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Bookish – estreia Filmin

A minissérie, um dos grandes sucessos da temporada televisiva no Reino Unido, é um híbrido entre as histórias de Sherlock Holmes e Agatha Christie, ambientada no Londres de 1946. Bookish chega à Filmin em exclusivo, a 9 de dezembro.  

Trata-se de uma série de mistério ao mais puro estilo Sherlock Holmes. Escrita, realizada e protagonizada por Mark Gatiss, o co-criador, co-argumentista e actor da aclamada série da BBC Sherlock, conhecido também pela sua participação em blockbusters como O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. A série estrutura-se em três partes, cada uma com um novo crime por resolver, que se desenvolvem ao longo de dois episódios. Acompanham Gatiss no elenco Polly Walker (BridgertonRoma) e Connor Finch (Everything I Know About Love).

Na Londres pós-guerra, em 1946, existe uma livraria que carrega o nome do seu excêntrico proprietário: Book. Antigo espião militar reconvertido em detetive pouco convencional, Book gosta de ajudar a polícia a resolver os seus casos mais complexos. Quando Jack, um jovem com um passado como ex-presidiário, é enviado para trabalhar na livraria, ele logo suspeita que a sua chegada não foi nada casual.

Bookish é já considerada uma das séries do ano no Reino Unido. Alcançou 270.000 espectadores na sua estreia, superando significativamente a média de 50.000 espectadores do canal que a transmitiu, U&Alibi, um canal por subscrição especializado em dramas criminais. O canal renovou a série para uma segunda temporada dois meses antes da estreia — algo pouco habitual. 

Não são apenas os números que falam; também as críticas e a recepção do público colocam a série acima de outras estreias do ano. Bookish foi nomeada para Melhor Novo Drama nos prestigiados TV Times Awards. Órgãos de comunicação como o The Telegraph apelidam-na de inteligente, engenhosa e bem construída, e o The Times não poupa elogios ao seu criador: Gatiss tem o poder especial de pegar em algo que julgávamos estabelecido e dar-lhe novas asas.

A série está ambientada em 1946, no Londres do pós-guerra, numa sociedade empobrecida e onde os crimes com arma de fogo aumentaram exponencialmente devido à grande quantidade de armas que os soldados traziam da frente. Apesar disso, Gatiss acredita que pode ter sido um período optimista, o tão desejado tempo de paz, e é esse o tom que decidiu conferir à série.

Não quer, no entanto, ficar preso ao popular género dos “cosy crimes” — histórias de crimes reconfortantes. Quer que o humor e a estética colorida não ocultem a seriedade de um homicídio e o lado sombrio do protagonista por detrás da sua fachada descontraída. Prefere falar do romance do crime, uma mistura entre o encanto do mistério e a tragédia da morte: Tinha muita consciência da dualidade, de como o crime nos atrai pela diversão e pelos jogos como o Cluedo, mas há dor e sofrimento reais”. O actor e argumentista confessa o seu amor pelo género, mas sem desviar o olhar das repercussões dos crimes, perspectiva que se reflecte claramente em “Bookish.

A série trata ainda temas como um “lavender marriage”, um casamento de conveniência que envolve uma pessoa homossexual como forma de encobrimento, numa época em que o ser era ilegal.

Gatiss decide abordar este tema como raramente é feito na ficção: Normalmente era um homem gay e uma mulher lésbica que viviam juntos por conveniência, mas também havia muitas pessoas que simplesmente se estabeleciam juntas e não tinham filhos; era uma fachada respeitável. Trottie e Gabriel foram melhores amigos durante muitos anos, depois afastaram-se e, nos anos 30, quando ele estava no seu ponto mais baixo, ela reaparece e casam-se. Para o mundo em geral, são o senhor e a senhora Book, mas é um mundo muito perigoso. Assim, Gatiss dá visibilidade a uma realidade da época, lançando luz sobre a situação em que muitas pessoas se viam envolvidas durante estes turbulentos anos do pós-guerra.

Bookish  tem estreia exclusiva na plataforma a 9 de dezembro.

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