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Actualizado às 6:24 PM, May 22, 2018

A culpa é de «Will & Grace»

Destaque A culpa é de «Will & Grace»

Fevereiro começa da melhor maneira, com a estreia da 9ª temporada de «Will & Grace» no TVSéries. A série, no ar entre 1998 e 2006, regressou 11 anos depois e já tem a 10ª temporada garantida.

Porque é que a culpa é de «Will & Grace»? Embora não se possa apontar responsabilidades apenas à nova estrela da grelha do TVSéries, a verdade é que o êxito deste regresso parece ter alimentado a vontade de replicar a fórmula noutras séries. Numa altura cada vez mais populada de remakes, prequelas, sequelas, spin-offs e reciclagem de ideias, o sucesso de «Will & Grace», que nos Estados Unidos estreou em setembro, veio provar que essas apostas, afinal, continuam a ter público. Podem seguir-se os reboots de «Charmed», «Roswell» e «Miami Vice», a adaptação para TV de «Atração Mortal» (1988) e o regresso de Candice Bergen como «Murphy Brown».

Com duas nomeações aos Globos de Ouro de há algumas semanas, nas categorias de melhor ator de comédia (Eric McComarck) e melhor série cómica, «Will & Grace» vingou num ano repleto de séries novas e refrescantes, premiando o voto de confiança dado pela NBC, que aproveitou o insucesso recente dos protagonistas. Entre cancelamentos, apostas falhadas e alguma desorientação nas carreiras, a recuperação de «Will & Grace» possibilitou uma viagem ao passado – pelo presente – que já poucos achariam possível. Ainda assim, as nomeações não resultaram em prémios, pelo que a série continua sem vitórias apesar das 29 indicações totais.

Quanto à nova temporada de «Will & Grace», com estreia em Portugal a 1 de fevereiro, há muitas surpresas e ecos de um passado que conhecemos muito bem. Por um lado, e apesar da longa convivência com Will (Eric McCormack), Grace (Debra Messing), Jack (Sean Hayes) e Karen (Megan Mullally), ainda há espaço para o choque e, sobretudo, para provocar o desconforto do espectador. Seja pela crítica direta a Donald Trump no episódio piloto, sem qualquer pudor ou ‘paninhos quentes’, ou seja pelo desafio dos estereótipos e dos preconceitos sociais.

«Will & Grace» tem mais para oferecer do que imaginávamos. Ao contrário do que os ditos populares tantas vezes defendem – com a ideia de que só valorizamos algo quando o perdemos –, a verdade é que só quando voltámos a ter a série da NBC nos lembrámos de quanto gostávamos dela. Ou como faz falta um comentário brincalhão mas despretensioso, sem suavizar a crítica em função da audiência e sem castigar as personagens para obter resultados mais imediatos. A série dá tempo a si própria, e como tal também ao público, para se adaptar à nova realidade, com tudo o que isso implica. Resta saber se é capaz de repetir a proeza novamente, com o regresso já anunciado para a 10ª temporada.

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Modificado emsexta, 02 fevereiro 2018 09:38

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