Chegamos à terceira longa de Rozier, novamente com costa, férias e escapismo como palco. No entanto, abandona-se aqui o naturalismo puro e convicto, trocando pela melancolia trazida pelo voluntário abandono. Sob o signo do mito de Robinson Crusoé — entre náufragos e ilhas remotas — Rozier transforma as Antilhas num plano experiencial. Um chico-esperto planeia criar uma agência de viagens que mimetize o tom aventureiro e isolado da tal personagem criado por Daniel Defoe. Daí nasce uma procura por distância, não apenas civilizacional, mas sobretudo da rotina imposta pela modernidade. Uma comédia que traça pontos de contacto com os anteriores «Du côté d’Orouët» e «Adieu Philippine», a não-manifestação do seu discurso, este, poderá compreendido no subentendido da promessa — a promessa de evasão.

