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Actualizado às 11:09 AM, Mar 22, 2019

Mortal Kombat ™ 11 - trailer do jogo

A Warner Bros. Interactive Entertainment e a NetherRealm Studios lançaram o novo Trailer de Mortal Kombat ™ 11, introduzindo uma narrativa original que continua a saga épica da franquia. Em Mortal Kombat ™ 11, a vitória de Raiden sobre Elder God, Shinnok, atraiu a ira de Kronika e perturbou seu equilíbrio desejado entre o bem e o mal. Para restaurar a estabilidade nos reinos, o Kronika tem apenas uma opção - voltar ao início e reiniciar a História.

Através do imersivo story mode, diferentes épocas da rica história de Mortal Kombat ™ colidem quando os jogadores assumem o papel de uma variedade de personagens do passado e do presente que devem unir forças para derrotar os exércitos de Outworld de Shao Khan e resolver a crise temporal em jogo.

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Hitman 2 - How to Hitman - #1

O HITMAN 2 é a sequela do videojogo internacionalmente aclamado, HITMAN. Com locais hiper-detalhados, completamente novos e ambientes vivos para explorar, o HITMAN 2 oferece aos jogadores a liberdade de planear o assassinato perfeito utilizando uma variedade de ferramentas, armas, disfarces e uma variedade de técnicas furtivas para desencadear a sua própria corrente de eventos.

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Battlefield V - novo trailer

No trailer “Battlefield V - A Devastação de Roterdão”, os fãs poderão descobrir uma versão nunca antes vista da II Guerra Mundial. O trailer mostra algumas das mecânicas de jogo neste novo mapa, que levará os jogadores a uma batalha intensa pelas ruas da cidade holandesa.

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God of War | Trailer "Flecha" | PS4

A complexa relação entre os dois protagonistas do novo God of War serve de mote para o extraordinário trailer cinemático “flecha” que, pela voz do ator Ricardo Carriço, antecipa os diversos desafios que Kratos e Atreus terão pela frente, nesta inesquecível aventura.

Cinco edições disponíveis em Portugal:

God of War chega a Portugal no próximo dia 20 de abril, e poderá ser adquirido na PlayStation®Store e pontos de venda habituais, e conta com cinco fantásticas edições, ligadas diretamente ao universo da mitologia nórdica e à narrativa do jogo:

Edição Standard, disponível apenas em formato físico (PVP recomendado 69,99 €): inclui versão em Blu-Ray.
Edição Digital Deluxe: disponível apenas em formato digital (PVP 69,99 €): inclui versão digital do jogo, para ser descarregada na PlayStation®Store, a banda desenhada digital da “Dark Horse”, o livro de arte digital da “Dark Horse”, o conjunto de armadura promessa da morte, o escudo guardião do exílio, um tema dinâmico de PS4™ e um DLC extra de reserva com 3 escudos para jogo.
Edição Day One, disponível em formato físico (PVP 69,99€) que inclui versão Blu-ray, um tema dinâmico de PS4™. e que, mediante reserva, incluirá um DLC com 2 escudos e um talismã da sorte eterna – Exclusivo Edição Day One, e um DLC extra de reserva com 3 escudos para jogo.
Edição Limitada, disponível apenas em formato físico (PVP recomendado 79,99 €): inclui versão Blu-Ray, com caixa metálica preta e prateada, com o símbolo dos irmãos Huldra, o livro de arte “Dark Horse” em formato físico, e três conteúdos digitais exclusivos: o set de armadura “Death’s Vow”, o escudo “Exile’s Guardian” e um tema dinâmico de PS4™. Quem efetuar a reserva desta edição receberá também um DLC extra de reserva com 3 escudos para jogo.
Edição Colecionador, disponível apenas em formato físico (PVP recomendado 149,99 €): inclui versão Blu-Ray com caixa metálica preta e prateada com o símbolo dos irmãos Huldra, todos os conteúdos digitais exclusivos incluídos na Edição Digital Deluxe, uma litografia exclusiva, um mapa de tecido Midgard, duas estátuas esculpidas dos irmãos Huldra e uma estátua espetacular de Kratos e Atreus de 23 cm desenhada pela Gentle Giant Ltd. Quem efetuar a reserva desta edição receberá também um DLC extra de reserva com 3 escudos para jogo.
O renascer de um semideus numa história cheia de mitos e magia

Desenvolvido pelo estúdio americano Santa Monica Studio (criadores de todos os títulos desta importante franquia), esta fantástica reinvenção de God of War, aproveita na perfeição a capacidade gráfica da PS4 e PS4 Pro, conseguindo reproduzir na perfeição os mais misteriosos bosques e as mais belas montanhas nórdicas. A narrativa do novo God of War centra-se na relação entre um protetor Kratos e o seu filho Ateus. Consciente do legado sombrio que poderá deixar ao seu filho, Kratos fará o possível para apagar os erros do passado em relação ao filho, enquanto enfrenta novos desafios, perigos, criaturas e deuses.

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Entre Sombras - entrevista Alice Guimarães e Mónica Santos

Depois de terem conquistado dois prémios no “Curtas” de 2015, com «Amélia e Duarte» rodado em technicolor, Alice Guimarães e Mónica Santos viraram-se agora para a estética do film Noir. «Entre Sombras» (2018) desenrola-se nos anos 1940 e tem como cenário a cidade do Porto envolta em mistério, um mundo onde os corações podem ser depositados em bancos e a protagonista se envolve numa aventura em busca de coração selvagem. Conversámos com as realizadoras já depois de receberem o prémio do público do “Curtas” de Vila do Conde deste ano: sobre a origem do filme, a estética, as técnicas de animação utilizadas entre outros assuntos.

O vosso filme é uma bonita surpresa. Falem-nos da génese deste filme: como e quando surgiu a ideia para realizar Entre Sombras?

Começou, entre outras coisas, com uma vontade de fugir do ambiente Technicolor da nossa última curta-metragem "Amélia & Duarte", o que nos levou para o universo do film noir. Queríamos dar outra perspectiva a este sub-género, que nos parecia bastante patriarcal, onde habitualmente a mulher, além de não ter voz, não conseguia sobreviver se tivesse poder ou era aglutinada pelo status quo.

A estética do Film Noir. Qual a razão para esta opção? E a cidade do Porto é o cenário ideal para esta estética?
“Entre sombras”, no que respeita a narrativa, é um filme de detectives em que alguém pede ajuda, quase uma contratação de um detective, para solucionar um crime/mistério.
A nível estético, interessou-nos trabalhar o contraste entre a luz e sombra que assumem um papel principal na ausência de cor tanto na técnica (como, por exemplo, os Homens-Sombra) como na estrutura narrativa (dia/noite/dia).
A cidade do Porto não é a ideal: não há muitos edifícios Art Déco e os que existem estão cercados de elementos modernos, o que para um filme de época, são tidos como ruído. Foi preciso uma adaptação dos espaços e um jogo de cintura da equipa e muito trabalho de pós-produção para que estes edifícios resultassem num todo coerente.

A escolha da técnica de animação “Stop Motion” com recurso à “pixilação”? Quais as razões que estiveram na base da utilização desta técnica? O processo criativo foi mais complexo do que esperavam?
A pixilação é uma técnica que permite usar o corpo e as expressões para demonstrar sentimentos, logo, pareceu-nos importante ter essa ligação humana. A união da pixilação com o stop-motion permite transmitir ideias mais abstratas de modo a construir uma narrativa mais surreal através de metáforas visuais.

“Somos todos Criminosos mas só alguns são apanhados”. O Amor é um crime?
Com o desenrolar do filme, amar, para esta personagem, acaba por ser um jogo de poder: alguém que quer roubar o coração de outrem. Não há reciprocidade amorosa na vida dela, ninguém troca a chave do seu coração. Este discurso também se coaduna com o ambiente daquela cidade, onde os corações são moeda de troca, fazendo parte de um mercado negro.
No entanto, no final, a protagonista não desistiu de procurar o Amor, mantém a chave do seu coração, disponível, no seu peito. Mas, a vida, na qual se incluí o amor, é um jogo de escolhas e para cada decepção amorosa há uma oportunidade de mudar de vida para sempre, lícita ou não.

Temos um homme fatale, a narrativa é contada pela protagonista e o final é um triunfo de afirmação da mulher. Há claramente um ponto de vista feminino neste filme. Concorda?
Sim. O que pretendíamos com este filme era usar as convenções do film noir e fazer um neo-noir em que o papel da mulher estivesse enaltecido e em que o seu final fosse esperançoso e não castrador de alguma forma.

O filme acaba de conquistar o prémio do público no “Curtas” deste ano. Qual a importância deste prémio?
É muito importante, porque é uma prova física que o filme comunica bem o que queremos dizer, que chega às pessoas e as toca de alguma forma.

Como foi trabalhar em conjunto, novamente, depois da bem-sucedida experiência anterior em “Amélia & Duarte”? Vocês já se conhecem há muito tempo?
Em ambos os projectos, o trabalho em conjunto permite-nos dividir tarefas e ter um controlo criativo maior sobre todos os aspectos do filme, mesmo antes de começar as filmagens, o que para um filme de animação é crucial.
Este projecto foi mais desafiante do que “Amélia & Duarte”, porque em termos de produção era mais complexo: trabalhamos com uma equipa muito maior, o universo do filme é bastante mais lato e em algumas cenas tínhamos de animar muitas personagens em simultâneo.
Conhecemo-nos desde a faculdade, e já tínhamos trabalhado nessa altura num projecto da Porto 2001.

*A Académie des Arts et Techniques du Cinéma anunciou, a 23 de Janeiro, os nomeados aos prémios César de 2019. A 44ª edição da cerimónia, que acontece no próximo dia 22 de fevereiro na Sala Pleyel (Paris), com transmissão direta no Canal+, contará com a presença de «Entre Sombras» na categoria de Melhor Curta Metragem de Animação.

Entrevista publicada na Metropolis nº 62 (Setembro 2018)

Black Panther - Chadwick Boseman

Como era a sua ligação à Marvel, antes de trabalhar nos filmes?
Sou um fã. Tinha visto os filmes do "Homem de Ferro", os "Capitão América" e "Os Vingadores". Então, como fã, já conhecia algumas das personagens.
Não sou o tipo de pessoa que cresceu a colecionar livros de banda desenhada, mas sabia tudo da personagem de Black Panther de ler. E do desenho animado de Reginald Hudlin.

Como é que esta personagem o interessou?
É um super herói, não é apenas um rei. Também é muito inteligente. Há uma sensação de James Bond na personagem. Acho que a quantidade de responsabilidade que tem quer como super herói, como rei, é interessante.
Há muitos conflitos do mundo real que é possivel trazer para a personagem. Não se sente que se está apenas a interpretar um homem com um fato, mas uma personagem com conflitos e bem sucedida. Quando vamos fazer um super herói, queremos realmente atuar e tornar-nos num melhor ator. E acho que culturalmente falando, não há muitas oportunidades para se interpreter um super herói negro. Está a abrir-se novos caminhos e fazer parte disso é algo especial.

Como é fazer parte do UCM?
Bem, existe uma grande excitação com a oportunidade de se fazer um filme independente, baseado na forma como a personagem ficou no último filme. Sinto que foi um sucesso e que deixamos as pessoas com vontade de mais. Senti essa emoção de fora, de pessoas que viram o último filme e definitivamente sinto que há uma grande motivação na Marvel, do que podem fazer com isso.

Qual foi a sua reação ao argumento?
Fiquei feliz. Fiquei feliz por estar no caminho certo desde o início. Ryan [Coogler] foi muito cuidadoso de quando me deixaria lê-lo. Mas, senti-me confiante de que estava a ir na direção certa.

Os pontos de vista de cada personagem fazem sentido?
Sim, fazem. Não são apenas coisas explodindo e pessoas a voar, ou cenas de luta. Cada personagem é uma peça.

Em que fase encontramos Black Panther?
Em "Capitão América: Guerra Civil", sabemos que perdeu o pai. É um príncipe e está a aperceber-se do que isso significa. Em " Capitão América: Guerra Civil ", passa o filme a tentar vingar-se da morte do pai. Neste filme, vemos que está a lidar com a morte do pai e com a responsabilidade de se tornar no novo rei. E se é digno disso. Acho que ao recomeçarem no lugar onde deixaram a personagem, foi das melhores decisões, porque lhe dá algo por que lutar.

O que acha do processo de leitura em grupo?
Gosto do processo. Não apenas para este filme, mas mesmo em trabalhos anteriores, acho que é uma boa forma das pessoas entrarem no trabalho. Podemos fazer a leitura de grupo de forma muito objetiva ou apenas sob um ponto de vista forte. Temos a oportunidade de perceber como as pessoas querem trabalhar. Gosto deste processo, para perceber os outros atores.

O que achou do elenco?
Não fui surpreendido, porque conversamos sobre a maioria das pessoas que fariam o casting. Só esperava que conseguissem mesmo as pessoas sobre as quais conversamos. E conseguiram, o que diz muito sobre o filme em geral, sobre a Marvel Studios e o próprio argumento.

Existem diferenças no fato?
Sim. Há algumas melhorias no fato, devido à irmã de Black Panther, Shuri.

Qual o estilo de realização de Ryan Coogler?
Desde o momento em que aceitou o trabalho e em que tivemos as nossas primeiras conversas, que o seu processo foi muito aberto e colaborativo. Ele escuta e tomou decisões importantes, mesmo quando ainda estávamos nos estágios iniciais do processo.

Como foram as suas conversas iniciais com Ryan Coogler?
Tentamos construir algo sobre o que já existia. Neste filme, temos a oportunidade de sermos mais minuciosos do que no último, porque na outra história, Black Panther era uma personagem secundária. Neste, tem que mostrar muitos mais aspectos. Falamos sobre quais seriam esses aspectos e sobre os que queriamos mostrar.

Como foi o treino para o filme?
Correu muito bem. Obviamente que foi intenso e muito trabalhoso. Mas foi bom colaborar com essas pessoas sobre o estilo de movimento. Para mim, essa é uma das coisas mais divertidas. É como dançar. Queria garantir de que existia um movimento africano fidedigno, assim como artes marciais africanas para contar a história de Wakanda, também como um país militar. E eles foram completamente abertos a tudo isso. Às vezes, sentiamos que estávamos a treinar para uma luta real. Foi muito divertido.

Em que difere Black Panther dos outros heróis Marvel?
Uma coisa que para mim se destacou, mesmo na banda desenhada, é que é um estratega, um líder mundial. Essa é uma responsabilidade que normalmente os super heróis não têm. Para além disso, tem que cuidar de uma nação inteira, pensar no lugar da nação no globo e como afetam o resto do mundo. Acho que essa é a principal diferença entre Black Panther e os outros heróis.

O que espera que este filme ofereça?
Acho que se quer o fator "wow". Queremos que as pessoas saiam e digam "wow". Queremos isto por todos os diferentes motivos - as performances, o espetáculo, as cenas de luta, tudo isso.
Acho que parte do motivo para se fazer este filme, é que muda de perspectiva. As pessoas podem ver um super herói sob um ângulo, complexidade ou uma visão do mundo diferente. Acho que também queremos isso e que no final do dia fiquem maravilhados com tudo isso.

«Black Panther» está nomeado para 7 Oscars.

Entrevista publicada na Metropolis nº57

O mundo segundo (o cinema) de Tiago R. Santos

De “miúdo tímido” que anunciava, assustado e em plenos pulmões, a aproximação dos Gremlins a argumentista de alguns dos maiores sucessos recentes do cinema português não foi um passo. Tiago R. Santos tentou o Jornalismo, trabalhou, estudou e escreveu nos Estados Unidos e, em 2007, colaborou pela primeira vez com o realizador António Pedro Vasconcelos em «Call Girl» (2007). Em 2018, e depois de outras parcerias igualmente frutuosas, a dupla leva aos cinemas «Parque Mayer» (2018), uma narrativa ousada que coloca em destaque um dos principais tesouros da cultura em Portugal.

Tiago R. Santos gosta de contar histórias. Em toda a conversa com a METROPOLIS, no coração de Lisboa, é este o elemento constante: a vontade e o prazer inato em partilhar narrativas com o mundo. A mais recente é «Parque Mayer» (2018), protagonizada por Francisco Froes, Daniela Melchior e Diogo Morgado, que recria o imaginário bem português da revista da década de 30, que é indissociável do crescimento da ditadura e do Estado Novo. Ali, falam-se de coisas sérias: há humor, paixão e todas as componentes da comédia e do romance, mas não se pode ignorar a mensagem mais profunda, assente na limitação da liberdade, do discurso e, lá está, de tudo o resto que é próprio do teatro, do cinema e da vida.

Assim como um espelho, foi o grande ecrã que revelou a Tiago R. Santos mais sobre si – o detalhe do olhar, o poder dos gestos, o ‘plateau’ que compõe a cena. O fascínio natural tornou-se cada vez mais forte e, com o passar do tempo, a tela revelou também mais sobre os outros e aquilo que o rodeava. Falava a linguagem de Tiago. Se muitos queriam ser os atores Uma Thurman e John Travolta em «Pulp Fiction» (1994), o versátil autor queria ser Quentin Tarantino – ou, pelo menos, o “tipo” que se tinha lembrado de toda aquela loucura dramática, e se tinha divertido a escrevê-la. Mas esta história começa mais cedo, ainda na infância de Tiago, um rapaz que alugava filmes e ia ao cinema com os pais. “Interessei-me pelo cinema porque era um miúdo tímido e havia um clube de vídeo no Centro Comercial da Portela e, desde cedo, alugava três filmes por dia”, revela o argumentista à METROPOLIS.

Apesar disso, a relação de Tiago com o cinema nunca foi uma brincadeira de criança: “Sempre tive uma reação muito visceral com o cinema, sempre acreditei que aquilo era um bocado a sério”, confessa o autor, recordando um episódio na estreia de «E.T. - O Extra-Terrestre» (1982). “Saí a correr cheio de medo quando o ET aparece no meio do milho”, conta. Não foi caso único, claro: “A minha mãe adora contar a história de que, quando me levou a ver o «Gremlins - O Pequeno Monstro» (1984), eu gritava para o ecrã e avisava as pessoas de que os Gremlins estavam atrás delas”, lembra. Embora se tratasse de uma relação muito especial, Tiago demorou a perceber que podia, efetivamente, fazer daquilo a sua vida. “Como vivemos em Portugal, demorei algum tempo até perceber que poderia trabalhar em cinema... Há tão pouca produção, a maior parte dos filmes que eram produzidos tinham uma linguagem que a mim não me dizia grande coisa”, admite, acrescentando que “pensei que iria trabalhar em cinema mas como jornalista ou crítico, tanto que comecei a trabalhar como jornalista”.

Pode ler o artigo completo na Metropolis número 65

Outlander - Sam Heughan

O desafio de dar corpo a Jamie Fraser não se afigurava fácil, uma vez que a personagem já tinha uma vida própria nos livros, mas Sam Heughan esteve à altura. Em Portugal o ator só marcou presença na sua versão em cartão, mas além-fronteiras disse de sua justiça o que podemos esperar dos próximos episódios de «Outlander».

Qual é o motor desta temporada?
É sobre amor e família. O Jamie finalmente tem as pessoas que ama perto de si, mas continua sem ter uma casa. Mas agora estão na Carolina do Norte, e ele percebe que é um local maravilhoso para começar uma nova vida. É uma oportunidade tremenda para o Jamie.

Conta-nos mais sobre isso.
É a primeira vez que vemos o Jamie e a Claire como família. Agora eles finalmente podem descansar e recarregar baterias. É muito bom ver uma amostra de como eles são como família. Sem spoilers, eles têm a oportunidade de experienciarem ser avós. Tornaram-se uma geração mais velha, a cuidar dos mais novos.

Então é um mar de rosas para o Jamie?
Nem por isso. Vendo de fora parece estar no controlo, mas continua um pouco perdido. Ele foi criado para ser dono de terras, mas teve de desistir das suas propriedades na Escócia e agora tem de encontrar uma casa na Carolina do Norte. Ele também cresceu com a ideia de ser o financiador, mas inicialmente na Carolina do Norte ele não tem como fazer isso. Mas como sabemos, ele acaba sempre de cabeça erguida.

Ele sente-se fora da zona de conforto na Carolina do Norte?
Não. A Carolina do Norte é surpreendentemente parecida com a Escócia. Fui lá e é realmente muito parecida. Há abetos Fraser por todo o lado, é por isso que os escoceses se instalaram lá originalmente. A paisagem à volta das Montanhas Blue Ridge é incrível. É uma região indomável e vasta.

Que outros desafios enfrenta o Jamie na Carolina da Norte?
Ele rapidamente se vê envolvido nas políticas do Novo Mundo. Desesperado para assentar, tem de alcançar um acordo com os ingleses, os seus maiores inimigos.

Mas o Jamie também tem de lidar com os nativos, certo?
Sim. Há um bom entendimento entre os escoceses e os nativos, pois têm os mesmos valores. Eles têm a mesma ligação à terra e ao mar e são guerreiros longe da sua terra. Temos momentos de partilha ao longo da temporada, há muitos momentos em que estes guerreiros revelam o seu respeito mútuo. Também integram e assimilam as culturas uns dos outros. É isso que é maravilhoso sobre a América, é um incrível ‘caldeirão’ de culturas.

Que outros pontos em comum têm os nativos e os escoceses?
Os rituais dos nativo-americanos são fascinantes, e têm certas parecenças com os rituais escoceses. Os nativos diziam o seu nome todas as manhãs de forma a chamar os seus antecessores. Os escoceses faziam o mesmo. Antes da batalha, eles apelariam à assistência dos seus antepassados.

Vislumbras diferentes facetas do Jamie nesta temporada?
Absolutamente. O que é intrigante este ano é que podemos ver todas as facetas do Jamie. Podemos ver o seu lado emocional, o intelectual e o físico. Mostramos o seu interior e tornamo-lo uma personagem da qual as pessoas gostam.

Qual consideras o maior desafio em «Outlander»?
A parte física, é uma série muito física. Em muitos dias, eu e a Caitriona estamos em condições extremas. Ou estamos a congelar e encharcados ou a ferver. É como correr uma ultra-maratona! Também temos de fazer tudo muito depressa. Temos apenas um dia para nos prepararmos para novos desafios, seja andar de cavalo, tratar da carne de um cervo ou aprender francês. É uma das vantagens de trabalhar nesta série, enfrentar sucessivamente novos desafios.

«Outlander» é bastante inflexível na sua representação da violência, não é?
Sim. Mostramos muita violência e violações porque eram usadas como arma na altura. A violência prevalecia naquele período, e ainda não nos afastámos disso. No entanto, claro, temos muito cuidado relativamente à forma como ilustramos isso. São as cenas mais difíceis de filmar, e são sempre discutidas em grande detalhe com os argumentistas e realizadores.

outlander 2

Porque é que «Outlander» se tornou tão popular?
A série tem muitos fãs porque é sobre um amor duradouro entre duas personagens adoradas pela audiência, e com as quais fazem esta jornada. A localização também está sempre a mudar: podes estar em Paris num certo minuto e nas Caraíbas no seguinte. Nunca é o mesmo, as possibilidades não se esgotam. Há também muita intriga no facto de os espectadores saberem como a História vai afetar o seu destino.

O que pensas sobre os fãs dedicados de «Outlander»?
São óptimos. Estou maravilhado com o facto de eles ainda nos apoiarem, especialmente quando não estamos no ecrã há algum tempo e tivemos um longo “Droughtlander”. Pedimos desculpa. Demora tanto tempo a fazer, mas é uma série de grande dimensão. Tentamos manter as nossas localizações em segredo, mas os fãs encontram-nos sempre. Mas é brilhante que gostem mesmo do que nós estamos a fazer. É fantástico sermos tão bem recebidos pelo público e pela crítica. Temos muita sorte, já que as pessoas nos continuam a acompanhar ao fim de quatro anos.

Que impacto teve «Outlander» na tua vida?
A minha vida mudou completamente desde que entrei em «Outlander». É incrível como a série cresceu nos últimos quatro anos. O sucesso de «Outlander» aumentou o turismo, e também o próprio comércio local. Beneficiou realmente a Escócia.

Finalmente, vamos ver o Jamie de kilt esta temporada?
Está o kilt de volta? Consigo ver os títulos! Não posso revelar!

[Artigo publicado na Revista Metropolis nº 64 - Novembro 2018]