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Actualizado às 11:08 AM, Oct 16, 2019

«Frankie» - crítica

Destaque «Frankie» - crítica

Sai de Cannes com aura de filme maldito. Foram poucos aqueles que se deixaram tocar pela brisa amarga deste conto de despedida de vida numa Sintra com as quatro estações.
«Frankie» é a prova viva da astúcia de um cineasta capaz de criar uma espécie de jogo de duplos e múltiplos sentidos. O cineasta é o revigorante Ira Sachs e a protagonista é a Sintra pejada de turistas, mas também de silêncios sobre o mar. Tudo se passa numas férias de família de uma atriz famosa que junta marido, filhos, amigos e o ex-marido para a sua despedida: está a morrer de cancro. Antes, é esta atriz, Frankie para os amigos, que quer deixar o tabuleiro do futuro pronto, sobretudo em relação aos filhos.
Masterclasse de subtileza, «Frankie» é uma peça rara de relojoaria que vai crescendo em nós.
Isabelle Huppert não é Isabelle Huppert (e isso é elogio expresso, realce-se) e, depois, há uma enorme Marisa Tomei, um Brendan Gleeson maior do que a vida e uma pequena participação de Carlotto Cota para fazer parar o trânsito.

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Modificado emdomingo, 11 agosto 2019 21:32

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