Metropolis 85

SEM LIMITES

O cinema português foi sempre uma bandeira da METROPOLIS. E são vários os cineastas nacionais que demonstram o seu carinho pela nossa publicação. Na última década foram muitas as páginas dedicadas ao cinema nacional. A sensibilidade dos nossos cineastas, profissionais de comunicação e distribuidores permite (quase) sempre que possamos desenvolver este trabalho de divulgação do nosso cinema. Neste número o destaque vai para «Revolta», a primeira obra de Tiago Santos. Ficámos muito felizes com esta estreia assinada por um profissional que temos acompanhado nos últimos anos através do seu excelente trabalho de argumentista. Um caso paradigmático para entender que se não fosse a visão e entendimento do Tiago Santos provavelmente nunca teríamos tido o acesso a este valor da produção nacional. Consideramos natural a passagem da escrita para a realização do Tiago Santos que levou consigo para a cadeira de realizador a perspicácia e a criação de obras para um público abrangente, denominadores que já definiam a sua carreira.

Este número da revista METROPOLIS reflete as opções que milhares de leitores da nossa revista têm ao seu dispor. Orgulhamo-nos desta abordagem eclética. Ainda há quem pense que somos uma publicação de nicho, por destacarmos cinema e séries art-house; outros pensam justamente o contrário, por termos na capa filmes como «Top Gun: Maverick», «Dune» ou «Mundo Jurássico: Domínio». Continuaremos a trabalhar para convencer todos e cada um, mesmo os mais cépticos, apostando na pluralidade e divulgação dos principais acontecimentos do mundo do cinema, das séries e videojogos. É este o nosso código genético, que partilhamos com os amantes da cultura e entretenimento. Se há alguma dúvida face a esta programação inclusiva espreitem esta edição que tem justamente um destaque à série com Rodrigo Santoro e Álvaro Morte, «Sem Limites», sobre a proeza de navegar por mares nunca antes navegados…

Jorge Pinto

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