«Hawai Five-O», é uma série vencedora em termos de audiências da nova temporada norte-americana, um remake de uma popular série dos anos 70, e tem como produtores Roberto Orci e Alex Kurtzman, que produziram e escreveram nos últimos tempos duas séries de culto: Alias – A Vingadora e Fringe. Este registo é mais formatado e convencional, mas seduz os amantes de um bom policial de acção em cenários de sonho no Havaí, e, em particular, na ilha de Oahu (a série é filmada no local), um postal do paraíso. Aí se desenrolam os enredos criminais que são investigados por uma equipa de elite aperfeiçoada para combater o crime mais violento que “desagua” nas costas havaianas. A fórmula de sucesso passa por um casting que é um tiro certeiro. Alex O’Loughlin interpreta o protagonista Steve, um ex-oficial da marinha que regressa ao arquipélago para descobrir o culpado da morte do pai. Acaba por formar a equipa: Danny (Scott Caan), um polícia do continente que mudou-se para as ilhas para estar próximo da filha; Chin (Daniel Dae Kim, de «Lost – Perdidos»), um detective da esquadra de Honolulu que caiu em desgraça perante a família por acusações de corrupção; e Kono (Grace Park, «Batalha no Espaço Galáctica»), que acaba de se graduar da academia e aspira a fazer parte dos melhores da sua divisão. A estes protagonistas juntam-se, ao longo da temporada, um rol de bons actores convidados. O pulmão da série passa pela dinâmica entre Steve e Danny; as constantes rivalidades produzem humor e um certo colorido às investigações. Chin é o mais sério e o perito em informação digital, e Kono traz uma certa inocência e um lado sexy a cada plano de acção. Para além dos conflitos pessoais e alguma intriga relacionada com as vivências passadas, a série mergulha nos cenários, nas cores quentes e na cultura do Havaí. A estes ingredientes, junta-se o caso da semana, numa investigação sem tempos mortos durante quarenta e cinco minutos de acção. A produção pertence à CBS, a primeira temporada terá um total de 22 episódios e, pelos números norte-americanos, espera-se que a série regresse nos próximos anos.
[Crítica originalmente publicada na revista Premiere, Janeiro 2011]

