Já está nas livrarias Silêncio (DEVIR | 154 pp| 22€), a obra-prima de Didier Comès publicada pela primeira vez em 1980 e considerada um marco da banda desenhada franco-belga.
Distinguido com o Prémio Especial do Júri em Angoulême (1981), quarenta anos após a sua publicação Silêncio mantém-se perturbadoramente atual. Continua a interpelar-nos sobre a forma como tratamos os mais frágeis, como a violência e a ignorância se perpetuam em comunidades, e como a diferença pode ser transformada em alvo de exclusão. Numa época em que se fala de voz para os que não a têm, a figura de Silêncio é um símbolo poderoso da necessidade de escuta e empatia.
Esta é a quinta das oito obras da coleção Angoulême a editar este ano pela DEVIR.
Publicado pela primeira vez em 1980, Silêncio é considerado um marco da banda desenhada franco-
-belga e um dos álbuns que consolidou Didier Comès como um dos grandes mestres do género. Obra-prima da banda desenhada europeia — Prémio Especial do Júri em Angoulême (1981) —, Silêncio é um conto negro e poético sobre exclusão, inocência e dignidade, que continua, décadas depois, a ecoar com uma atualidade perturbadora.
DIDIER COMÈS
Nascido em 1942, em Sourbrodt, na Bélgica, Didier Comès foi um autor de banda desenhada autodidata que se destacou pelo seu estilo único, poético e melancólico.
A sua obra caracteriza-se pelo tratamento de temas como a guerra, a marginalidade, o oculto e a ligação do homem com a natureza. Ganhou o Prémio Especial do Júri em Angoulême (1981) precisamente com Silêncio. Faleceu em 2013, deixando um legado incontornável para a nona arte.

