Metropolis 67

UMA CINÉ PRIMAVERA

O cinema nacional mais bem premiado no festival mais prestigiado do mundo pode ser agora apreciado pelo seu público. Na primavera, entre março e abril, chegam às salas dois filmes totalmente distintos e que conquistaram prémios inéditos no Festival de Cannes: «Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos», a segunda longa metragem de João Salaviza, realizada em parceria com Renée Nader Messoura, prémio do júri na seção Un Certain Regard, e «Diamantino», a estreia na longa metragem de Gabriel Abrantes, que recebeu o prémio de melhor filme da secção paralela Semana da Crítica. 

O ano ficou marcado pelas estreias de três comédias burlescas que apelaram à mobilização dos espectadores. «Ladrões de Tuta e Meia» com Leonor Seixas e Rui Unas, «Tiro e Queda», com Eduardo Madeira e Manuel Marques, e «Portugal Não  Está à Venda» de André Badalo. O drama biográfico «Snu», de Patricia Sequeira, e a saga do ugilista «Gabriel», a primeira longa-metragem de Nuno Bernardo, são outras estreias recentes.

Os documentários «Terra Franca, de Leonor Teles, e «Debaixo do Céu» de Nicholas Oulman, e o drama de época «A Portuguesa» chegaram às salas nas primeiras semanas do ano. No primeiro semestre ainda veremos uma nova comédia de Vicente  Alves do Ó («Quero-te Tanto»), e o novo filme de Ivo M. Ferreira («Hotel Império»). Assim, um filme português estreia-se, em média, quinzenalmente.

Nada de  surpreendente se considerarmos que durante 2018 foram exibidas 38 produções nacionais nas salas. A quantidade nem sempre contribuiu para aproximar os públicos do nosso cinema, mas as estreias deste ano mostram propostas narrativas muito diferentes e ideias novas, como damos conta neste número, desejando que a primavera também chegue com estes filmes.

TIAGO ALVES

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