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Actualizado às 11:21 PM, Dec 4, 2019

Eu sobrevivi à sexta temporada de «Orange is the New Black»!

Depois do motim das presidiárias, a narrativa ficou em aberto e as possibilidades eram imensas. «Orange is the New Black» segue um caminho ousado, e com escolhas que dificilmente vão agradar a todos, mas sai a ganhar após 13 episódios. A METROPOLIS teve acesso antecipado à nova temporada, que estreia sexta-feira, 27, na Netflix.

Pela primeira vez desde a estreia, em 2013, «Orange is the New Black» não somou qualquer indicação aos Emmys de setembro. A ‘culpada’ foi a sua quinta temporada, lançada no verão de 2017 e só agora elegível para nomeação, que marcou uma rutura clara e incontornável com as anteriores storylines da criadora Jenji Kohan e companhia. Depois de conflitos entre presidiárias – ou destas com pessoas pré-Litchfield –, foi a vez de as mulheres se revoltarem contra os guardas e a corporação responsável pela gestão da Prisão de Litchfield (a MCC), devido às más condições, violência e discriminação. Qualquer semelhança com a realidade das prisões norte-americanas não será pura coincidência.

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É certo que, mais do que qualquer uma das anteriores, a última temporada dividiu opiniões. A mudança de paradigma foi muito acentuada e ousada, levando a um corte quase total com aquela que tinha sido a ‘linguagem’ usada até então, e os resultados foram catastróficos – que o diga Desi Piscatella (Brad William Henke). No entanto, o regresso está longe, também, de querer agradar às massas, pelo que não tem problemas em afastar personagens ou prejudicar as individualidades em prol da história maior que quer contar. Ainda que algumas pessoas possam entender isto como uma falta de foco, ou um ‘castigo’ sem critério definido, «Orange is the New Black» tem uma narrativa intencional e cuidada, o que se torna cada vez mais claro ao longo dos 13 episódios, disponíveis na Netflix a partir de sexta, feira, 27.

Sempre foi notório que, à exceção de Piper Chapman (Taylor Schilling), inspirada na ex-presidiária e humanitária Piper Kerman, ninguém está a salvo. Veja-se a morte de Poussey (Samira Wiley, agora em «The Handmaid’s Tale») ou o afastamento, nos próximos episódios, de personagens tidas como determinantes e até fan favourites, como ‘Big’ Boo (Lea DeLaria) e Maritza (Diane Guerrero). Outrora nos ‘bastidores’ da ação, a Max de Litchfield reclama agora todas as atenções para si, pelo que o núcleo duro da menina dos olhos da Netflix vão ser as presidiárias deslocadas para lá e aquelas que já estão na prisão de segurança máxima, nomeadamente as ‘líderes’ da Prisão de Máxima Segurança, as irmãs Carol (Henny Russell) e Barbara (Mackenzie Phillips), e as suas pupilas Badison (Amanda Fuller) e Daddy (Vicci Martinez). Quem foi transferida para outra prisão acaba por perder importância e, consequentemente, passa ao lado da sexta temporada.

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“Ai, as saudades que eu tinha da Piper!”. Embora a nova temporada da bem-sucedida aposta da Netflix seja propícia a frases emotivas, dificilmente encontraremos este desabafo de felicidade entre elas. Piper seria facilmente colocada numa lista de ‘protagonistas não adorados’ ou ‘personagens que provocam mais revirar de olhos por episódio’, e regressa igual a si mesma. A evolução da personagem principal ao longo dos anos tem sido notória, mas isso não tem tido correspondência em menos egoísmo e egocentrismo, ainda que ela tente contribuir para uma realidade mais positiva na prisão. Ao jeito do que acontece com Piper Kerman, que sempre manifestou a sua vontade de colocar a audiência a falar não apenas sobre a ficção, mas também sobre o drama real que se desenrola fora da televisão e do computador, nos centros de detenção norte-americanos.

Sem revelarmos demasiado sobre o que aí vem, fica desde já o aviso que as surpresas continuam a acontecer a um bom ritmo, mesmo com velhos conhecidos. Estamos perante, aliás, alguns dos twists mais chocantes de «Orange is the New Black». Por seu lado, há três personagens que se vão revelar determinantes e nas quais assentam as principais storylines: Piper, Frieda (Dale Soules), que tem um desentendimento antigo na Max, e Joe Caputo (Nick Sandow). Apesar de a narrativa não se concentrar demasiado em nenhum deles, seguindo mais uma vez o foco global da vida na prisão (ou sobrevivência), é indispensável o foco particular para fazer avançar «Orange is the New Black». E, sobretudo, aquilo que as consequências das diferentes histórias poderão significar na sétima, e última (?), temporada.

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A avaliação global dos novos episódios é bastante positiva, embora as fragilidades da série sejam inegáveis, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento de pequenos ‘dramas’, que nem sempre têm resposta à altura na ação. Não obstante, ‘perdoa-se’ esta falha pelas limitações óbvias de tempo e, ao mesmo tempo, porque são enfraquecidas em prol de uma maior força da história inspirada por Piper Kerman como um todo. Os produtores executivos olham Donald Trump e as suas políticas bem de frente, sem precisarem sequer de o mencionar ou de situar rigorosamente os acontecimentos, na linha do que têm feito apostas como «The Handmaid’s Tale», «The Good Fight» ou «Arrested Development».

«Orange is the New Black» está a marcar a atualidade seriólica e irá, com toda a certeza, ficar na história das produções da Netflix – não apenas pelo seu sucesso, mas também pela sua relevância para a discussão social. Numa altura em que ainda se critica a desvalorização das personagens femininas em séries e filmes, a série da Netflix rompe com a ‘norma’ e coloca as mulheres no topo desta cadeia alimentar, dando-lhes relevância, profundidade e problemas complexos (além da multiplicidade de etnias presentes). Isso não quer dizer que ignore as suas personagens masculinas, pelo contrário, sendo uma lição valiosa de como é possível ter conteúdos mais equilibrados em termos de género, sem prejudicar outros grupos.

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Netflix - Escolhas Metropolis (13 de Junho)

Entre sardinhas e festas pela noite fora próprias da época, há também lugar para muita emoção e surpresas na Netflix Portugal. Nas sugestões desta semana da METROPOLIS, apresentamos-lhe o regresso de uma série muito aguardada, um filme de culto e outras produções que prometem horas de excelente ficção.


Novidades
«Orange is the New Black»
Série-sensação dos últimos anos, «Orange is the New Black», uma produção original da Netflix, chega à sua 5.ª temporada e os novos 13 episódios estão todos disponíveis no catálogo da Netflix Portugal.

A série gira em torno de Piper Chapman (Taylor Schilling), condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por transportar uma mala de dinheiro proveniente de tráfico de drogas. Na nova temporada, o enfoque é o motim das prisioneiras, num misto de violência e emoções à flor da pele. «Orange is the New Black» já venceu quatro Emmys e foi nomeada para seis Globos de Ouro.

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«Máquina de Guerra»
Num filme original Netflix, «Máquina de Guerra» é uma comédia negra realizada por David Michôd («Reino Animal», 2010) e com Brad Pitt no papel principal. O ator norte-americano interpreta um general orgulhoso que é incumbido de ganhar uma guerra impopular, tendo como principal inimigo a sua própria arrogância. Uma obra que explora as políticas de um conflito bélico, «Máquina de Guerra» tem também no elenco Ben Kingsley e Tilda Swinton.

Homeland


Maratona da Semana

«Segurança Nacional»
Uma série em jeito de thriller político, «Segurança Nacional» foca-se na história de Carrie Mathison (Claire Danes), uma analista da CIA que precisa de lidar com a sua bipolaridade enquanto embarca na guerra contra o terrorismo. A produção é baseada na série israelita «Hatufim», criada por Gideon Raff. O enredo inicial da série passava por Carrie acreditar que Nicholas Brody (Damien Lewis), um sargento prisioneiro de guerra, passara para o lado inimigo e se tornara num risco para a segurança nacional.
«Segurança Nacional» venceu seis Emmys e cinco Globos de Ouro, incluindo Melhor Série Dramática, Melhor Atriz e Melhor Ator. Pode ver ou rever as cinco primeiras temporadas na Netflix Portugal.

Agora na Netflix
«Jessica Jones»
Jessica Jones foi, em tempos, uma super-heroína, mas que decidiu mudar de vida e tornar-se numa detetive privada. Todavia, o seu passado sombrio e traumático não a larga e Jessica precisará de usar os seus superpoderes para encontrar o seu perseguidor antes que ele faça mais estragos. A série, muito elogiada por crítica e fãs, foi criada por Melissa Rosenberg e é protagonizada por Krysten Ritter. «Jessica Jones» faz parte do Universo Cinematográfico Marvel e segue-se a «Daredevil», numa série de produções de super-heróis que culminará no crossover «Os Defensores».

2001 A Space Odyssey

«2001: Odisseia no Espaço» (1968)
É um dos clássicos da História do Cinema, um filme de culto incontornável. Falamos de «2001: Odisseia no Espaço», escrito e realizado por Stanley Kubrick, numa obra épica que acompanha a jornada de dois astronautas que têm de lidar com o avançado sistema do inteligente computador da sua nave enquanto investigam o aparecimento de estranhos monólitos por todo o Espaço. O filme foi nomeado para quatro Óscares, tendo vencido na categoria de Melhores Efeitos Visuais.

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Figura da Semana: Tom Cruise
Um mestre nas cenas de ação, Tom Cruise não se poupa a esforços para surpreender o público, recorrendo a duplos só mesmo quando é imperativo. O ator norte-americano está atualmente nas salas portuguesas com o reboot «A Múmia», tendo uma carreira diversificada e que já conta com três nomeações para os Óscares: Melhor Ator Principal por «Nascido a 4 de Julho» (1989) e «Jerry Maguire» (1996), e Melhor Ator Secundário por «Magnolia» (1999).

«Tempestade Tropical» (2008)
Ben Stiller realiza e protagoniza uma comédia inusitada e provocadora, em que três grandes estrelas de Hollywood pensam que estão a fazer um filme de guerra quando, na verdade, muito mais se passa. O elenco é de luxo, com Robert Downey Jr., Jack Black e, claro, Tom Cruise, que tem uma participação pequena mas absolutamente inesquecível.

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«A Firma» (1993)
Em mais um drama marcante da sua carreira, Tom Cruise interpreta um advogado recém-formado em Harvard que é contratado para uma grande empresa, sem desconfiar do lado obscuro da instituição. Gene Hackman, Holly Hunter e Ed Harris fazem também do elenco de «A Firma», uma obra de Sydney Pollack que foi nomeada para os Óscares de Melhor Atriz Secundária (Holly Hunter) e Melhor Banda-Sonora.

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Vem aí a temporada mais sombria de «Orange is The New Black»

O último episódio da quarta temporada de «Orange is the New Black» foi um dos mais chocantes na história recente da televisão. Depois de um crescendo épico que prenunciava uma tragédia, à boleia da metamorfose imparável de Piper Chapman (Taylor Schilling), a morte de uma das personagens mais queridas dos fãs deixou Litchfield em estado de sítio. Do racismo à violência gratuita, a série mais popular da Netflix teve de tudo um pouco e, quando os créditos anunciaram o inevitável hiatus de um ano, deu vontade de pedir a TARDIS emprestada ao Dr. Who. Esta sexta-feira, 9, a espera acaba finalmente. (Ainda que o suspense tenha sido estragado por um ‘hacker’, que lançou 10 episódios na Internet depois de a Netflix ter recusado pagar resgate).

O laranja nunca esteve tanto na moda como agora, ainda que Piper tenha trocado, há muito, para uma farda bem menos exuberante. Embora tenha sido inspirado na experiência real de Piper Kerman atrás das grades, a verdade é que a série nunca foi apenas sobre ela e agora, mais do que nunca, há outras personagens a captar a nossa atenção. Por sua vez, há também questões pertinentes e bastantes atuais a rebentar por entre a ficção, nomeadamente o perigo da posse de armas, a desresponsabilização mediática das autoridades e a manipulação (ou banalização) das redes sociais. Mas, no meio disto tudo, como poderíamos esquecer a presença pujante da outrora frágil Dayanara Diaz (Dascha Polanco), de arma em punho, pronta a disparar sobre o odioso guarda Humphrey (Michael Torpey)? Será que vai premir o gatilho?

Daya é, aliás, um exemplo sublime de como «Orange is the New Black» nunca dependeu em demasia da sua protagonista anunciada. O arco narrativo da personagem foi desenvolvido desde a primeira temporada e, 52 episódios depois, não nos choca a firmeza com que segura a pistola com as duas mãos. Paradoxalmente, há toda a mágoa que transporta consigo; afinal, fomos testemunhas e cúmplices do seu sofrimento, bem como das perdas que foi somando. Além disso, no motim instalado na Prisão de Litchfield, Piper está longe de estar no centro, mesmo não estando isenta de ‘culpa’. E, no primeiro episódio da nova temporada, a sua preocupação é algo bem diferente...

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A preponderância de Daya só é comparável com Taystee (Danielle Brooks), que quer fazer justiça a qualquer custo: isolada e desajeitada com as novas tecnologias, a melhor amiga de Poussey (Samira Wiley) assemelha-se a uma bomba portátil pronta a explodir. E nós estamos longe de imaginar o seu alcance. Antes muito utilizada para o comic relief – veja-se quando foi secretária de Caputo (Nick Sandow) –, Taystee é agora uma mulher com uma causa própria, totalmente destruída e capaz dos momentos mais emocionais (e genuínos) da nova temporada. Não podemos esquecer, ainda, que a sobrelotação da Prisão, adaptada à lógica corporativa, trouxe um novo potencial narrativo a nível individual mas também global, desde logo pela inclusão de extremistas e até nazis. Também outras personagens, como Linda Ferguson (Beth Dover) ou Desi Piscatella (Brad William Henke), prometem ter ainda muito para oferecer.

A storyline da nova temporada é, no mínimo, inusitada: passa-se num curto período de tempo, que começa imediatamente a seguir à season finale de 2016, e tem como foco principal o motim das prisioneiras. O primeiro episódio assume este pressuposto com toda a força, seguindo num ritmo frenético tudo o que está a acontecer no estabelecimento prisional. Porém, como se sabe, quando se quer estar em todo o lado ao mesmo tempo, algo vai falhar. Numa miscelânea descoordenada de acontecimentos em simultâneo, a trama é filmada ao jeito dos filmes de ação mais frenéticos, mas fica longe da profundidade narrativa a que «Orange is the New Black» nos habituou. Felizmente, esta tendência é invertida logo no episódio seguinte, que nos traz flashbacks de uma estreante nestas andanças.

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Desengane-se quem acha que está é mais uma série de mulheres ‘histéricas’. «Orange is the New Black» é inconveniente, mas necessária, e a discussão que traz na nova temporada – melhor ou pior conseguida –, é um verdadeiro murro no estômago. Como a atriz Jessica Chastain disse recentemente no Festival de Cannes, é preciso criar boas histórias de mulheres: aquelas que conhecemos, ou podemos vir a conhecer. E, numa altura em que se avizinha uma nova temporada televisiva repleta de homens nos papéis principais e com as mulheres em trajes estereotipados, convém olhar outra vez para o que a Netflix tem conseguido naquela que, outrora, alguns julgavam ser apenas mais uma biografia empolada. Longe disso.

Além do desenvolvimento cuidado de todas as suas personagens (salvo um ou outro caso menos bem conseguido), «Orange is the New Black» tem sido usada, inclusivamente, para trazer a lume tópicos menos conhecidos mas igualmente importantes, como o difícil acesso a bens higiénicos essenciais ou a convivência com doenças mais ferozes que a própria pena. Pode pagar-se violência com violência? Apesar da vantagem aparente, será que a luta de alguém detido pode ser alguma vez ‘justa’? A quinta temporada lembra «The Truman Show - A Vida em Directo» (1998), filme no qual, focado nas distrações que encontra na sua rotina, o personagem principal não tem consciência de como ela é recebida lá fora. Então vai desenvolvendo a sua narrativa até ao momento em que esta choca com o mundo que o rodeia, e do qual ele pouco ou nada sabe. No entanto, em «Orange is the New Black» não temos qualquer vantagem – também nós, espectadores, estamos naquela Prisão. E não sabemos o que nos espera.

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Orange Is The New Black – Temporada 5 - trailer

O motim originado pela morte de Poussey rapidamente aumenta quando as reclusas assumem o controlo da prisão. Assim que sentem o poder, o caos rapidamente irrompe pelos corredores de Litchfield. Esta temporada sem precedentes decorre em tempo real ao longo de apenas três dias, e altera drasticamente a vida das reclusas à medida que lutam pela redenção, resolução e o respeito que merecem. A série estreia na sexta-feira, 9 de junho em exclusivo na Netflix.

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Orange Is The New Black - Quarta temporada estreia a 17 de Junho na Netflix

Bem-vindos a Litchfield! Junte-se ao movimento. Baseado no livro de memórias best-seller de Piper Kerman, «Orange Is The New Black» é uma série divertida, poderosa e provocadora sobre o dia-a-dia numa prisão feminina.

As três primeiras temporadas de «Orange Is The New Black» já se encontram disponíveis no serviço de streaming. A temporada 4 estreia na Netflix, sexta-feira 17 Junho.

A série aclamada pela crítica é da autoria de Jenji Kohan e toca em temas sociais pertinentes e relevantes que fazem as manchetes diárias e na quarta temporada, «Orange Is The New Black» continua a ser um importante marco cultural e reflete o espírito de um país.

Na quarta temporada de «Orange Is The New Black» despertam tensões raciais e económicas nas celas de Litchfield. Invadida por novas prisioneiras e supervisionada por guardas inexperientes, a prisão torna-se palco de uma guerra cultural sem precedentes.

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