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Actualizado às 9:31 PM, Aug 22, 2019

Concurso Cartaz Fear The Walking Dead

O AMC convida os fãs de ‘Fear the Walking Dead’ a participar no concurso de posters sobre a nova temporada, promovido simultaneamente em vários países. O vencedor em Portugal terá o seu poster exibido numa grande tela no centro de Lisboa e receberá um prémio de 1.000 euros. Além disso, de entre todos os países, será escolhido um vencedor internacional premiado com uma viagem para duas pessoas a Los Angeles, cidade onde começou o enredo de ‘Fear the Walking Dead’. O produtor executivo Greg Nicotero e os produtores executivos Andrew Chambliss e Ian Goldberg integram o júri do concurso.

"A paixão e a dedicação dos fãs de 'Fear the Walking Dead' tem sido muito emocionante”, afirma Geraud Alazard, vice-presidente de Marketing da AMC Networks International. "Razão por que faz todo o sentido convidar os fãs para criarem uma obra de arte original que expresse o que a série significa para eles, bem como envolvê-los no lançamento desta nova temporada”.

Os concorrentes podem enviar os seus trabalhos originais até 5 de março, através da plataforma web posterspy.com, onde poderão consultar as regras do concurso.

A quarta temporada de 'Fear the Walking Dead' chegará a Portugal em 16 de abril. Nesta nova temporada, vamos acompanhar o mundo de Madison Clark (Kim Dickens) e da sua família numa nova perspetiva: a de Morgan Jones (Lennie James), personagem da série 'The Walking Dead'.

O passado recente dos personagens vai cruzar-se com um presente incerto de confrontos e descobertas em que surgem novos amigos, inimigos e ameaças. Na sua luta pela sobrevivência, haverá entreajuda, mas também confronto, entre os personagens, sempre sob a ameaça de uma legião de mortos. ‘Fear the Walking Dead' vai ter luz e escuridão; terror e serenidade; heróis, mercenários e cobardes em confronto, dando lugar a uma nova realidade.

Produzida por AMC Studios, 'Fear the Walking Dead' tem como produtores executivos Scott M. Gimple, Andrew Chambliss e Ian Goldberg, além de Robert Kirkman, David Alpert, Gale Anne Hurd y Greg Nicotero. A nova temporada terá 16 episódios em duas partes. A segunda parte também será estreada em 2018.

Fonte: AMC

Fear the Walking Dead - entrevista Daniel Sharman

Daniel Sharman despontou em séries populares junto de adolescentes e jovens adultos como «The Originals» e «Teen Wolf» mas demonstra em «Fear the Walking Dead» que tem uma longa e promissora carreira à sua frente. O actor interpreta o polarizante Troy Otto, responsável pelo valente abalo na terceira temporada de FTWD. O actor britânico estava pronto para mais uma segunda-feira exigente após uma longa viagem de San Diego para Madrid, tinha estado no sábado à noite na Comic Com San Diego para promover a série e aterrou na capital espanhola na noite de domingo após uma viagem de 12 horas. A nossa conversa decorreu no raiar da manhã madrilena, Daniel Sharman estava totalmente desperto e preparado para um dia fortíssimo em Madrid entre as entrevistas no hotel The Westin Palace e um evento com os fãs ao final da tarde. A Daniel “mania” tinha aterrado em Madrid, passadas longas horas da nossa entrevista, estavam perto de uma centena de jovens espanholas acampadas à frente do hotel com os termómetros a ultrapassarem os 40 graus, temperatura que nos remete para as filmagens de FTWD no México... 

Com duas presenças em séries muito populares junto do público mais jovem graduou-se em grande estilo em FTWD. É sem dúvida a adição mais interessante e enigmática da terceira temporada. Como é que chegou ao papel de Troy Otto?
Obrigado! Consegui o papel de uma forma bastante normal, fiz a audição e nem sabia muito do papel que iria desempenhar, foi na audição que conheci o Dave [Erickson] e fizemos umas falas, nem sequer sabia o nome do personagem até um dia antes de começar a filmar. O ambiente em torno da rodagem é muito secreto, do argumento aos personagens, depois começamos a receber algumas migalhas de informação e então agarrámo-nos a esses dados e começámos a desbravar o personagem. E à medida que ia sabendo mais informações sobre o Troy ia aumentando a vontade de conhecer esta figura e o desejo de explorar todos os detalhes.

É um grande desafio interpretar um personagem pivot nesta série com inúmeras ligações afectivas a Madison [Kim Dickens], Nick [Frank Dillane] e a Jake [Sam Underwood].
O que é fantástico nele é que se torna um peso para tantos personagens na série, muitas das histórias são determinadas pelas suas emoções e acções. Estamos a lidar com alguém que vai aprendendo as coisas à medida que os factos vão ocorrendo. Há pessoas novas neste ambiente com quem ele tem de lidar subitamente, é como observar alguém que está a atravessar a sua adolescência, ele está a atravessar uma grande mudança. É influente e determina grande parte da história devido à natureza do poder que existe no seu rancho. É sempre fabuloso poder interpretar algo assim. Os argumentistas fizeram um grande trabalho ao escreverem sobre alguém que está a atravessar tanta coisa ao mesmo tempo, é bom poder partilhar essa experiência com o público que consegue ter uma janela para a sua mente e as suas acções. Podemos ficar horrorizados pelos seus actos ou tentar compreender as suas motivações. O meu trabalho como actor é sempre tentar que o público possa entender o personagem. À medida que a série avança vamos começando a percebê-lo melhor e o que acontece devido a isso.

Como explica a sua química com a Kim Dickens?
A Kim é um ser humano maravilhoso e uma actriz fabulosa, eu adoro-a. O que é bom na nossa relação na série é que desfrutamos interpretar os nossos personagens neste jogo do gato e do rato em que os nossos personagens se encontram. E nada é a preto e branco, embora possa parecer do exterior -que a sua personagem tem a vantagem sobre o Troy, que ela possa estar a manipulá-lo. Penso que isso não é inteiramente verdade, ele permite que isso aconteça, o Troy está consciente das motivações da Madison e o inverso também acontece. Todas as camadas destes personagens se espelham no ecrã; é como magia que acontece em cena: podemos observar as motivações, a sua inteligência e a perceção de cada um deles e quando temos isso perante nós é uma bênção termos alguém como a Kim ao nosso lado com a habilidade de representar essas nuances.

A propósito do debate sobre as mulheres que representarem heroínas, o que pensa de ter uma protagonista kick-ass na figura de Kim Dickens?
Penso que a noção de que as mulheres não podem liderar séries ou filmes é uma ideia antiquada, o que esta série consegue patentear de forma tão bela é que as mulheres conseguem ser perfeitamente cabeças de cartaz, tal como os homens. E as histórias que podemos contar possuem um maior número de tonalidades quando saímos do estereótipo masculino do protagonista principal. E quando temos uma equipa de argumentistas pronta a utilizar todos os recursos que têm ao seu dispor, o resultado são grandes histórias. É claro que as mulheres podem interpretar o papel de protagonistas e as pessoas vão querer ver e estarão envolvidas na história. Acho que essas barreiras estão a cair lentamente mas o sucesso desta série e até mesmo os filmes estão a provar que essa discriminação é absurda. Uma boa história é o aspecto mais valioso para o sucesso de qualquer produção.

FTWD Alicia

Como é a relação com o processo criativo da série, recebem muito input dramático da parte dos realizadores ou argumentistas durante a rodagem?
Nutri e aprofundei uma relação com todos os argumentistas. A sala de argumentistas para esta temporada está recheada de talento e pessoas cheias de vida que estão motivadas para a escrita de personagens. Penso que é um elemento admirável e chave para o sucesso da terceira temporada. E o segredo para este sucesso reside em que a maioria dos argumentistas são encenadores e vivem obcecados pelo perfil dos personagens. Na TV, quando os personagens são interessantes tudo o resto cai no seu lugar, desde que possamos escrever personagens genuínos em circunstâncias em que possamos identificar a série acaba por ganhar asas. O que é fantástico neste processo criativo não são tanto as circunstâncias extenuantes, como o apocalipse; nesta temporada apesar desse ser o pano de fundo não é esse o elemento que se apresenta como a força motriz mas antes aquilo que os seres humanos fazem perante essa situação. Os argumentistas têm sido maravilhosos a explorar essa natureza humana em todos os seus detalhes.

Os personagens vivem sobre um legado maldito um pouco como a realidade norte-americana de uma terra polarizada. Sente que FTWD é muito mais do que uma série de terror dramático?
O que é interessente nisto é que não é necessariamente uma investigação política mas está mais relacionada com a natureza humana. Esta série livra-se dos pilares básicos de uma sociedade e de tudo aquilo sobre o que assenta uma civilização, colocando a questão do que aconteceria então aos seres humanos, aonde é que se encaixaria a raça ou a religião? E o que vemos é primeiro um elemento básico de sobrevivência e depois o que é relevante, o que ainda interessa? Separar as pessoas pela cor da pele torna-se algo fácil porque é aquilo que os homens fazem ou a separação faz-se em termos ideológicos. O que é fascinante é essa investigação no colocar em cima da mesa os princípios que realmente interessam no mundo desta série depois de retiramos todos os elementos que formam uma sociedade moderna.

Todas as temporadas desta série se alicerçam sobre grandes temas, nesta época o tema chave é a coexistência, o que será um enorme desafio para o seu personagem.
Coexistência, como diz, é um tema bastante interessante, o mundo onde vivíamos antes é radicalmente diferente do mundo onde vivemos num ambiente pós-apocalíptico e os compromissos que possam ser feitos são também muito diferentes. Para o Troy os compromissos não são uma coisa fácil, é algo que não encaixa com o seu fervor ideológico, perceber que fazer compromissos é uma coisa que faz parte da vida é algo novo para ele. Na última metade dos episódios desta temporada exploramos o que acontece quando ele é puxado ao limiar da existência, o quanto podes empurrar um personagem, o quanto podes aprender o que vais errar – e vão ver que ele vai errar bastante – e no fim até consegue acertar algumas coisas. Isso é fantástico, especialmente o que acontece no final. Os primeiros oito episódios desta temporada forçaram-no a esta coabitação e ao compromisso e a segunda metade é sobre como estes alicerces conseguem subsistir.

EM EXIBIÇÃO NO CANAL AMC

FEAR THE WALKING DEAD - Trailer da 2ª TB

A um mês da tão aguardada estreia da segunda parte da T2 de «Fear the Walking Dead», foi apresentada na passada sexta-feira 22 de jullho em exclusivo na Comic-Con Internacional em San Diego o trailer oficial desta segunda parte da série.

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FEAR THE WALKING DEAD - POSTER OFICIAL DA SEGUNDA PARTE DA T2

A poucos dias da estreia dos novos episódios da T2 de ‘Fear the Walking Dead’ sob o lema ‘A morte não respeita fronteiras’, o canal mostra pela primeira vez o poster oficial e antecipa em exclusivo os primeiros segundos da segunda metade, composta por 8 episódios, para ver, em exclusivo, a partir de segunda-feira, dia 22 de agosto, às 22h10.

No início da segunda metade da T2 de “Fear the Walking Dead”, a rutura das famílias Clark/Manawa, Salazar e Strand mantém-se e podemos ver como os acontecimentos ocorridos no “Abigail” marcaram a vida dos personagens para sempre, deixando-os completamente à deriva. Agora, se quiserem sobreviver, devem encontrar o seu próprio caminho. Alicia luta contra a recusa de Madison em deixar Nick partir, enquanto Travis tenta proteger Chris da obscuridade apocalíptica que o ameaça. Strand está esmagado pela dor e o poder do passado obscuro de Daniel deixa Ofelia desiludida, sem esperança na sobrevivência e sem capacidade para reconstruir a sua vida.

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Com produção executiva a cargo de Dave Erickson, Robert Kirkman, Gale Anne Hurd, Greg Nicotero e David Alpert, ‘Fear the Walking Dead’ é protagonizada por Kim Dickens como Madison, Cliff Curtis como Travis, Frank Dillane como Nick, Alycia Debnam-Carey como Alicia, Ruben Blades como Daniel, Mercedes Mason como Ofelia, Lorenzo James Henrie como Chris e Colman Domingo como Strand.

Fonte:AMC

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Crítica "Fear The Walking Dead": A calma antes da tempestade

"Fear the Walking Dead", do canal AMC ("Breaking Bad" e "Mad Men"), é uma série de Robert Kirkman, o criador do universo "The Walking Dead" (um crédito partilhado nos comics juntamente com Tony Moore e Charlie Adlard).

A ação desenrola-se em Los Angeles no advento do surto de zombies. Fazendo parte da mitologia criada por Robert Kirkman, a nova série não é diretamente uma prequela ou um "spin-off" da série televisiva "The Walking Dead".

Em termos cronológicos podemos afirmar que os eventos acontecem no mesmo período temporal em que o herói da série mãe, Rick Grimes (Andrew Lincoln), esteve em coma.

No início da série original, os espectadores não sabem o que se passou, apenas que, quando este acordou, o mundo estava virado do avesso. "Fear the Walking Dead" explora na primeira temporada precisamente esse caos civilizacional, o dia zero em que tudo começou, a calma antes da tempestade.

É uma história paralela de sobrevivência e metamorfose de personagens perante um mundo sem contemplações. No primeiro episódio, os autores brincam com as expectativas e a ansiedade dos espectadores e saem-se muito bem em diversas sequências onde esperamos o óbvio (leia-se, zombies).

O enredo dramático anda em torno do início de uma nova família. O protagonista, Travis Manawa (Cliff Curtis), é um professor de inglês divorciado com uma relação complicada com a sua ex-mulher e o filho. Travis começou a viver na casa da namorada, Madison Clark (Kim Dickens), a colega do liceu onde ambos trabalham. Madison tem dois filhos, Nick Clark (Frank Dillane) e Alicia Clark (Alycia Debnam-Carey), e a relação no núcleo familiar não é a mais fácil, apesar do esforço de Travis.

Alicia está cética com a entrada do namorado da mãe na família e Nick tem demasiados problemas de toxicodependência. É através de Nick que vemos em primeira mão o olho da tempestade. É interessante que as fragilidades deste personagem aliadas a uma cultura de desinformação e o caos da metrópole de Los Angeles, com o constante som de helicópteros e sirenes, criem um ambiente propício de alucinação e surrealismo.

Los Angeles substitui as florestas da Geórgia, da série original. Aqui, a cidade e a sua "fauna" tornam-se um personagem vivo e dão-nos a sensação de que o perigo pode surgir a cada esquina.

"Fear the Walking Dead" foi também criada por Dave Erickson (argumentista de "Sons of Anarchy") que ocupa as funções de "showrunner" (direção de argumento). Os criadores pretendem que a série dure cinco a seis temporadas com cada época a ter o seu tema e a sua estrutura como fosse uma longa-metragem.

A primeira temporada conta com seis episódios e já foi renovada para uma segunda época com quinze episódios.

A direção de fotografia de Michael McDonough tem um visual idêntico à de "The Walking Dead", com a utilização de filtros amarelos e um universo descolorido com ênfase no realismo. A música dos créditos iniciais pertence ao galardoado Atticus Ross ("A Rede Social") e dilui-se numa orquestração musical que é perfeita para um registo de mistério e terror com a introdução de constantes sons atmosféricos.

O canal AMC não anda a dormir e pretende controlar futuramente os seus conteúdos: a produção e a distribuição da série ficam a cargo da casa mãe. Por exemplo, "The Walking Dead" é produzida pela AMC e exibida em Portugal pela FOX. O tiro de partida desta nova política de distribuição global com day-and-date é feita com "Fear the Walking Dead", que irá estrear todos os episódios da série em simultâneo em 120 países entre a América do Norte, Europa, Ásia e América Latina, um modelo de futuro que traz aos canais de distribuição oficiais mais-valias e sobretudo público que não se dilui nos métodos alternativos de visionamento das suas séries favoritas.

"Fear the Walking Dead" tem os ingredientes para ser mais um evento global. A força da história é filtrada por personagens com carisma que vão sobreviver à natureza de um novo mundo enquanto se explora e fortalece a dinâmica e o desenvolvimento de personagens no seio de uma nova "família" num mundo pejado de zombies.

Preparem-se para uma excelente dose de drama e terror real e subliminar, uma série promissora para ver no canal AMC.

Jorge Pinto

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