O volume 3 da colecção novela gráfica, Dez Mil Elefantes é uma banda desenhada sobre o passado colonial espanhol na Guiné Equatorial, prémio Baudet d’Or Argumento de Pere Ortín. Um livro diferente que a Levoir e o Público editam a 19 de Junho. Esta obra já foi editada na Alemanha e vai ser editado em França pela Dupuis.
O jornalista, escritor e guionista espanhol Pere Ortín, argumentista desta obra tem uma vasta experiência no mundo da reportagem, tendo já realiado trabalhos em vários países africanos.
Pere Ortín deparou-se com a história por acaso já na década de 90, numa das suas primeiras visitas à Guiné Equatorial. Mais tarde, chegou a conhecer o próprio Manuel Hernández Sanjuán e herdou do cineasta os negativos de todo o material produzido naquela expedição. Desde então, o jornalista não parou de investigar o tema, passando a história para a banda desenhada com a ajuda de Nzé Esono Ebalé.
Nzé Esono Embalé é um ilustrador, artista multidisciplinar e ativista da Guiné Equatorial que assinou alguns dos seus trabalhos como Ramón Esono ou Jamón y Queso. Os seus trabalhos têm sido exibidos em todo o mundo. Tornou-se conhecido em 2017 quando foi preso durante seis meses, acusado de ter injuriado e difamado o ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, na sua banda desenhada La pesadilla de Obi, um verdadeiro ataque à liberdade de expressão que levou organizações de defesa dos direitos humanos de todo o mundo a mobilizarem-se para exigir a sua libertação.
Entre 1944 e 1946, sob o regime de Franco, o cineasta madrileno Manuel Hernández Sanjuán e a sua equipa viajaram para a Guiné para retratar a vida colonial daquela insólita Espanha Negra no coração de África.
A história da sua expedição é narrada neste livro por Ngono Mbá, um dos carregadores que participou na estranha viagem que deveria «documentar» as verdades inventadas do regime: essa memória não memorizada que continua a ser, ainda hoje, o passado colonial espanhol.
“Foi todo feito com caneta esferográfica. Eu queria incorporar a minha infância no desenho artístico, a minha falta de bens materiais, já que a caneta esferográfica era a única coisa que eu tinha na altura”, refere. Desta escolha pouco ortodoxa de material de desenho, resultam páginas profundamente originais, com uma sensibilidade africana evidente, até na forma como a cor da pele dos brancos é representada.
Mas, além de um mergulho num passado colonial doloroso e pouco falado, este livro é também uma homenagem do desenhador à sua mãe.” – Nzé Esono Embalé
Características Vol. 3 Preço– 16,90€ Nº páginas – 144 Capa dura cor Formato – 170x 240 mm



