Estamos em 1969 e em plena Guerra Colonial Portuguesa na Guiné-Bissau. Mas antes de mergulharmos no conflito, vemos o dia-a-dia do protagonista, Nome, as suas relações com a mãe e a mulher por quem está apaixonado.

Mas Nome não ficará na aldeia por muito mais tempo e entregará o seu corpo e alma à luta armada junto das guerrilhas do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde). Torna-se um herói atormentado por tudo o que aconteceu.

Nome é o quarto filme do realizador guineense Sana Na N’hada. Uma co-produção portuguesa que junta Luís Correia e a Lx Filmes (Portugal), a Spectre Productions (França), a Geba Films (Guinea-Bissau), a Geração 80 (Angola) e a The Dark (França).

O filme teve a sua primeira exibição no ACID de Cannes, em 2023, e foi o título que encerrou a mostra desse ano. Esteve também em destaque na secção Harbour do IFFR – International Film Festival Rotterdam 2024; no Festival International du Film Independant de Bordeaux 2023, onde venceu o Grande Prémio da Competição Internacional e menção especial para a actriz Binete Undonque; no Du Grain à Démoudre 2023, onde ganhou o Prémio de Melhor Longa-metragem; e no Luanda PAFF – Festival Internacional de Cinema Panafricano de Luanda 2023, onde venceu o Prémio de Melhor Filme, tendo sido também atribuído o Prémio de Melhor Realização e Prémio de Melhor Actriz para Binete Undonque.

Em Portugal, fez antestreia no Indie Lisboa, na secção Rizoma, com uma exibição na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, na presença do realizador Sana Na N’hada, da actriz Binete Undonque, do músico Remna Schwarz, autor da banda sonora original, e da restante equipa.

Nome estreou em França com largos elogios da crítica.

Em entrevista à RTP África, o realizador afirma:

«É revoltante. Tudo o que está a acontecer na Guiné-Bissau. Tudo, desde o fim da guerra até agora, bom ou mau, é da nossa responsabilidade. A única coisa que nos juntava e a única coisa que nos juntou até hoje foi a Guiné-Bissau. Antes, o desígnio era a edificação da Guiné-Bissau. Hoje, temos a Guiné. A minha questão para este filme é a que faço todos os dias: será que é essa a Guiné-Bissau que estou a sentir, que estou a ver e a ouvir, pela qual lutámos?»

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