Realizada pelo realizador de “A mulher da montanha”, estreia na Filmin a 17 de março e retrata as excêntricas aventuras de uma ex-espia dinamarquesa que faz justiça pelas próprias mãos.
A 17 de março estreia em exclusivo na Filmin a série A Mulher Dinamarquesa, a comédia nórdica selecionada na Secção Oficial do Serializados Fest e na secção Panorama do festival Séries Mania. O primeiro conjunto de três episódios chegará à plataforma a 30 de março e a segunda parte a 6 de abril. Criada pelo cineasta islandês Benedikt Erlingsson — realizador da aclamada A mulher da montanha —, a série é protagonizada por Trine Dyrholm (A rapariga da agulha), uma das atrizes mais reconhecidas do cinema escandinavo. Com a sua mistura de sátira social, humor negro e drama, A Mulher Dinamarquesa, continua a exploração do realizador sobre personagens femininas rebeldes, através de uma espia reformada que faz justiça pelas próprias mãos.
Depois de se reformar com honras dos serviços secretos dinamarqueses, Ditte Jensen instala-se num bloco de apartamentos em Reiquiavique com a intenção de levar uma vida tranquila e anónima. O seu plano é dedicar-se ao jardim e desfrutar de uma reforma discreta, longe do seu passado. Mas Ditte não consegue deixar de ser quem é. Antiga soldado de elite com um forte sentido de justiça, começa rapidamente a envolver-se nos problemas dos seus vizinhos. Fá-lo com determinação — e com métodos pouco convencionais —, convicta de que está a ajudar a construir um mundo melhor. No seu código moral particular, o fim justifica sempre os meios.
Com a série, o cineasta islandês Benedikt Erlingsson retoma uma das constantes da sua filmografia: retratar mulheres que se rebelam contra a ordem estabelecida. Se em A mulher da montanha acompanhava uma ativista ambiental que declarava guerra à indústria do alumínio para proteger o ambiente na Islândia, aqui desloca esse mesmo impulso combativo para o terreno da vida quotidiana. A protagonista, Ditte Jensen, é uma ex-agente dos serviços secretos dinamarqueses que, incapaz de abandonar a sua mentalidade de combatente, decide aplicar o seu sentido particular de justiça aos pequenos conflitos da sua comunidade. No universo moral de Ditte, qualquer problema pode tornar-se uma missão. Desta forma, o realizador explica que a figura da protagonista se comporta como um império centrado em difundir a sua ideologia, mesmo pela força bruta, se necessário. E é aí que acredita que o público, tanto nórdico como europeu, se pode rever: Porque, de certa forma, somos como a mulher dinamarquesa. Vivemos numa cultura que aceita a máxima de Maquiavel: O fim justifica os meios.
As mil faces de Trine Dyrholm
A estrela dinamarquesa Trine Dyrholm (A comuna, Rainha de Copas) foi recentemente nomeada para o Prémio do Cinema Europeu (EFA) de melhor atriz por A rapariga da agulha (nomeada para melhor filme internacional nos Óscares). Trata-se de uma atriz com uma vasta carreira, mas em A mulher dinamarquesa obtemos um arco-íris condensado das suas muitas faces, segundo o realizador. A protagonista é guerreira, jardineira, canta e dança: Interpreta uma espécie de camaleão que se transforma consoante as circunstâncias, mas que ao mesmo tempo é sincera e autêntica.” A atriz gostou muito do facto de a sua personagem não ser unidimensional e de “ser muitas coisas ao mesmo tempo”. Define a personagem como “uma peça muito complexa”, ao mesmo tempo que “incrível.
A Mulher Dinamarquesa – estreia Filmin




