Metropolis 76

REGRESSO AO CINEMA

A revista METROPOLIS está finalmente de regresso! Com as salas fechadas não
fazia sentido à nossa publicação continuar com as suas edições regulares, mas
não estivemos parados: investimos no novo site e mantivemo-nos sempre em
contacto com os nossos leitores através do Facebook.

Agora chegou a hora em que deixamos a incerteza para trás e damos novamente
lugar a um sentimento de esperança e entusiasmo em relação à nossa grande
paixão: o Cinema. As salas já começaram a dar os primeiros passos com as grandes
estreias da temporada. É altura de despertar os nossos sentidos, de preferência
no interior de uma sala de cinema, claro. Todos temos um importante papel no
filme que se segue. Cabe aos distribuidores, exibidores, promotores, críticos,
mas também aos espectadores demonstrar de forma inequívoca, com a sua
presença, porque o cinema continua a ser uma parte essencial das nossas vidas.
Depois do melhor dos títulos que passaram pelos Oscars deste ano, tivemos
a oportunidade de ver em sala três propostas que não deixam dúvidas sobre
as vantagens do grande ecrã, saímos das sessões com a certeza que queremos
voltar para a magia da sétima arte.

Jason Statham é um dos maiores heróis de acção do momento, regressou ao
seu melhor em «Um Homem Furioso» sob a batuta de Guy Ritchie que realizou
um filme de acção com raízes clássicas que nos remete para as contagiantes
produções do início da carreira do realizador britânico. John Krasinski voltou
a criar uma grande fita com «Lugar Silencioso 2», o seu filme abriu as portas
desta época. E o espectáculo visual e emoções para toda a família chegou com
«Cruella» que preferencialmente deverá ser visionado num grande ecrã.
O especial da nossa revista de regresso às salas apresenta filmes para todos
os gostos e estende-se até ao final de 2021. Iremos ter o regresso de 007 e da
Velocidade Furiosa, dos Caça-Fantasmas e uma nova fase da máquina de
box-office da Marvel: Ridley Scott em dose dupla; a expectativa em torno de
«Duna», de Denis Villeneuve, Steven Spielberg na adaptação de West Side Story,
a curiosidade para «Presos no Tempo», de M. Night Shyamalan, e vamos seguir
novamente o coelho branco na espiral de «Matrix 4». Também não nos podemos
esquecer de «Bem Bom», uma produção portuguesa sobre um fenómeno dos
anos 1980 que poderá tornar-se num fenómeno nas bilheteiras de 2021. Tudo isto
sem falar das produções independentes que ficaremos a conhecer em primeira
mão com o arranque dos grandes festivais que têm alinhamentos fortíssimos e
que contaram com a presença da METROPOLIS.
Estávamos com muitas saudades vossas. É bom escrever e voltar a celebrar o
Cinema!

JORGE PINTO

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