logo

Entrar
Actualizado às 10:16 PM, Dec 11, 2019

Taken: histórias de origem já não são coisa de super-heróis

Destaque Taken: histórias de origem já não são coisa de super-heróis

Prequela da trilogia protagonizada no cinema por Liam Neeson estreou na segunda-feira, 6, no TV Séries

Se está à espera de conhecer o passado feliz e tranquilo de Bryan Mills, o ex-agente da CIA que Liam Neeson celebrizou no cinema, esta série não é para si. Embora tenha um arranque aparentemente tranquilo, é uma questão de tempo até reencontrarmos a ação fulgurante que tem pautado a trilogia «Taken» no grande ecrã. O ator Clive Standen troca os trajes de Viking por uma roupa bem mais comum, mas nem por isso a sua personagem, um Bryan Mills jovem, é mais 'normal'.

O primeiro episódio de «Taken» é uma espécie de homenagem silenciosa à trilogia de Neeson. A ação assume uma velocidade impressionante e, apanhado no meio do furacão, Bryan Mills, então um simples ex-Boina Verde, tem de lidar, sozinho, com um problema que nem as principais forças de segurança conseguiram resolver. Ainda assim, a questão assume contornos bem mais complexos: a CIA entra em jogo mas mantém-se nos bastidores, usando Bryan – sem que ele tenha conhecimento disso – como um 'isco'. Por outro lado, há uma frase que ecoa na memória de quem assistiu a «Taken – Busca Implacável» (2008), o primeiro filme da saga, no qual a filha de Bryan é raptada: “O meu conselho é nunca teres filhos, especialmente se for uma filha”, diz uma das personagens presentes no episódio. Mas, como bem sabemos, o agente nunca gostou de seguir conselhos...

Introduzido no cinema como um ex-agente da CIA, Bryan Mills está longe de imaginar essa realidade para a sua vida nos primeiros minutos do piloto. Aparentemente feliz ao lado da irmã, não consegue desligar a preocupação e cada movimento no comboio onde seguem o deixa em alerta. Percebemos, pouco depois, que tinha motivos para isso. Volvidos cerca de 40 minutos, o ex-Boina Verde tem em mãos uma proposta aliciante: juntar-se à agência. Apesar de os filmes serem um forte indício da sua resposta, mal podemos esperar para saber como lá chegou e que casos o moldaram, bem como se a série terá densidade (e velocidade) suficiente para manter os fãs do filme, e não só, interessados.

Não é fácil fazer uma boa série de ação – e os últimos anos são prova disso mesmo. Apesar de encontrarmos, facilmente, séries do género com um número considerável de temporadas, a verdade é que, cada vez mais, são praticamente incontáveis os fracassos ou a reciclagem de ideias. E longe vai o tempo em que um elenco forte e popular era garantia de uma aposta bem-sucedida. Além disso, a entrada em jogo de serviços como a Netflix e a Amazon acabou com as 'pausas' entre temporadas, pelo que, atualmente, as ofertas são ininterruptas e, não raras vezes, com qualidade. Com tanta escolha, ou se apanha o 'comboio' ou se fica à espera da próxima oportunidade, ao jeito de uma equipa desportiva que dá a época por perdida.

Mas «Taken» tem de vencer um 'estigma' tão ou mais forte do que este: é baseada numa história já existente, assim como uma parte significativa das séries televisivas lançadas recentemente, e daquelas que se avizinham – nomeadamente no género de ação. Veja-se «24: Legacy», «Arma Mortífera», «Training Day» ou «MacGyver». Assim sendo, como vencer o preconceito crescente e criar uma realidade televisiva à altura do universo criado (e escrito) a meias por Luc Besson e Robert Mark Kamen? Em primeiro lugar, costuma-se dizer que parte do segredo está no marketing e «Taken» foi anunciada, desde início, como um projeto produzido por Luc Besson. Alexander Cary, o criador, é remetido a um papel quase secundário, numa espécie de 'desenvolvedor' da ideia. Por outro lado, série da NBC, que em Portugal é emitida pelo TV Séries, assume os contornos de uma história de origem, um tipo de narrativa muito na 'moda' no que diz respeito a super-heróis. Poderá ser também um sucesso para os comuns mortais?

Mídia

Deixe um comentário

Certifique-se que coloca as informações (*) requerido onde indicado. Código HTML não é permitido.