percursos e abordagens ao vidro. Em Ourém, o artista Paulo Nogueira trabalha com fragmentos de vidro colorido para criar vitrais onde a luz assume um papel central. Na Nazaré, a artista Conceição Cabral explora técnicas como casting e fusing em esculturas e peças decorativas marcadas pela cor e pela experimentação. Já a artista plástica Andreia Santana desenvolve uma abordagem conceptual ao vidro, questionando a relação entre transparência, superfície e corpo, num trabalho desenvolvido entre Lisboa e Nova Iorque.

O segundo episódio, acompanha Alfredo Poeiras e José Nascimento, antigos trabalhadores da indústria vidreira da Marinha Grande que continuam a praticar o ofício após a reforma. No estúdio-loja PoeirasGlass, os dois artesãos produzem e demonstram técnicas de vidro soprado e de trabalho ao maçarico, criando peças utilitárias e decorativas numa escala artesanal. Entre memórias e gestos repetidos ao longo de décadas, o episódio revela uma prática que resiste ao desaparecimento de muitas fábricas da região, preservando um saber transmitido ao longo de gerações.

A série passa novamente pela Marinha Grande, território histórico da indústria vidreira portuguesa, onde são revisitadas práticas ligadas ao vidro científico e ao trabalho ao maçarico, nomeadamente na fábrica Normax e no atelier de Adriano Mesquita. O percurso inclui também o estúdio da designer e artista visual Renée Morales Lam, em Lisboa, e o trabalho pedagógico e de investigação desenvolvido na VICARTE, centro universitário dedicado ao vidro e à cerâmica, onde trabalha Robert Wiley. No último episódio, o arquiteto e designer Martinho Pita explora a relação entre vidro e luz no desenho de candeeiros, privilegiando processos artesanais e colaborando com especialistas do vidro soprado. Sopro– A Transformação do Vidro resulta de uma criação da Vende-se filmes para a RTP. A série é exibida na RTP2 às quartas-feiras, pelas 21h00, sendo que os episódios ficam disponíveis na RTP Play.

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