Com a publicação do 23.o volume, a Devir encerra a publicação de uma das séries mais marcantes da história recente da mangá, que conquistou leitores, críticos e cinemas em todo o mundo.
Com mais de 150 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Demon Slayer, de Koyoharu Gotouge, tornou-se um símbolo da nova era da mangá e do impacto da cultura japonesa a nível global.
Ambientada no Japão do período Taisho, a história acompanha Tanjirou Kamado, um jovem que vê a sua família ser massacrada por demónios. A sua irmã, Nezuko, sobrevive, mas transformada num desses seres. Determinado a salvá-la, Tanjirou alista-se na Kisatsutai e parte para caçar demónios. Entre batalhas épicas, dilemas morais e um profundo sentido de humanidade, Demon Slayer oferece uma narrativa que fala sobre perda, coragem e amor fraternal, num equilíbrio raro entre ação e emoção.
FILME EM EXIBIÇÃO EM PORTUGAL
O sucesso da série não se limitou às páginas: a adaptação para anime, produzida pelo estúdio Ufotable, revolucionou o padrão de qualidade da animação japonesa. O filme Demon Slayer – Kimetsu No Yaiba – Castelo Infinito, atualmente em exibição nos cinemas portugueses, tornou-se o filme japonês mais lucrativo de sempre, superando “A Viagem de Chihiro” e arrecadando, até hoje, mais de 550 milhões de dólares em bilheteira mundial.
“Demon Slayer é um exemplo perfeito de como a mangá pode cruzar gerações e fronteiras. É emocionante ver como esta história, profundamente japonesa e universal ao mesmo tempo, encontrou em Portugal uma comunidade de leitores tão fiel.
A força de Demon Slayer está na sua humanidade. Mesmo num universo de fantasia, fala-nos de temas muito reais — a perda, a compaixão, o esforço e o amor incondicional. É um dos raros casos em que uma mangá se transforma num fenómeno social.”, afirma a Editora da Devir.
O fim da publicação de Demon Slayer em Portugal, iniciada em 2021, simboliza também uma nova fase para a mangá no país — um género que tem vindo a crescer de forma consistente, conquistando novos públicos.





