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Actualizado às 10:35 PM, Oct 21, 2018

Berlin Station: a herança de Snowden, Manning e Assange

Destaque Berlin Station: a herança de Snowden, Manning e Assange

Série de espionagem moderna e com elenco de luxo, onde se destacam nomes como Richard Armitage e Richard Jenkins, estreou no TVSéries no domingo, 8

Com uma construção narrativa ousada e um tema incontornável para os amantes do género de espionagem, os delatores, «Berlin Station» quer deixar a sua marca em Portugal, depois da estreia absoluta em 2016. O TVSéries abre a porta grande, com episódios no horário nobre de domingo, a rostos já conhecidos da ‘casa’: Richard Armitage («O Contra-Ataque») Rhys Ifans («Elementar»), Leland Orser («Ray Donovan») e Richard Jenkins («Olive Kitteridge»).

Embora não seja inédita, a premissa de «Berlin Station» dá um ‘twist’ ao mistério, entregando muitas respostas logo no primeiro episódio, nomeadamente quem são as figuras por detrás da conspiração. Também o início, antes de um recuo temporal, parece dar algumas pistas, ao mesmo tempo que levanta ainda mais questões acerca do que nos espera nos próximos episódios.

Berlin Station 2

Em missão ultrassecreta, Daniel Miller (Armitage), no rasto do delator-mistério Thomas Shaw e destacado para Berlim, apresenta-se como uma personagem complexa e, em contrapartida, uma grande ‘distração’ para o resto da trama. Há muita coisa a acontecer no ‘background’ de «Berlin Station», que explora o legado – e o mito – estabelecido por delatores reais como Edward Snowden ou Chelsea Manning. No entanto, a ação central é tão importante, que muitas storylines paralelas aproveitam para se camuflar.


Na série, o ficcional Thomas Shaw entrega informações sensíveis a uma jornalista de Berlim, denunciando diversa informação confidencial da CIA, bem como polémicas desconhecidas. Acentuando a bipolaridade de herói e vilão própria do tema, «Berlin Station» faz por vincar frequentemente ambas as valências, explorando os extremos não só da narrativa, mas também da relação do espectador com isso. Não obstante, a potencial heroicidade ou vilania é extensiva às demais personagens, que viajam pelos dois espectros e adensam a ficção, o que atrai o público e aumenta a curiosidade. Longe de ser um método inovador, já provou resultar no passado e, caso as pessoas não se ‘assustem’ com um ou outro momento mais parado, poderá ser receita de sucesso.

Se a história não for o suficiente, o elenco coloca a série num outro nível – e não podemos esquecer que, a partir da segunda temporada, junta-se ao grupo de luxo Ashley Judd.

 

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