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Actualizado às 3:58 PM, Jan 19, 2020

«Simplesmente Aterrador» - crítica

«Simplesmente Aterrador» («Creeped Out», no original) é uma espécie de “A Quinta Dimensão” com rodinhas de apoio. É uma antologia de contos de terror, fantasia e ficção-científica direccionada a um target infanto-juvenil. E dentro da oferta disponível, seja em que género for, para uma faixa etária que está a dar os primeiros passos na ficção televisiva, é um produto digno de referência e de louvor. Apesar de tudo nos dias de hoje, o cinema tem sido mais enriquecedor na aquisição de conhecimento e de espírito crítico entre as camadas mais jovens. É de certa forma paradoxal, considerando que para o público adulto, a produção televisiva tem-se mostrado tão ou mais relevante do que o cinema.

Os episódios de «Simplesmente Aterrador», que já tem duas temporadas disponíveis, variam entre o simples cautionary tale (a fábula que traz uma lição de vida) até ao puro terror, passando pelo perturbador, mas em doses inoculantes. Ou seja, são a vacina que os mais jovens precisam para, no futuro, e seguindo uma ordem lógica, entrarem no universo dos “Contos Assombrosos”, de Steven Spielberg, ou de “A Quinta Dimensão”, de Rod Serling, sem grandes riscos de morrer de medo ou ganharem traumas para a viada.

Não que «Simplesmente Aterrador» não tenha um ou outro episódio que instigue pesadelos, mas os (pequenos) sacrifícios de hoje serão as (grandes) vitórias de amanhã. Numa época em que a qualidade da oferta infanto-juvenil se rendeu ao desinteressante, desmiolado, desesperante, e outras coisas começadas por “des”, «Simplesmente Aterrador» é uma réstia de esperança para qualquer progenitor (regra geral do género masculino) que deseje ver o seu filho ou filha a ver algo muito — mas mesmo muito! — melhor e mais educativo do que o “Acampamento Kikiwaka”.

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