O Público e a Levoir apresentam a obra biográfica da primeira Mulher galardoada com o Prémio Nacional do Comic em Espanha. A 28 de Agosto será editado Estamos todas bem, a premiada obra da espanhola Ana Penyas.
Depois de uma história verdadeira passada no Irão dos ayatollahs (A Aranha de Mashaad), da vida do grande escritor russo (Dostoiévski o sol negro), da história da colonização espanhola na Guiné Equatorial (Dez Mil Elefantes) de uma viagem ao Alasca que foi sem ser (Partir, ficando), da história de Taiwan (Formosa) ou de um thriller inspirado em acontecimentos reais (Albert Londres tem de desaparecer) surge ainda no âmbito do 80.º aniversário da publicação de O Principezinho em França, (Saint-Exupéry e a origem do Principezinho).
Penyas nasceu em Valência (Espanha), em 1987. É licenciada em Design Industrial e em Belas-Artes pela Universidade Politécnica de Valência. Recebeu uma menção especial no Ibero-America Ilustra 2015 e venceu o VII Catálogo Ibero Catálogo Ibero-Americano de Ilustração, em 2016. Em 2017, recebeu o Prémio Internacional de Banda Desenhada Fnac-Salamandra, graças ao qual publicou a sua primeira banda desenhada, Estamos todas bem. Em 2018, foi galardoada com o Prémio de Revelação de Autor Nacional da Feira da Banda Desenhada de Barcelona e com o Prémio Nacional de Banda Desenhada pela mesma obra.
Através das memórias das suas avós, a autora, oferece um olhar íntimo sobre as vidas de duas mulheres sob o franquismo e nas primeiras décadas da democracia espanhola, e explora a experiência de toda uma geração de mulheres cujas vidas quase não foram contadas.
Misturando passado e presente, Estamos todas bem ilustra, através de fotografias, colagens e ilustrações gráficas, o quotidiano daquela época com uma visão decididamente feminista.
Ana Penyas contrasta o passado com o presente da rotina diária de Maruja: a solidão, o envelhecimento e a consequente dificuldade de se deslocar num ambiente pouco favorável aos peões como o retrata nas primeiras páginas. A longa caminhada de regresso a casa a partir do parque, que antes demorava apenas alguns segundos, leva-lhe agora vários minutos. As memórias misturam-se com os acontecimentos actuais através de imagens e vozes.
Um livro simplesmente espantoso em que Penyas mostra ser uma narradora muito subtil, permitindo que os seus desenhos revelem ao leitor exactamente o que este deseja descobrir.
Ficha técnica vol. 8
Tradutores – Gonçalo Neves e Inês Neves
Páginas: 120, cor
Encadernação: Capa dura
Formato: 240 x 170 mm
PVP: 16,90€



