logo

Entrar
Actualizado às 9:31 PM, Aug 22, 2019

Training Day: falhar a partida e acabar nas boxes

A sequela do filme protagonizado por Denzel Washington e Ethan Hawke estreou esta segunda-feira, 13, no TV Séries

Diz-se que é uma espécie de sequela e, visto o episódio piloto, fica a certeza de que não é muito mais do que isso. «Training Day», a série, tem contra si o mesmo que contribuiu para grande parte do seu hype: o nome. Embora seja uma bela ajuda no que diz respeito ao marketing, a verdade é a associação ao filme de 2001 pesa, e muito, na hora de avaliar a nova aposta da CBS, que em Portugal será emitida pelo TV Séries.

Quinze anos depois da ação ocorrida em «Dia de Treino» (2001), na realidade e na ficção, Kyle Craig (Justin Cornwell) é, à imagem da personagem de Ethan Hawke, um agente que quer usar a sua profissão para tornar o mundo um lugar melhor. Depois de salvar uma criança e ser notícia nos media, Kyle é chamado por Joy Lockhart (Marianne Jean-Baptiste), que lembra o caso de Alonzo Harris (Denzel Washington) para, no seu seguimento, alertar o jovem polícia para os perigos que correm com o Frank Rourke (Bill Paxton). As atitudes do veterano detetive têm alimentado os receios de colegas e superiores hierárquicos, que temem que ele se torne o próximo Alonzo. Como tal, Kyle será destacado como seu parceiro, quando, na realidade, irá trabalhar como um agente infiltrado. Neste caso, o exemplo dado é Alonzo mas, a bem da verdade, poderia ter sido outro qualquer; entretanto, é esta, pelo menos para já, a única ligação entre a série e o filme.

training day 4

Ao contrário do que acontece com «Arma Mortífera» ou «Frequência», lançadas na última fall season, as personagens do filme não são reinventadas, existindo uma clara diferença temporal e contextual entre os dois universos. Apesar de, tal como «Arma Mortífera», «Training Day» se centrar numa dupla improvável formada por agentes de estilos antagónicos, a receção foi totalmente diferente. O piloto de «Arma Mortífera», que em Portugal é exibida pelo AXN, conquistou adeptos e, embora as audiências nos EUA tenham baixado em 2017, a série deverá estar perto da renovação. Roger Murtaugh e Martin Riggs surgem numa versão mais nova mas igualmente cómica, funcionando como uma “caricatura” das personagens originais.

Por seu lado, «Training Day» é uma sombra, ténue, daquilo que foi o filme que valeu o segundo Óscar da carreira a Denzel Washington – que pode fazer o hattrick com «Vedações» (2016), dia 26. Pior do que o peso da responsabilidade é o facto de, por mais que tente, o spin-off estar longe da premissa e da genialidade de «Dia de Treino» (2001). A criatividade, essa, é uma ausência em si mesma. Kyle escreve, rotineiramente, aquilo que acredita ser a matrícula parcial do veículo onde circulava o assassino do pai, mas – depois de um breve comentário de Frank – tem uma autêntica revelação e percebe, em segundos, aquilo que nem sequer ponderou durante anos. Não é preciso pensar muito para nos lembrarmos de uma série onde um dos protagonistas assume como missão encontrar o assassino de alguém próximo – veja-se, a título de exemplo, «Castle», acabada recentemente, que teve com principal mistério o homicídio da mãe de Kate Beckett (Stana Katic). Já a atriz Marianne Jean-Baptiste, cara bem conhecida de séries policiais, volta a assumir um cargo de chefia – tal como acontecera em «Blindspot», onde deu a vida a Mayfair – e, mais uma vez, as suas verdadeiras intenções estão longe de ser claras e, como tal, levantam dúvidas.

training day 3

Pelo meio, ao jeito de uma operação de charme inconsequente, surgem as referências a «Dia de Treino» (2001) no discurso. “Este não é o teu dia de treino”, diz Frank a Kyle (no filme, cuja ação decorria ao longo de 24 horas, Alonzo Harris dizia a Jake Hoyt (Hawke) que aquele ERA o seu dia de treino). Mas, no final do dia de trabalho, Frank contradiz-se: “o dia de treino acabou”. Em que ficamos? Para reforçar uma vez mais a ligação, que em termos concretos é inexistente, Kyle termina o primeiro episódio de «Training Day» a afirmar que vai “treinar” o novo parceiro, acreditando que ele se pode tornar uma pessoa melhor. É que uma das principais revelações do episódio é a de que Frank trabalhou com o pai de Kyle, morto em serviço, pelo que o jovem agente lhe quer dar uma segunda oportunidade.

Entre as “ironias” que habitam «Training Day», destaca-se ainda a participação do português Joaquim de Almeida, que dá vida a um criminoso mexicano no primeiro episódio. Ainda assim, a maior ironia continua a ser a que referimos acima: o nome da série, importante para a divulgação em larga escala, traz um conjunto de expetativas e preconceitos de que a série não precisava. Numa altura em que somos submergidos por prequelas, sequelas e remakes de ideias, numa autêntica reciclagem de ideias, a predisposição do público para uma série na linha de «Dia de Treino» (2001), ou de outros filmes marcantes, não é das melhores. Não obstante, caso não existisse esta associação óbvia e forçada, a premissa de «Training Day» até poderia despertar alguma curiosidade, uma vez que o universo policial continua a ser um dos mais queridos da audiência. Basta olhar para a longevidade de algumas séries do género.

  • Publicado em TV

HIP HOP EVOLUTION

Anteriormente só disponível no Canadá, primeiro no Festival “Toronto’s Hot Docs” e depois na HBO, «Hip Hop Evolution» chegou finalmente a Portugal pela mão da Netflix. Composta por quatro episódios, a série documental recupera as origens do hip hop, nos bairros do Bronx e Harlem, nos anos 70, e envolve-o numa viagem até à badalada década de 90. De música experimental a fenómeno global, o hip hop é explicado por alguns dos artistas que melhor o conhecem (e dão a conhecer), como Ice Cube, Kurtis Blow, Ice-T ou Grandmaster Flash.

  • Publicado em TV

Mentes Criminosas: Hotchner sai do FBI para proteger o filho

Onze anos depois da estreia, a série do AXN Portugal terá, pela primeira vez, uma mulher a liderar a Unidade de Análise Comportamental

Chegou oficialmente ao fim um dos “reinados” mais longos da história recente da televisão. No sexto episódio da 12ª temporada de «Mentes Criminosas», “Elliot's Pond”, emitido ontem, 23, pelo AXN Portugal, David Rossi (Joe Mantegna) revelou à equipa da Unidade de Análise Comportamental (UAC) aquilo que quem acompanha a atualidade televisiva já sabia: Aaron Hotchner (Thomas Gibson) vai afastar-se definitivamente do FBI. A saída abrupta da personagem acontece depois Thomas Gibson ter, alegadamente, agredido um produtor/argumentista durante as gravações do segundo episódio, “Sick Day”, que o ator também realizava.

Por escolha da personagem, agora de saída, Emily Prentiss (Paget Brewster) será a nova chefe da UAC. A atriz, que já teve sérios desentendimentos com os produtores de «Mentes Criminosas», assinou como regular depois da saída de Gibson e, em termos de argumento, entra no esquema definitivo da narrativa da forma mais fácil. Esta 'troca por troca' na liderança, a primeira em definitivo desde a estreia da série, em 2005, leva Prentiss a ser a primeira mulher a chefiar a equipa. Olhando para a perspetiva habitual das séries do género, é caso para dizer que é quase histórico, o que, em pleno século XXI, dá que pensar.

Mentes Criminosas: Gibson sai, Paget no elenco fixo

“Eu apanho assassinos. Eu salvo vidas. Eu sou um herói até a minha chave abrir a porta da frente, e aí sou apenas o pai e o marido que nunca está presente”. Numa série ritmada por diversas citações, dificilmente se encontrará uma intervenção que assente melhor a Aaron Hotchner, o carismático chefe da UAC, a quem o ator Thomas Gibson dedicou os seus últimos 11 anos.

Prentiss e Hotchner

Ao contrário do que Rossi, provisoriamente a chefiar a equipa, tinha dito, Hotchner não se encontra numa missão externa. A desculpa, aliás, é familiar a quem acompanha «Mentes Criminosas» há mais de uma década, uma vez que tem sido usada rotineiramente quando algum ator se afasta, ou é afastado, da série. Desta vez, as culpas recaem sobre Peter Lewis (Bodhi Elfman), o Mr. Scratch, que estaria a aproximar-se perigosamente de Jack (Cade Owens), o filho de Hotchner. Para o proteger, o agente entrou para o sistema de Proteção de Testemunhas, assumindo uma nova identidade e, por conseguinte, afastando-se da vida que levara até então. O vilão participou em três episódios (o primeiro na 10ª temporada) e, a julgar pelo final da temporada passada, deveria ter um arco muito importante com o chefe da UAC no novo ano. Todavia, o despedimento de Thomas Gibson veio alterar profundamente os planos para ambas as personagens.

No arranque do episódio “Elliot's Pond”, David Rossi replicou uma frase de Mario Puzo, que Hotchner já dissera no final do episódio “Bloodline”, da quarta temporada: “A força de uma família, assim como a força de um exército, está na lealdade de uns para com os outros”. Erica Messer, uma das principais produtoras, escreve o argumento, enquanto Matthew Gray Gubler, que interpreta Spencer Reid desde o primeiro episódio, ficou a cargo da realização. Mas, se estes fatores pareciam indiciar uma homenagem final a Hotchner/Gibson, a verdade é que o episódio cumpre apenas os mínimos e, tanto quanto possível, passa ao lado da despedida do ator que, como já se sabia, aconteceu com ele bem longe das câmaras.

Durante 12 temporadas, o agente passou um pouco por tudo, tendo sido uma das personagens mais castigadas, nomeadamente pelo homicídio da sua mulher Haley (Meredith Monroe). E, ainda que «Mentes Criminosas» não tenha uma narrativa virada para os afetos, a relação do agente com o filho Jack foi uma das que mais sensibilizou o público. Dividido entre o dever e a família, Hotchner nunca conseguiu equilibrar ambas as partes sem sofrer – ou fazer sofrer – no processo, algo que, aliás, sustentou a saída de Derek Morgan (Shemar Moore) na temporada passada. Como tal, aceita-se a justificação escolhida para a saída, ainda que apagada, da inconfundível voz de comando da equipa de profilers do FBI.

 

  • Publicado em TV

Era Uma Vez - sexta temporada

Cada vez tem sido mais notória a aposta em Regina Mills (Lana Parrilla) e no casal “Captain Swan”, composto por Emma (Jennifer Morrison) e Hook (Colin O’Donoghue) , cujas storylines têm tido o maior destaque nas últimas temporadas. Além disso, embora entre a terceira e quinta temporada a série tenha sido dividida em dois arcos principais, na sexta temporada voltamos ao formato original, com uma série de 22 episódios, sem um interregno maior depois dos primeiros 11.

Tal deverá significar uma maior ligação entre todos os episódios, numa altura em que o Sr. Hyde (Sam Witwer) ameaça a nada pacata localidade de Storybrooke, na companhia dos seus companheiros de “Land of the Untold Stories”. Já no que diz respeito ao universo Disney, desta vez deverá ser Alladin (Deniz Akdeniz) a ver a sua história recriada, ainda que sem qualquer ligação a «Once Upon a Time in Wonderland». O spin off foi um fracasso e foi definitivamente descolado da série principal. Por falar nisso, ainda não se percebeu a participação do Valete de Copas (Michael Sosha) em «Era Uma Vez».

Por outro lado, a Rainha Má será outros dos principais desafios dos personagens principais, nomeadamente da própria Regina, que terá agora de lidar com o seu lado mais negro.

No entanto, também de amor se escreve esta história. Alguns sinais indiciam um possível casamento entre Emma e Hook, enquanto Belle pode finalmente vir a ser mãe, uma das promessas mais adiadas nesta série.

series eraumavez 2

TEMPERATURA DA SÉRIE - FRIA

As acusações de que os criadores da série se deixam influenciar em demasia pela vontade do público nunca vão passar disso mesmo, mas a verdade é que «Era Uma Vez» está cada vez mais longe do equilíbrio da primeira temporada. A entrada e saída de atores e, por conseguinte, a sobrevivência das personagens a que dão vida, parece demasiado condicionada pelo número de lugares do elenco regular disponíveis. Vejase, na temporada passada, a saída de Sean Maguire (Robin Hood) para maior protagonismo de Rebecca Mader (Zelena). Com demasiadas personagens e um destaque quase cirúrgico, são muitos os elementos e histórias interessantes que se têm perdido ao longo dos anos. Já Lana Parrilla, que chega agora em dose dupla, continua a confirmar o seu lugar de principal estrela – também a nível de marketing – da série.

ANTEVISÃO

«Era Uma Vez» continua a sua aposta em dois núcleos fortes: Regina Mills e o romance entre Emma e Hook. A primeira chega na próxima temporada a dobrar. Como se safará a Rainha Má em Storybrooke?

  • Publicado em TV

Mentes Criminosas: Gibson sai, Paget no elenco fixo

O regresso de Paget Brewster como regular é a resposta óbvia à saída inesperada de Thomas Gibson. Adam Rodriguez é o escolhido para ocupar a vaga de sex symbol.

Nem tudo são más notícias no universo de «Mentes Criminosas». Paget Brewster, a atriz que dá vida a Emily Prentiss, assinou novamente contrato como regular. Apesar de já estar prevista uma participação da atriz na 12ª temporada, a presença no elenco fixo apenas foi divulgada, e provavelmente decidida, depois do despedimento de Thomas Gibson, que interpretava o agente Aaron Hotchner desde o primeiro episódio da série, em 2005.

A saída inesperada do ator aconteceu na sequência de um forte desentendimento com um produtor e argumentista da série – que o TVLine adianta ser Virgil Williams –, na gravação de um episódio realizado por Gibson e escrito pelo presumível agredido. Após uma discussão acesa, Gibson terá pontapeado o produtor. “Houve diferenças criativas no set e um desentendimento. Lamento que tenha acontecido. Todos queremos trabalhar em conjunto e fazer a melhor série possível”, disse o ator, no rescaldo, ao Deadline. Esta não era a primeira vez que Gibson tinha problemas disciplinares fora do ecrã, segundo a mesma fonte, uma vez que já há alguns anos o ator tinha sido obrigado a frequentar aulas de anger management.

Atendendo ao final da temporada passada, seria de esperar que Aaron Hotchner desempenhasse um papel muito importante na 12ª temporada, desde logo pelos possível efeitos da influência de Peter Lewis/Mr. Scratch (Bodhi Elfman), um maníaco que hipnotizava as suas vítimas e prometeu mostrar ao mundo “o verdadeiro tipo de homem” que ele era. Com a saída apressada de Thomas Gibson, resta saber o que isso vai significar para a sua personagem: vai morrer? Vai ser destacada para uma missão? Falta pouco para sabermos. Não obstante, esta não é a primeira vez que há diferenças criativas na origem da saída de um dos protagonistas: Mandy Patinkin saiu no início da terceira temporada – a sua personagem, Jason Gideon, afastou-se do FBI para viajar pelo mundo, tendo falecido fora do ecrã na 10ª temporada.

Paget volta a ser regular quatro anos depois

As diferenças salariais entre atores e atrizes têm motivado várias discussões recentemente – recorde-se o discurso de Patricia Arquette quando venceu o Óscar, em 2015, ou a divulgação de que Jane Fonda e Lily Tomlin recebiam menos que os companheiros de cena em «Grace e Frankie» –, mas o problema é antigo. E está na origem da saída de Paget Brewster de «Mentes Criminosas», no final da sétima temporada, em 2012.

“Eles disseram, 'estás de volta!', tinha outro ano no meu contrato que desconhecia, então tive de voltar! (...) Toda a situação foi, infelizmente, uma confusão. Foi uma estupidez. Eles acharam que poderiam poupar dinheiro ao livrarem-se de nós... e no final tiveram-nos de volta”, disse ao Deadline Paget Brewster, na altura. A atriz e A.J. Cook, a JJ da série, foram afastadas durante alguns episódios da sexta temporada, mas acabariam por regressar, em parte devido à contestação dos fãs. No entanto, e apesar de A.J. ter permanecido, Paget afastou-se, mas não em definitivo, regressando esporadicamente para participações curtas. Na 11ª temporada, Emily Prentiss, agora agente da Interpol, marcou presença no 19º episódio, aquele que se seguiu à saída de Derek Morgan (Shemar Moore). [A Penelope (Kirsten Vangsness) estava a precisar desse “miminho”, certo?]

Do CSI para o FBI: Adam Rodriguez também no elenco fixo

Adam Rodriguez, que deu vida a Eric Delko nas 10 temporadas de «CSI: Miami», foi o ator escolhido para ocupar a vaga deixada em aberto por Shemar Moore, que se despediu da série – resta saber se definitivamente – na temporada passada. A saída de Derek Morgan, por iniciativa do ator, que procura novos desafios, foi integrada na storyline e teve um “arco” que se arrastou por 18 episódios. Depois de ver a família em risco, a personagem decidir afastar-se do FBI e dos perigos que este acarreta.

  • Publicado em TV

Soundbreaking

Actualmente em exibição no Canal Odisseia, terças-feiras às 21h30, a série «Soundbreaking» é um registo notável sobre um século de experimentação e inovação no mundo da música.

Concebida por Sir George Martin, o lendário produtor musical dos Beatles, a série foca a sua atenção nos nomes e processos pioneiros dos vários pelouros da instituição musical, contando para isso com um acesso sem precedentes a um arquivo inédito e a uma imensa contribuição de personalidades que aqui deixam o seu testemunho. São mais de 150 nomes, de artistas a produtores musicais, entre eles Paul McCartney, Brian Eno, Nile Rodgers, Rick Rubin, Beck, Daniel Lanois, Roger Daltrey, Debbie Harry, Questlove e muitos, muitos mais, que ajudam a pôr em contexto os temas apresentados em cada episódio.

Composta por oito episódios, «Soundbreaking» começa por pôr em perspectiva o papel do produtor musical como responsável pela delicada tarefa de realizar a visão do artista e, ao mesmo tempo, de a gravar para a posteridade. Como seria de esperar, é um primeiro episódio muito centrado na ligação e no trabalho entre Sir George Martin e os Beatles. Não é preciso muito para fazer a ponte entre o produtor e o estúdio de gravação e é por isso que o segundo episódio, “Pintar com o Som”, se debruça sobre a transformação do estúdio num instrumento por si só e como tal revolucionou a cena musical. E ao terceiro episódio, “O Instrumento Humano”, chegámos à voz, o elemento mais poderoso e essencial de uma canção.

tv Soundbreaking

E é assim que, uma vez dado o mote para uma série fascinante, se seguem mais cinco episódios que abordam a adoção de novas tecnologias, o ritmo, o sample, a televisão e, por fim, as mudanças de hábito que se operaram também na forma de ouvir música.

«Soundbreaking» tem aquela singela capacidade de iluminar sob uma nova luz aquilo que já conhecemos, numa espécie de recapitulação da matéria dada, ao mesmo tempo que nos introduz a páginas e páginas de nova e preciosa informação sobre a música que faz, sempre fez e sempre fará parte das nossas vidas.

  • Publicado em TV

Wynonna Earp

Baseada nos comics da editora IDW, «Wynonna Earp», série produzida pela SEVEN24 Films para o canal Syfy nos Estados Unidos, segue as aventuras da bisneta do lendário pistoleiro Wyatt Earp. Neste caso a heroína luta contra demónios e outros seres sobrenaturais num thriller que combina acção, fantasia e terror com um sabor especial de western.
A série foi desenvolvida para televisão por Emily Andras, autora de «Lost Girl» e «Killjoys». A argumentista, que também ocupa o posto de showrunner, fez um óptimo trabalho de adaptação do comic à televisão. Ela retirou um visual mais sujo e grotesco e imprimiu um look limpo e acessível. A figura da protagonista também mudou de aspecto, na banda-desenhada é loura e voluptuosa, na linha de Pamela Anderson em «Barb Wire: Bela e Perigosa» (1996), na série a personagem é morena e menos curvilínea. A história em si assenta na premissa da origem da protagonista, a maldição que assola a família e a missão de cumprir o legado do clã Earp enquanto no comics de 1996 o leitor entrava de cabeça no mundo de Wynonna Earp. A série de comics foi inicialmente lançada na editora Image Comics em 1996 e depois foi relançada em 2003 na IDW Comics. “Wynonna Earp” nos comics não tem tido um estatuto de edição regular, é um título que é lançado em mini-séries de três a quatro edições – a excepção é o comic actual que serve de parceiro à série televisiva.

A primeira temporada televisiva de «Wynonna Earp» tem treze episódios. Melanie Scrofano («Damien») é a protagonista principal e uma escolha pouco usual, isto porque não é uma actriz que impressiona à primeira vista, como as suas antecessoras na luta contra o sobrenatural – veja-se Sarah Michelle Gellar em «Buffy». Mas Melanie Scrofano prova-nos o contrário com o decorrer da série ao conquistar a audiência com a sua irreverência e o espírito “my way or the highway”. É sempre salutar ver uma série encabeçada por uma forte personagem feminina que é intempestiva e trajada a rigor com calças de ganga e blusão de cabedal, a heroína ainda conta com vários truques na manga e instintos muito apurados, diríamos, especiais. A protagonista faz-se acompanhar da pistola Colt .45 Buntline Special baptizada como “Peacemaker” pelo dono original, o bisavô Wyatt.

A história retrata o regresso da bisneta de Wyatt Earp à cidade natal de Purgatory para assumir o legado do bisavô como defensora dos comuns mortais face aos demónios que se escondem entre os humanos e são intitulados Revenants. O principal tema do enredo passa pela redenção de uma personagem consumida pelo passado que decide lutar pelo futuro. Ao lado de Wynonna Earp surgem alguns personagens regulares como o companheiro imortal do seu bisavô, o icónico Doc Holiday (Tim Rozon), a irmã Waverly Earp (Dominique Provost-Chalkley) e o misterioso Agent Dolls (Shamier Anderson) que integra uma unidade especial de combate ao paranormal, a Black Badge Division que recruta Wynonna. Esta adaptação dos comics da IDW escolheu as paisagens canadianas, na zona de Calgary, como o seu pano de fundo para a cidade de Purgatory onde encontramos várias localizações que servem de cenário de acção, como o rancho Earp, o Saloon do Shorty, o rancho McCready e o reservatório da escumalha local no parque de atrelados.

É preciso recordar que a série é uma fantasia sobrenatural baseada num comic e direcionada a um público específico e versado neste tipo de registos. A série «Wynonna Earp» é realmente melhor do que o comic, é certo que tem as suas fragilidades mas cumpre com louros a passagem para a televisão.

  • Publicado em TV

Winona Ryder em «Stranger Things» da Netflix

Passado em Hawkings (Indiana) em 1980, «Stranger Things» conta a história de um menino que desaparece repentinamente. A sua mãe (Winona Ryder) abre uma investigação junto da policía local sobre o desaparecimento do filho em busca de uma resposta. Durante a investigação as personagens são envolvidas num mistério extraordinário que inclui experiências levadas a cabo pelo governo, fenómenos sobrenaturais e uma menina muito estranha. A série é uma declaração de amor aos clássicos dos anos 80 que cativaram toda uma geração. «Stranger Things» também traz os três amigos mais próximos que se vêm obrigados a entrar num mundo em que os mistérios assolam.

«Stranger Things» conta com os atores Wynona Ryder («Show Me a Hero»), David Harbour («Suicide Squad»), Matthew Modine («Weeds», «Proof»). O elenco é também composto por Finn Wolfhard («The 100», «Aftermath», «The Resurrection»), Millie Brown («Intruders», «NCIS: Investigação Criminal»), Gaten Matarazzo («The Blacklist»), Caleb McLaughlin ("Rei Leão na Broadway"), Noah Schnapp («A Ponte dos Espiões», «Snoopy e Charlie Brown: Peanuts - O Filme»), Natalia Dyer («After Darkness», «Hannah Montana: o filme») e Charlie Heaton («Shut In», «Urban and the Shed Crew»).

Estreia a 15 de Julho

Fonte: Netflix

  • Publicado em TV
Assinar este feed RSS