Michele Riondiono estreia-se na realização com O Lugar do Trabalho, no qual protagoniza Caterino La Manna.
O Lugar do Trabalho (Palazzina LAF) estreou-se no Festival de Cinema de Roma e conta a história daquele que foi, provavelmente, o primeiro caso de assédio moral em larga escala registado em Itália e que abriu um precedente na legislação laboral nacional.
Uma história verdadeira passada no mundo do trabalh que se desenrolou na fábrica Ilva de Taranto, a “monstruosa” siderurgia que causou milhares de casos de cancro do pulmão entre 1993 e 2021, para além da morte por exposição ao amianto.
O título do filme, que se traduz como “laminador a frio”, refere-se a um edifício decadente para onde eram relegados todos os que se recusavam a ceder à “reorganização” da empresa: engenheiros e outros funcionários qualificados que não cederam à chantagem no local de trabalho e não aceitaram ser despromovidos.
A “Palazzina LAF” é uma terra de limbo onde todos são deixados em suspenso, uma prisão que destrói psicologicamente as pessoas.
Para além de realizar o filme, Riondino desempenha o papel principal, de um empregado de limpeza responsável pela limpeza das bobinas das baterias da fábrica, um trabalho infernal que danifica os pulmões. O diretor de pessoal, interpretado por Elio Germano no seu papel mais diabólico, obriga-o a tornar-se um espião da empresa: deve informar sobre eventuais “conspirações” entre o representante do sindicato (Fulvio Pepe) e todos os outros condenados à morte social.

