Kamala Khan é a mais recente protagonista a estrear-se no Marvel Cinematic Universe (MCU). «Ms Marvel» é a primeira super-heroína de origem muçulmana, com a série a ter um fôlego extra também por esse motivo.

Com um espírito bastante divertido e uma abordagem leve, mas consistente, «Ms Marvel» surpreende agradavelmente pela positiva logo na estreia. Kamala Khan (Iman Vellani) é a nova figura em destaque no Marvel Cinematic Universe (MCU), uma adolescente um pouco deslocada que vive com a cabeça na lua e tem uma imaginação muito fértil. Um ambiente que é exteriorizado de forma muito bem conseguida pela realização, que transporta a audiência na mesma viagem que a jovem está a experienciar. O primeiro episódio já está disponível no Disney+.

Ms Marvel

A aventura começa com a deslocação à Avengercon, uma convenção ficcional que já está a arrancar suspiros aos fãs da Marvel. Muito ligada a estes super-heróis, Kamala tem a surpresa da sua vida ao descobrir que também ela é diferente do normal, pertencendo a um pequeno grupo de heróis que tem a capacidade de fazer realmente a diferença. Mas como poderá ela fazer uma diferença significativa se nem consegue convencer os pais metade das vezes?

O elenco destaca-se por dar espaço a um conjunto de atores de origem muçulmana, que têm a oportunidade de dar a cara numa história que lhes é intimamente próxima e marca a diferença no pequeno ecrã (e não só).

Além de ser uma história para fãs, «Ms Marvel» é igualmente uma história de fãs, com Kamala a corporizar na perfeição grande parte da fandom. Ao seu lado, nas suas aventuras, tem o seu braço-direito Bruno (Matt Lintz), um rapaz proativo e desenrascado, que contribui ativamente para a boa vibe da série. A verdade é que não só estamos perante uma narrativa interessante, como a sua dinâmica e velocidade reforçam a empatia com as personagens e uma super-heroína que quer conquistar o seu próprio espaço num universo já bem recheado.

Convém destacar que um streaming como o Disney+ permite completar algumas etapas do MCU, apresentando as personagens na primeira pessoas antes de, potencialmente, as inserir em projetos da grande tela. E o inverso também acontece, como é o caso de «Loki», permitindo dar a conhecer melhor as personagens ou aproveitar o boost iniciado nas comics e no cinema.

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