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Actualizado às 10:34 PM, Sep 15, 2019

Luke Cage

Destaque Luke Cage

A Netflix volta a apostar no universo Marvel, depois das bem-sucedidas «Demolidor» e «Jessica Jones». Em 2017, chegam «Iron Fist» e «The Defenders», a série que reúne o quarteto.

Para os fãs mais impacientes do género, que não perdem uma “maratona”, este texto chegará já tarde de mais, uma vez que a primeira temporada de «Luke Cage» foi lançada na sua totalidade a 30 de setembro na Netflix. Para quem ainda não viu, os treze episódios da série continuam a estar disponíveis no serviço de streaming. Esta é a terceira série do universo Marvel da responsabilidade da Netflix, que agora também tem no seu catálogo, em Portugal, as primeiras três temporadas de «Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D». 

O projeto próprio já estava em desenvolvimento desde 2013, mas Luke Cage (Mike Colter) deu-se a conhecer em «Jessica Jones», a trama protagonizada por Krysten Ritter, a eterna bitch do «Apartamento 23». Aí, Luke e Jessica protagonizaram momentos bastante “quentes”, assim como batalhas muito exigentes, e o passado deste homem aparentemente indestrutível foi apresentado pela primeira vez. Quando estava preso, Luke foi submetido a experiências sombrias para salvar a vida e, como resultado, ficou com superpoderes. Entretanto, depois da fuga bem-sucedida da Prisão de Seagate, Luke acabaria por ficar sem o amor da sua vida, Reva (Parisa Fitz-Henley), que teria morrido num trágico acidente de autocarro. No entanto, descobre-se em «Jessica Jones» que foi a própria anti-heroína, sob o controlo de Kilgrave, a matar a mulher.

Em «Luke Cage», o protagonista está escondido em Harlem e divide o seu tempo entre a barbearia de Pop (Frankie Faison) e o bar do muito questionável Cornell Stokes (Mahershala Ali). Envolvido em negócios ilegais, o vilão, que recebeu a alcunha indesejada de “Cottonmouth”, é o intermediário de um negócio obscuro que envolve a congressista Mariah Dillard (Alfre Woodard) e um dos principais criminosos da zona. Esta ação acontece em paralelo com a presença de Luke no andar de baixo e o golpe de alguns dos “protegidos” de Pop, que interferem numa troca e ficam com o dinheiro. No entanto, um deles é imediatamente atingido a tiro para arcar com as culpas, uma vez que é funcionário no bar de Stokes, mas, deixado ainda vivo, acaba por denunciar a dupla em fuga.

Embora negue sempre interesses amorosos, Luke volta aos velhos hábitos e, na primeira noite como barman, acaba por se envolver com Misty Knight (Simone Missick). Este encontro banal ganha depois novas proporções quando descobrimos que Misty é, na verdade, uma detetive e que tem Cornell Stokes debaixo de olho. Para tornar a situação ainda mais complexa, terá de entrevistar Luke no âmbito da investigação da morte de Dante (Hugues Faustin). Ao mesmo tempo, também Mariah está cada vez mais envolvida do que queria, mas não quer correr o risco de perder apoios para a sua campanha política, por mais sujos que sejam, ou de ser desmascarada como retaliação.

Para o que falta da série, há ainda muitas questões a responder, desde logo o que contém a pen USB que Luke e Jessica recuperaram em «Jessica Jones» e que pertencia a Reva. A antiga terapeuta da Prisão de Seagate era uma figura aparentemente inofensiva, mas revelou-se importante o suficiente para ser assassinada por Kilgrave. Por outro lado, também Hernan “Shades” Alvarez (Theo Rossi) desperta imediatamente o interesse de Luke, que o vê quando este se vai encontrar com “Cottonmouth”. Em flashbacks, percebemos que ele foi companheiro do protagonista na prisão e, a julgar pela reação de Luke, não haverá histórias felizes para contar. Destaque também para a participação de Claire Temple (Rosario Dawson), que, até agora, é o elemento comum entre os projetos Marvel, tendo salvado os nossos anti-heróis favoritos. Nos comics, ela é conhecida como a “Enfermeira da Noite”.

No universo dos comics, a revista de estreia de Luke Cage, datada de 1972, surgia com o título “Hero for Hire”. No episódio piloto, curiosamente, a personagem de Mike Colter recusa ser considerado um herói, por um lado, e rejeita duas propostas de emprego, de Stokes e dos senhorios. Pautada por um ritmo lento, «Luke Cage» é fortemente sustentada pelos diálogos entre as personagens, que nos remetem não apenas para o que está a acontecer, mas para os elos de ligação que unem – e até sufocam – os habitantes mais misteriosos de Harlem. Esta tranquilidade aparente (mas não inocente) tem como forte alicerce o leque de bons atores escolhido, nomeadamente Mike Colter, presença assídua na televisão desde 2002.

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