Metropolis 91

Metropolis 91

A METROPOLIS dá os parabéns ao realizador João Gonzalez, ao produtor Bruno Caetano e a todos aqueles que participaram em «Ice Merchants», o primeiro filme português a ser nomeado para um Óscar. Este é um momento histórico e de grande orgulho para Portugal. É de facto uma experiência arrepiante e que todos os portugueses podem partilhar, fazendo parte da história ao assistirem a «Ice Merchants» numa sala de cinema! Numa iniciativa também inaudita, este belíssimo poema de animação estreou em 30 salas de cinema do nosso país. Isto é bastante raro, tratando-se de uma curta-metragem, mas quem sabe se não pode vir a servir também para se repensar a distribuição do formato?

Os cinemas nacionais estão em período de temporada de prémios, com um sem número de pérolas ao nosso dispor. Poderemos ver, entre outros, «Para Leslie», «Viver», «A Voz das Mulheres», «A Baleia», «Os Fabelmans», «Babylon», «Os Espíritos de Inisherin» e «Tár». O início deste ano promete, é contagiante o entusiasmo que está relacionado com um alinhamento de estreias sem precedentes nos cinemas em 2023. É um cruzamento de produções que pararam pelos anos da pandemia e o retorno aos números de bilheteria e às inúmeras estreias que não queremos perder na sala de cinema.

Também o universo dos blockbusters já arrancou com a estreia de «Homem- Formiga e a Vespa: Quantumania» – custa-me a acreditar que vamos ter em sala, no mesmo ano, sagas como Indiana Jones, A Missão Impossível, John Wick, Spider-Man, Transformers, Dungeons & Dragons e Velocidade Furiosa. Quando pensamos nos grandes génios da sétima arte pensamos no ambicionado regresso de Christopher Nolan («Oppenheimer»), Denis Villeneuve («Dune: Parte 2»), Martin Scorsese («Killers of the Flower Moon»), Michael Mann («Ferrari»), David Fincher («The Killer»), Ridley Scott («Napoleon»), John Woo («Silent Night») e o mestre – façam uma vênia – Hayao Miyazaki («How Do You Live?»).

Mas 2023 não se fica por aqui, regressam igualmente em força às salas de cinema, atítulo de exemplo desta vitalidade, dois filmes de Wes Anderson («Asteroid City» e«The Wonderful Story of Henry Sugar») e duas obras de Yorgos Lanthimos. Veremosainda Greta Gerwig («Barbie»), Luca Guadagnino («Challengers»), Alexander Payne («The Holdovers»), Rebecca Miller («She Came to Me»), Todd Haynes («May December»), Alex Garland («Civil War»), Sofia Coppola («Priscilla») e Steve McQueen («Blitz»).

Neste número também podemos sentir o pulso ao cinema português, francês e brasileiro. O cinema está bem vivo e recomenda-se, sejam bem-vindos ao especial Antevisão 2023 da METROPOLIS.

JORGE PINTO 

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