O documentário da Netflix, estreado mundialmente no Festival de Tribeca em Nova Iorque, é uma obra que surpreende pela sua honestidade, intimismo e exposição sem reservas de uma das maiores estrelas globais dos últimos vinte anos. O ponto de partida é a participação de Jennifer Lopez numa das maiores montras do mundo – o espectáculo de intervalo [halftime] do Superbowl –, um evento normalmente visionado por mais de 100 milhões de espectadores só nos EUA. A preparação do espectáculo implicou uma carga política que respondia às medidas restritivas do ex-Presidente Americano Donald Trump face à imigração e à comunidade latina. Jennifer Lopez desejava não só celebrar a cultura latina nos EUA mas também afirmar a importância dos latinos na constituição, crescimento e enriquecimento da América. Ao mesmo tempo, Jennifer Lopez voltou a ter relevância crítica no cinema através de «Ousadas e Golpistas» (2019). Acompanhamos a estreia e a reacção no Festival de Cinema de Toronto até à Temporada dos Prémios com a expectativa da sua nomeação ao Oscar de Melhor Actriz. É um percurso interessante que permite igualmente ao documentário fazer uma retrospectiva da sua carreira. O filme também apresenta a sua história de crescimento, a relação com a família e as atribulações amorosas. O documentário apresenta uma mulher lutadora que não precisa de provar nada ao mundo e que, perante os vários revezes (mediáticos) da sua vida, continuou a lutar para triunfar. «Halftime» é um justo tributo a uma artista multifacetada e talentosa.

Título original: Halftime Realização: Amanda Micheli, Sam Wrench Documentário Duração: 95 min. EUA, 2022

https://www.youtube.com/watch?v=-voLo_TIWf4
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