Football Manager 2018

Football Manager 2018

«Abandonai todas as demais ocupações, vós que aqui entrais». Eis a paráfrase da “Divina Comédia” de Dante que, quanto a nós, deveria figurar obrigatoriamente na capa de cada nova edição do Football Manager (FM), um dos poucos jogos de computador que exige da parte dos seus frequentadores (aspirantes frustrados a treinadores de futebol, como este que vos escreve) a adopção de um regime de dedicação exclusiva. Vem isto a propósito do recente lançamento, no mercado português, da 14ª versão do jogo, que, a julgar pelos seus «reforços», poderá facilmente suscitar a ruptura definitiva da vida conjugal, familiar e social dos seus utilizadores (não nos venham depois dizer que não avisámos). De facto, esta última edição do FM assemelha-se menos a «um jogo que se joga» do que a «um mundo que se habita», tal é o grau de pormenorização e de realismo por ela atingido. A culpa disso recai sobre o vasto conjunto de novidades que a equipa da Sports Interactive conseguiu acrescentar este ano a um jogo que – diga-se em abono da verdade – nunca primou propriamente pela sua falta de complexidade (trata-se de um elogio, e não de uma crítica). De entre elas, o nosso maior destaque vai, sem dúvida, para as alterações que foram introduzidas no menu das tácticas, que, tendo sido graficamente renovado (para melhor), nos dá agora a possibilidade de elaborarmos um plano de jogo detalhado para cada partida (podemos pré-definir mudanças tácticas em conformidade com o andamento do marcador e do cronómetro).

Assim se explica que, no FM 2018, o treinador virtual se encontre investido da incumbência de ministrar palestras à equipa na véspera ou no dia de um jogo, de maneira a expor aos jogadores o plano táctico que pretende usar. Ainda no campo das opções tácticas, salta à vista a existência de novas funções individuais (as de carrillero, de extremo invertido, de mezzala e de segundo volante), bem como a presença de novas instruções colectivas (podemos agora pedir à equipa que procure criar sobreposições interiores). Para além disto – que já não é pouco –, o FM 2018 comporta dois novos inéditos: aquele que diz respeito à «dinâmica» da equipa (onde podemos tomar conhecimento dos diferentes «grupos sociais» que existem dentro do balneário e, também, da forma como futuras aquisições se encaixarão neles), e aquele que diz respeito ao «centro médico».

Nele, o cientista desportivo do clube alerta-nos para o eventual risco de lesões provocadas em cada jogador pela carga de treino à qual se encontra submetido. Quanto à match-engine, essa, foi objecto de uma operação de face-lifting, oferecendo-nos agora informações mais detalhadas sobre o pre-match, e contando igualmente com um novo interface (que se limita a apresentar de uma maneira mais «aprumada» a série de conteúdos que já conhecíamos). Desfrutem, e – pelo caminho – tentem não perder o vosso ganha-pão.

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