Não é uma série imperdível se tivermos mais de 20 anos, mas se for o caso Gossip Girl é um destino obrigatório. Um guilty pleasure, uma espécie de Ligações Perigosas em Nova Iorque, seguindo os corações e as mentes de um grupo de jovens, uma telenovela teenager com reflexos de temas adultos com personagens tipo a Barbie e o Ken com uma invulgar carga sexual. Gente bonita, intrigas amorosas e identidades elitistas em conflito com o mundo em seu redor. Um baralhar e voltar a dar com muito estilo. A rapariga do gossip, é uma personagem omnipresente, narradora sob forma de uma blogger que vai encadeando os acontecimentos, a voz pertence a Kristen Bell («Veronica Mars»). A série é uma janela aberta para as novas tendências: vestuários, música e tiques tecnológicos. As filmagens feitas nos locais de N.I contribuem imenso para o visual cosmopolita e sofisticado dos enredos. A segunda temporada de «Gossip Girl» é bastante sólida, abandona os arcos narrativos do costume e vive ao ritmo de cada episódio, o ciclo de uma temporada é comprimido em 45 minutos, uma constante viragem de acontecimentos com as luzes da ribalta a virarem-se para novas e remodeladas personagens. Casos de Jenny (Taylor Momsen) uma miúda que quer conquistar o mundo, Lily (Kelly Rutherford) e Eleanor (Margaret Colin) mães a braços com os dramas ligeiros a nível familiar, são fios que promovem enredos estagnados. Produção desenvolvida por Josh Schwartz e Stephanie Savage («O.C Na Terra dos Ricos»), ambos não aprenderam com O.C e repetem o erro do sobreaquecimento criativo, é impossível manter esta intensidade sem cair na constante repetição. Inalterável está o olho clínico no casting, Blake Lively, Leighton Meester e Taylor Momsen são meninas a não perder de vista.
[Crítica originalmente publicada em Dezembro de 2008, na Revista Premiere]




