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Every Year After – Carley Fortune e Amy Harris

«Every Year After» é um drama romântico, desenvolvido por Amy B. Harris e Leila Gerstein. A série é baseada no livro «Every Summer After», de Carley Fortune.

A série teve a sua estreia mundial no Festival de Tribeca, a 8 de junho de 2026, e foi lançada no Prime Video a 10 de junho de 2026.

Como é que a série surgiu? Qual foi o percurso desde o livro, que foi tão apreciado, até chegar ao ecrã?

Carley Fortune: O livro foi lançado em maio de 2022 e, naquele verão, tive várias conversas com produtores interessados em adaptá-lo. Sempre o vi como um filme. Acho que é muito fácil imaginá-lo como um filme. Tem um desfecho claro no final. Dá para definir bem os atos. Mas a Amazon abordou-me com uma proposta para transformá-lo numa série, fiquei um pouco cética quanto à forma como isso funcionaria, mas, nessa primeira conversa, eles apresentaram-me como poderia ser um arco narrativo de duas temporadas. E, claro, as coisas mudaram desde então, mas foi uma ideia muito inteligente. E foi também nesse verão que estreou a primeira temporada de «The Summer I Turned Pretty». Por isso, senti que eles sabiam o que estavam a fazer em termos de público e que seriam bons parceiros. E depois… demorou algum tempo até recebermos luz verde. E depois, no último ano e meio — nem sei bem quando —, a Amy juntou-se à equipa. E sinto que, quando a Amy [Harris] se juntou à equipa, a série ganhou alma.

E depois chegou o nosso elenco, mas foi mesmo a entrada da Amy no projeto e o facto de ela ser uma grande admiradora do livro que fez desta série uma adaptação tão fantástica. A série é muito mais do que o livro.

Como é que vocês encontraram o elenco?

Amy Harris: Bem, tivemos diretores de elenco brilhantes, por isso é preciso começar por pessoas que realmente sabem o que estão a fazer nesse trabalho.

Já fiz adaptações antes e, para mim, parecia-me tão importante encontrar a essência das personagens que a Carley [Fortune] tinha criado e que simplesmente saltassem da página. Por isso, senti muita pressão para encontrar a nossa Percy [Fraser] e o nosso Sam [Florek]. E o que acabou por acontecer — e achei muito interessante — foi que muitas das personagens se pareciam com as descrições que constavam no livro, mas não era necessariamente isso que eu procurava. Para mim, era como encontrar a essência de quem essa pessoa poderia ser. E a Sadie [Soverall], para mim, foi uma escolha imediata…

A forma como a Sadie fez a primeira leitura para o papel, não consegui acreditar quando a vi. Pensei: “É esta a Percy.” Porque ela é muito atenciosa e inteligente, é como se ela se deixasse guiar pela emoção, mas não de uma forma exagerada. É como se fosse uma fonte de sentimentos que a Sadie transmite e que eu acho tão bonita. E depois fizemos o teste de química com diferentes actores, realmente talentosos, que achei muito interessantes para o papel do Sam. E foi obviamente o Matt [Cornett] desde o primeiro minuto. Eles nem sequer fizeram o teste juntos. Fizeram-no pelo Zoom, e a química entre eles foi simplesmente explosiva.

E foi apresentada com tanta profundidade intelectual e reflexão. E é isso que acho tão bonito na história que a Carly queria contar. É sobre duas pessoas que começam por ser amigas porque são inteligentes, atenciosas e, na minha opinião, mais sensíveis do que muitas das pessoas à sua volta. E, para mim — o Matt e a Sadie — conseguiram transmitir isso de uma forma emocionante. Porque a verdade é que, quando estou a fazer o casting, passo muito tempo a pensar: “Vou desistir.” [RISOS] Porque se não consigo encontrar a pessoa certa, não se deve fazer uma série se não se consegue encontrar a pessoa certa. Por isso, encontrar o elenco é a coisa mais emocionante de todas, porque, caso contrário, durante toda a série, ficas a pensar: “Esta não é a pessoa certa”. Então, poder encontrar essas pessoas e saber que estás a entrar no set com a equipa certa é incrível.

Carley, em que medida participou na definição do tom e do ambiente geral da série?

Carley Fortune: Na verdade, a prioridade número um era que a série se passasse no Canadá, tal como o livro, e depois a segunda prioridade era que o coração e a alma do livro — o tom e a atmosfera — fossem preservados, porque há uma série de coisas que vão e devem mudar numa adaptação. Não se trata apenas de transpor um livro para o ecrã, mas sim de fazer com que os espectadores sintam — se forem fãs do livro — que estão a reviver a experiência do livro. Ou seja, deve proporcionar-lhes as mesmas sensações que o livro proporcionou. Mas, assim que a Amy foi contratada, qualquer preocupação que eu tivesse em relação ao tom e à atmosfera ficou resolvida.

Amy, o aspeto da série é deslumbrante — os locais, o design de produção e a cinematografia — como é que tu e a equipa conseguiram criar esse ambiente visual de sonho, combinando mudanças subtis ao longo de seis verões e uma década depois?

Amy Harris: Faz-se isso com um grupo de pessoas incrivelmente e imensamente talentosas, desde o design de produção à cinematografia, passando pelos realizadores e pelos adereços. Quer dizer, o grau de envelhecimento que as cadeiras Adirondack [cadeiras de jardim] devem ter, é uma conversa que se tem diariamente. E é importante porque estávamos a passar do presente para o passado e por diferentes épocas do passado. Os elementos mais importantes foi a Baía de Barry é, sem dúvida, uma personagem. Na minha opinião, há tipo oito personagens principais na série, e a oitava é a Baía de Barry. E talvez essa seja, sabes, a mais importante de acertar.

E por isso estávamos à procura daquele cais, daquelas casas e da cidade, e não foi fácil. Vancouver está repleta dos cenários mais bonitos, e tive a sorte de ver muitos deles. Mas, para mim, aquele cais, a vista que se abria a partir dele e o que se via ao olhar para trás eram tão importantes… E quando encontrámos o local em Manatee Bay, nem conseguia acreditar. E isso deve-se apenas ao trabalho árduo da equipa de localizações, da equipa de design de produção e do produtor executivo. Mas sinto-me muito orgulhosa da beleza da série. E porque acho que ela evoca aquilo sobre o que a Carly escreveu, e isso foi tão importante para mim.

O que é que mais gostarias que os fãs descobrissem ao verem a série?

Carley Fortune: Estou mesmo ansiosa para que vejam tudo o que não está no livro. Sei que as pessoas vão comparar e contrastar o que mudou na série. Mas acho que temos estas personagens secundárias que, no livro, são quase como pequenas menções, e que agora têm uma nova vida e novos enredos, e a forma como interagem com as nossas três personagens principais… é simplesmente incrível. Sou uma grande fã da série. As pessoas adoram este livro, mas acho que estão a receber muito mais do que o livro. Mal posso esperar para que se deixem envolver totalmente neste mundo. Acho que se vão apaixonar pela série.

Amy Harris: Para mim são os “easter eggs”.Estou muito entusiasmada com a ideia de as pessoas dizerem: “Oh, isso estava no livro”. Trabalhámos muito, juntamente com a nossa equipa de adereços e a nossa equipa de cenografia, para garantir que houvesse pequenos momentos, quer fosse algo tão grande como as pulseiras da amizade, quer fosse algo tão pequeno como, por exemplo, o que quer que fosse que ela estivesse a ler ou a pensar — qualquer que fosse aquele programa de terror —, esforçámo-nos imenso para incluir continuamente essas referências para os fãs.

hoto by Justine Yeung/Justine Yeung/Prime Video – © Amazon Content Services LLC

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