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Actualizado às 10:34 PM, Sep 15, 2019

Euphoria | HBO Portugal - trailer

EUPHORIA vem trazer um novo ponto de vista sobre a maioridade, explorando a visão adolescente das festas com acesso a substâncias e o dia-a-dia cheio de ansiedade com empatia e franqueza. A série segue Rue Bennett (Zendaya), de 17 anos, viciada em drogas recém-saída da reabilitação, que luta para entender o futuro. A sua vida muda drasticamente quando conhece Jules Vaughn (Hunter Schafer), uma rapariga transexual que se mudou recentemente para a cidade após o divórcio dos pais, e que, tal como Rue, procura pelo lugar onde pertence.

Krypton S2 | HBO Portugal - trailer

A série de ação e drama de 10 episódios, que explora a história de um dos Super-Heróis mais icónicos de sempre, o Super-Homem, regressou à HBO Portugal, para a segunda temporada, no dia 13 de junho.

A série, que cria uma realidade paralela onde o Super-Homem foi apagado da face da Terra, decorre duas gerações antes da destruição do seu planeta natal. KRYPTON acompanha Seg-El, o lendário avô do Super-Homem, que tem que defender a honra da Casa. Com a liderança de Krypton em risco, Seg-El encontra um viajante do tempo terrestre, que lhe diz ter o tempo contado para salvar o seu Mundo do caos ao mesmo tempo que protege o futuro do seu legado. Um destino que verá o nascimento do maior super-herói de todos os tempos.

«Jett» com Carla Gugino | HBO - trailer

Fora da prisão, a reformada ladra profissional Daisy (também conhecida como “Jett”) Kowalski é relutantemente atraída de volta para fazer o que sabe melhor, depois de se ter visto obrigada a parar com o nascimento do filho. Praticamente no fim de um perigoso trabalho, o último, Daisy vê-se de novo envolvida num conjunto de tarefas planeadas por criminosos impiedosos, determinados a explorar as suas habilidades para proveito próprio.

Criada, escrita, realizada e produzida por Sebastian Gutierrez ("Gothika"), JETT estreia a 15 de junho, na HBO Portugal, com uma temporada de nove episódios. Carla Gugino (“San Andreas”, “Sin City”, a trilogia “Spy Kids”) é a produtora executiva e atriz principal.

JETT é ainda protagonizada por Giancarlo Esposito ("Better Call Saul"; indicado ao Emmy® para "Breaking Bad") como o poderoso lorde do crime, Charlie Baudelaire, que oferece a Jett uma última tarefa em Cuba, reunindo-a com uma antiga paixão, mas desencadeando uma corrente de eventos inesperados que vão colocar em em perigo todos aqueles com quem Daisy se preocupa.

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«O Pioneiro» HBO - trailer

A vida de Jesús Gil é uma das histórias mais surpreendentes e extraordinárias das últimas décadas na Europa. Uma personagem única, rompeu com o modelo no universo da política, do futebol e da construção civil em Espanha. Controverso, excêntrico e profundamente irreverente, Jesús Gil sabia como se relacionar com as pessoas e era adorado pelos meios espanhóis. No entanto, desafiou constantemente a lei e foi perseguido durante anos pela justiça, que acabou por intervir judicialmente no Atlético de Madrid, o clube de futebol em que foi Presidente durante 16 anos, e na destituição de Jesús Gil de Presidente da Câmara de Marbella. O PIONEIRO irá contar uma história com elementos que hoje são conhecidos em todo o mundo e vai questionar o porquê de convertemos determinadas personalidades em mitos.

O realizador de O PIONEIRO, Enric Bach, também é produtor e argumentista. Começou a colaborar com a produtora JWP, sediada em Barcelona, em 2015, após sete anos como editor-chefe do programa de notícias semanal nacional, Salvados. Em 2011, realizou o seu primeiro documentário, Dimache à Brazzaville, distinguido com 11 prémios internacionais. Foi co-produtor e co-argumentista da série não ficcional, Muerte en León.

O PIONEIRO, estreia a 14 de julho, em exclusivo, na HBO Portugal.

«Mundos Paralelos» - teaser

Ainda nem começou e já tem a segunda temporada ‘encomendada’. Com Lin-Manuel Miranda, em altas depois do musical Hamilton e «O Regresso de Mary Poppins» (2018), e James McAvoy, «Mundos Paralelos» passou de aposta britânica ao alcance global com a HBO. Centrada na trilogia de Philip Pullma, a ação foca duas crianças, que embarcam numa aventura mágica através de universos paralelos. No entanto, não se trata de uma mera fantasia, com bruxas e ursos polares fora do comum, já que também aborda temas como a filosofia ou a física.

Sharp Objects chegou finalmente a Portugal… com a HBO

A entrada da HBO no mercado português trouxe presentes no ‘sapatinho’, como é o caso de «Sharp Objects», protagonizada por Amy Adams e realizada por Jean-Marc Vallée. Apresentada como uma minissérie de apenas uma temporada, pode afinal vir a ter uma segunda.

[artigo originalmente publicado na Metropolis nº67]

Dificilmente haverá um caso de sucesso, entre os escritores atuais, como o de Gillian Flynn, que já teve os seus três livros (longos) adaptados ao pequeno ou grande ecrã, no espaço de quatro anos. Ironicamente, em ordem inversa: a primeira adaptação aconteceu com «Em Parte Incerta» (2014), baseado no livro de 2012 e que teve a protagonista Rosamund Pike nomeada ao Óscar, depois «Lugares Escuros» (2015), tendo por base o livro de 2009, e por fim «Sharp Objects», série inspirada pelo primeiro livro da americana, publicado em 2006. Com uma ‘short story’ pelo meio, “The Grownup”, Gillian parece ter transitado agora para os argumentos, com a adaptação de «Viúvas» (2018) ao cinema e a criação da série «Utopia», com estreia agendada para 2019.

Apesar da desvantagem de ter recebido a série mais tarde – «Sharp Objects» estreou originalmente em julho – o público português não tem de desesperar por episódios, já que os 10 ficaram disponíveis ao mesmo tempo no serviço de streaming. O ideal para quem gosta de maratonas. Por sua vez, na cadeira de realização encontramos uma figura conhecida: Jean-Marc Vallée, bem lançado pelo sucesso de «Big Little Lies», que, aliás, deverá regressar em breve para a segunda temporada, com Meryl Streep no elenco. Além disso, seguindo o exemplo da série encabeçada por Reese Witherspoon e Nicole Kidman, e de «The Handmaid’s Tale» da Hulu, que continuaram apesar de encontrarem o final do livro na primeira temproada, «Sharp Objects» pode não ter dito o adeus definitivo e ter mesmo uma nova temporada. Para já, todavia, não passam de rumores.

Recentemente, Amy Adams criou uma produtora com a sua agente, Stacy O'Neil, a Bond Group Entertainment, e assinou um acordo com a HBO. O acordo com o ‘monstro’ norte-americano dá um sinal positivo à renovação de «Sharp Objects», da qual Amy também é produtora. Não obstante, ainda só há entendimento para a produção da adaptação de “Poisonwood Bible”, de Barbara Kingsolver, para o pequeno ecrã. Embora a renovação possa parecer relativamente simples, tal é complicado pela agenda de Amy Adams, uma figura indiscutível do cinema moderno e constantemente com vários filmes em carteira. Já a primeira temporada demorou a iniciar as gravações, sendo que, mesmo assim, a atriz só esteve presente 65 dos 90 dias de filmagens.

hbo sharp objects

É um pouco mais de escuridão para a mesa 4, por favor
«Sharp Objects» é uma série pesada, de ritmo lento e marcadamente ‘depressiva’, já que existe na realidade obscura de Camille Preaker (Amy Adams). A jornalista de Chicago viaja até Wind Gap, a sua terra natal, para fazer um trabalho de investigação sobre um homicídio e um desaparecimento, ambos de adolescentes, que ocorreram no espaço de um ano. A contragosto, mas sem qualquer energia para se opor veementemente, Camille acaba por acatar as ordens do chefe Frank Curry (Miguel Sandoval) e deslocar-se para o seio da sua família. À tona, ainda muitas marcas da morte, há vários anos, da sua irmã Marian (Lulu Wilson). Também a relação com a sua mãe, Adora (Patricia Clarkson) é distante e complicada, sem uma das ‘storylines’ mais importantes além da principal.

A mãe não lida bem com o facto de Camille estar a fazer cobertura a um caso tão macabro, pelo que o drama atual vai criando paralelos com o passado, nomeadamente com a morte trágica da irmã. Por um lado, Adora associa a sua dor à dos casos atuais, uma vez que passou por algo idêntico, enquanto há velhas feridas em Camille claramente mal saradas. Num sentido mais literal, não se pode ignorar os cortes que fez na pele, e que ainda estão marcados, dando assim nome ao livro e à série, “Objetos Cortantes”. Ela tinha por hábito cravar palavras na pele e viver num constante estado de escuridão, algo que contrasta com a popularidade que tinha então e a família quase perfeita.

Presente e passado estão sempre muito ligados, com flashbacks a surgirem frequentemente, ainda que por vezes não sejam suficientemente bem contextualizados. É certo que a trama não tem de revelar tudo, mas a velocidade com que surgem e desaparecem, com imagens soltas e sem o pensamento da protagonista – algo que acontece no livro –, não permite uma perceção tão profunda do que está a acontecer na tela. São momentos, todavia, que colocam a fotografia e realização da série em destaque, um pouco ao estilo do que Jean-Marc Vallée já tinha feito em «Big Little Lies» e a sua imagem de marca. A crítica normalmente tece largos elogios ao cineasta, mas há uma questão que se torna cada vez mais pertinente: será que a técnica não está a castigar a narrativa? Podemos justificar sempre o ritmo lento, e de valorização excessiva da imagem, com o facto de ser o estilo do realizador?

sharp objects tooth floor

O livro é mesmo melhor do que a série (mas não faz mal?)
“O livro é sempre melhor do que o filme (ou a série)”. É recorrente ouvir a esta frase quando falamos de adaptações de livros ao pequeno ou grande ecrã, e no caso de «Sharp Objects» a afirmação é justa. O arranque da narrativa é lento mas, ao contrário do livro publicado em 2006, não é explícito no desenho das suas personagens. Sem o contexto que traz a obra escrita, alguns intervenientes e ‘storylines’ encaixam na trama de forma forçada e, a espaços, é difícil para quem não leu o livro perceber o alcance de cenas que aparecem e desaparecem rapidamente e sem explicação, nomeadamente flashbacks. Há um exagero do estilo de Jean-Marc Vallée, sem ser dado ao espectador nada em troca, para abraçar mais rapidamente a complexidade da série. Esta chega mais tarde, é certo, mas há pontas soltas que poderiam ter sido unidas mais cedo. Nem tudo tem de ser um mistério.

Assim que a série entra no ritmo, o melhor de Gillian Flynn vem ao de cima, com toda a densidade dramática e individual que marca a história de “Objetos Cortantes”. Quando se trata de um elenco com nomes como Amy Adams e Patricia Clarkson – que já venceu o Globo de Ouro em janeiro –, bem como secundários como Chris Messina, Elizabeth Perkins ou a promissora Sophia Lillis, de «It» (2018), a qualidade é uma inevitabilidade. A série peca apenas por colocar a técnica à frente da história propriamente dita, algo que poderá não causar tanta confusão a quem não leu o livro e, dessa forma, não nota a diferença de tratamento narrativo. Poderemos simplesmente assumir que são universos diferentes e que existem de forma independente, mas será que os pontos aqui apontados como negativos não ‘castigam’, de algum modo, a experiência? A título de exemplo, será que as cenas apressadas vão ser lembradas mais para frente, encaixando no resto da narrativa? Ou serão apenas mais uma cena, sem impacto significativo e, como tal, nunca vão atingir todo o seu potencial?

Colocando de parte o estilo de realização, há que destacar os diálogos entre personagens, sobretudo entre Camille e Adora e Camille e Amma (Eliza Scanlen), a meia-irmã. As personagens crescem nesses momentos e a narrativa avança com naturalidade, reforçando a figura da protagonista e tornando-a mais ‘palpável’ para a audiência. Será que, atendendo à qualidade interpretativa de Amy, a atriz pode contar com uma vitória nos Emmys de setembro, algo que nos Óscares nunca aconteceu, apesar das seis nomeações? Ou já terá passado demasiado tempo (praticamente um ano) desde a emissão? Prémios e distinções à parte, a verdade é que a reta final da série a coloca num nível superior e deixa o público à espera de uma continuação, até porque é ligeiramente mais aberto do que o do livro. Algo que indica que, desde início, os produtores não colocaram de parte uma segunda temporada.

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Considerações finais
Apesar das críticas a «Sharp Objects», trata-se de uma experiência quase cinematográfica e muito interessante do ponto de vista sociológico. A ficção tem uma inspiração real e, à medida que os episódios se vão sucedendo, percebemos melhor a forma como as personagens se relacionam dentro e fora do seio familiar, por entre a aparente calmaria da América mais rural. No fim de contas, o que prevalece é a componente social e psicológica dos habitantes, que os vai moldando perante a dor da perda enquanto sociedade, à vista, e o que acontece dentro das quatro paredes de cada casa. Essa hipocrisia é espelhada magistralmente em Camille que, ao não saber lidar com ela, encontra conforto no álcool e em atitudes mais ou menos chocantes.

O final da série é surpreendente, já que até os palpites mais certeiros podem não ter alcançado a abrangência das atitudes de cada personagem. Algo que acontece, por assim dizer, nos ‘bastidores’ do que realmente chega à audiência e que, qual mágico depois do truque, só após nos enganar revela como o fez. Será que, tendo um final tão forte, faz sentido dar-lhe uma continuação? Se é para continuar a ter Amy Adams como protagonista de uma série de TV, com novos episódios de semana a semana, vale a pena o risco. Trata-se, provavelmente, de uma das intérpretes mais subvalorizadas da sua geração e há sempre a esperança de os Emmys fazerem justiça.

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«Native Son» HBO

NATIVE SON conta a história de Bigger Thomas (Ashton Sanders), um jovem afro-americano que mora em Chicago e é contratado como motorista do empresário Will Dalton (Bill Camp, nomeado ao Emmy® por “The Night Of”, da HBO). Enquanto Thomas entra neste novo e sedutor universo de dinheiro e poder - incluindo um arriscado relacionamento com a filha de Dalton, Mary (Margaret Qualley, “The Leftovers”), vai enfrentando escolhas imprevistas e circunstâncias perigosas que irão alterar o curso da sua vida para sempre. O elenco também inclui Nick Robinson, KiKi Layne, Elizabeth Marvel, David Alan Grier e Sanaa Lathan.

NATIVE SON é um conteúdo da HBO Films em associação com a A24. Tem produção executiva de Stephanie Meurer, produção de Matthew Perniciaro e Michael Sherman da Bow and Arrow Entertainment, realização de Rashid Johnson e argumento de Suzan-Lori Parks.

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Leaving Neverland (2019) | Trailer | HBO

Baseado nas alegações de abuso sexual contra Michael Jackson a crianças, que começaram a surgir em 1993, o documentário retrata de forma separada, mas em paralelo, as histórias de James Safechuck (10) e Wade Robson (7), ambos ajudados por Michael Jackson, que os convidou para o seu mundo único e de conto de fadas, numa altura em que a sua carreira estava no auge.

Através de entrevistas angustiantes com as duas crianças, agora dois homens adultos, e as suas famílias, que não sabiam da manipulação e abusos a que eles estiveram sujeitos durante anos, LEAVING NEVERLAND apresenta um retrato deste período complicado e que levou os dois homens a confrontarem os abusos que sofreram, apenas quando foram pais.

Realizado e produzido por: Dan Reed (The Paedophile Hunter, The Valley, Terror in Mumbai)
Com: James Safechuck, Wade Robson

Fonte: HBO

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