Blood Father - O Protetor

BLOOD FATHER – O PROTETOR

BLOOD FATHER – O PROTETOR

Mel Gibson regressa ao seu melhor com «Blood Father – O Protetor», um filme de acção em alta rotação e um argumento sem espinhas. Um pai, um ex-recluso, é visitado pela filha com a qual tinha perdido contacto, ela surge à sua porta trazendo consigo a sombra da morte. Lydia (Erin Moriarty) saiu da asa da sua mãe abastada, envolveu-se com um namorado com ligações aos carteis mexicanos e quando desejava sair da espiral de violência já estava envolvida até à ponta dos cabelos. O filme é uma espécie de western moderno, um herói clássico é arrastado para o seu passado violento para defender a filha teenager, pelo meio, constrói uma relação presa por arames com a “menina” e recupera o tempo perdido. Mel Gibson veste a pele de um personagem que é a sumula de muitos heróis tresloucados que interpretou ao longo da sua carreira, é imbatível neste perfil de raiva, insanidade e solidão mas com um lado dócil face àqueles que lhe são próximos. A desconhecida Erin Moriarty contracena com Mel Gibson com Diego Luna a vestir o papel de vilão. O argumento com zero por cento de gordura foi escrito por Peter Craig e Andrea Berloff, a realização é bastante competente e estilizada, à boa maneira francesa, ou não fosse o registo assinado pelo francês Jean-François Richet que tem na carteira o filme à prova de bala «Mesrine» (2008).

Título original: Blood Father Realização: Jean-François Richet Elenco: Mel Gibson, Erin Moriarty, Diego Luna, William H. Macy, Miguel Sandoval. Duração: 88 min. França, 2016

[Texto originalmente publicado na revista Metropolis nº50, Junho 2017]