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Postal de Cannes – dia 17 de Maio 2026

Drama? A palavra não recobre apenas uma variante formal, muito menos formalista, envolve o desafio de representar as situações mais extremas das vidas humanas, por vezes envolvendo também a própria sobrevivência individual.

Assim acontece em dois filmes perturbantes vistos no domingo, na competição de Cannes: «Moulin», do húngaro László Nemes, e «Garance», da francesa Jeanne Herry — o primeiro sobre as condições em que Jean Moulin, líder da Resistência Francesa, foi preso e torturado pelos nazis; o segundo centrando-se numa jovem que vive uma cruel escalada de dependência do álcool.

São filmes que nos recordam que o presente do cinema não se decide apenas pelas especificidades técnicas da sua produção, mas também através da permanente revalorização dos actores e do seu seu valor comunicacional. A sublinhar, por isso, as composições de Gilles Lellouche, no papel de Moulin, e Adèle Exarchopoulos, como Garance — são sérios candidatos aos prémios de interpretação do festival.

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