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Actualizado às 10:13 PM, Aug 20, 2019

Yellowstone

Kevin Costner é a estrela maior numa constelação de luxo que invade a TV com «Yellowstone», naquela que é a sua segunda passagem pelo pequeno ecrã (a primeira foi a minissérie «Hatfields & McCoys»). De ritmo lento e premissa direta, a série apoia-se sobremaneira no seu elenco, onde se destacam nomes como Kelly Reilly, Luke Grimes e Wes Bentley, cujo talento inquestionável permite ao argumento, de frases longas, evoluir. No centro, o rancho da família de John Dutton (Costner), verdadeiramente cercado por titãs sedentos de poder.

Os criadores são John Linson («Sons of Anarchy») e Taylor Sheridan (argumentista de «Sicário» (2015) e «Hell or High Water» (2016)), que trazem para «Yellowstone» a bagagem do que já fizeram, com conflitos fortes, num drama bem escrito e estruturado, que é empolado pelo elenco e não o contrário. Embora a fórmula não convença totalmente, devido a excessos frequentes que são usados para acelerar a narrativa, no seu todo a série é bastante forte. Resta saber se Costner chegou à televisão para ficar, ou só de passagem...

[Artigo publicado na Revista Metropolis nº 63 - Outubro 2018]

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Yellowstone: o poder de Kevin Costner (review)

A nova aposta do TVSéries apresenta um elenco de luxo, liderado pelo “estreante” Kevin Costner

Apesar de dispensar apresentações, Kevin Costner só se estreou numa série de TV agora, aos 63 anos de idade, depois de uma passagem breve pela minissérie «Hatfields & McCoys» em 2012. Mais uma vez, um sinal claro de que a televisão é um ‘player’ cada vez mais forte, e um desafio irresistível – narrativo e financeiro – para os maiores nomes da nossa ‘praça’. O ator assume-se como o protagonista de «Yellowstone», onde interpreta o chefe de família John Dutton, um rancheiro norte-americano que está em conflito com as grandes corporações e a comunidade indígena. Se o ator nos habituou a brilhar em grandes monólogos e diálogos poderosos, em «Yellowstone» a sua personagem vive muito do silêncio e do poder da sua interpretação nesses momentos. E é bem-sucedida. Arriscarei, aliás, dizer que Costner seria capaz de segurar uma narrativa sem proferir uma única palavra.

Se a terra é que mais ordena em «Yellowstone», o sangue que corre nas veias surge com igual importância. A família Dutton é vasta e os atores que a compõem são de um nível superior, nomeadamente Kelly Reilly e Wes Bentley, mas o elenco de luxo não se fica por aqui. Entre os inimigos de John Dutton encontram-se Thomas Rainwater (Gil Birmingham) e Dan Jenkins (Danny Huston), sendo de assinalar também o regresso da “Patologista” Jill Hennessy, na pele de uma senadora. As paisagens rurais dos Estados Unidos, os animais e a banda sonora – que pouco aparece, mas que quando o faz é em força – fazem o resto.

Yellowstone 3

A disputa de terrenos, aliada ao seu valor monetário e ao poder que a sua posse representa, é o principal fio condutor da ação, que se vai desenvolvendo em torno dos conflitos da família Dutton. Quer pela ameaça dos maiores grupos empresariais, quer pela demonstração de força do novo líder índio, é certo que John Dutton não vai ter descanso... mas também não o vai dar. Além da narrativa principal, os criadores Taylor Sheridan («Hell or High Water» (2016)) e John Linson desenvolveram de forma competente as linhas secundárias, com destaque para o romance entre Kayce Dutton (Luke Grimes) e uma descendente índia (Kelsey Asbille), do qual já resultou um filho, e para a figura imprevisível do criminoso Jimmy (Jefferson White), que permite desenvolver a trama em torno do lado negro do império de Dutton.

Yellowstone 2

De resto, há um momento no primeiro episódio de «Yellowstone» que, sem diálogo ou banda sonora, sintetiza a profundidade e complexidade presente na série. Uma personagem segura outra, sem vida, nos braços; nesse momento, um pássaro pousa no campo ali perto e, mesmo sem grandes armas narrativas, a cena revela-se de um poder imenso – a dor, a vingança, a sede de justiça e, ao mesmo tempo, a paz com essa inevitabilidade. Estamos perante uma história comum, é certo, mas as camadas em que se multiplica tornam-na numa das séries mais atractivas na atual temporada televisiva. Lá fora estreou em junho, a Portugal chegou dia 6 pela mão do TVSéries, tendo lugar cativo na noite de sábado. A renovação para uma segunda temporada, essa, já está garantida.

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Kevin Costner em «Criminoso» - trailer

A história do homem certo no corpo errado. Num derradeiro esforço para travar um plano diabólico, as memórias, segredos e competências de um operacional da CIA morto (Ryan Reynolds) são implantadas num imprevisível e perigoso psicopata condenado (Kevin Costner), na esperança de que este venha a completar a missão de que o operacional estava encarregue.

criminoso 2

O elenco conta ainda com Tommy Lee Jones, Gary Oldman e Gal Gadot, «Criminoso» é o mais recente trabalho de Ariel Vromen, o realizador de «Um Homem de Família» (The Iceman) e do argumentista de «O Rochedo» (The Rock).

Título Original: Criminal
Realizador: Ariel Vromen
Elenco: Ryan Reynolds, Kevin Costner, Tommy Lee Jones, Gary Oldman, Gal Gadot

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Draft Day: Dia D

O futebol americano é um desporto que sustenta uma indústria multimilionária, mas a organização por detrás da principal liga dos Estados Unidos, a NFL (National Futebol League) produziu um filme que fica aquém do valor do seu desporto.

«Draft Day» é inspirado na seleção das estrelas que alimentam o desporto rei nos EUA: centenas de jovens são escolhidos pelas 32 equipas que compõe a NFL e carregam nos seus ombros as esperanças e o futuro das suas equipas.
Nesta história, o novo sangue cruza-se com as tradições e as negociações de bastidores que estão por detrás do dia do “draft”. Kevin Costner interpreta um director executivo que está a ter um dia atribulado: a morte do pai, as reivindicações da mãe e o assumir da relação com uma jovem executiva, que espera um filho seu, coincidem com negociações ardilosas para encontrar o talento e não cair em erros que provoquem danos a longo prazo no campo desportivo.

Para fãs deste desporto, o filme é incipiente apesar de estar recheado de curiosidades; para curiosos é um registo sem grandes escolhas dramáticas.

duas estrelas

Título Nacional Draft Day: Dia D Título Original Draft Day Realizador Ivan Reitman Actores Kevin Costner, Chadwick Boseman, Jennifer Garner Origem Estados Unidos Duração 110’ Ano 2014

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