O Filmin Portugal disponibilizou «Upright», protagonizada por Milly Alcock, de «House of the Dragon». A série retrata a viagem de dois desajustados pela Austrália.

Lucky (Tim Minchin) tem uma missão, que o espectador não conhece de imediato, mas os seus planos saem furados quando tem um acidente de carro e deixa Meg (Milly Alcock) ferida. Sem transporte e com uma adolescente à sua responsabilidade, Lucky parte com esta até ao hospital mais próximo, levando na carrinha dela o seu piano. E a verdade é que, poucos minutos volvidos, parece que uma dupla tão diferente nunca fez tanto sentido. «Upright» estreou na Austrália em 2019, mas chega a Portugal com outra pompa e circunstância por ter Milly Alcock, a estrela mais brilhante da primeira metade de «House of the Dragon», como protagonista.

Upright

O que acontece quando duas pessoas à deriva se cruzam, por mero acaso, no deserto australiano? As probabilidades não jogavam a favor deste encontro, que promete ser feliz, e o simples facto de acontecer revoluciona as vidas e as jornadas de Lucky e Meg. O primeiro quer fazer as pazes com o seu passado, após uma longa separação da família, enquanto Meg é um jovem misteriosa que pouco ou nada revela, inicialmente, sobre a sua origem.

Os dois solitários encontram na companhia um do outro, de forma imprevisível, algum conforto. E, apesar de as suas personalidades os afastarem, há algo que os aproxima contra toda a lógica. Nem mesmo nos momentos de maior tranquilidade esta dupla encontra sossego, o que enriquece o ritmo da narrativa e faz com que esta viagem, aparentemente calma, nos seja apresentada a toda a velocidade.

Com uma profundidade enternecedora e um diálogo bem conseguido e estruturado, «Upright» é uma série good feeling que, no meio do seu próprio caos, apresenta uma luz ao fundo do túnel. E é para lá que caminham os nossos protagonistas, entre curvas e obstáculos inesperados, como cangurus, que os obrigam a focar a sua atenção no tempo presente.

Ao mesmo tempo, a série criada por Tim Minchin, Leon Ford e Kate Mulvany alimenta-se do significado da música na vida, ou da sua ausência, à boleia de um comentário social suave e impactante. Um conjunto de mundos inunda um mundo apresentado como simples, numa multiplicidade de emoções e interpretações, dentro e fora de cena. A ver.

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