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Actualizado às 12:37 PM, Feb 14, 2020

The New Pope

Depois de ter sido o “Young Pope”, Jude Law está de volta no spin-off de Paolo Sorrentino, na excelente companhia de John Malkovich, com arranque marcado para 14 de janeiro. Na sequência de uma primeira temporada muito ousada e promissora em 2016, Sorrentino sobe a parada e coloca Papa contra Papa, com o “novo Papa” João Paulo III assumir a liderança perante a queda anunciada da personagem de Law. O problema é que este consegue sobreviver e fica a pairar, qual fantasma, sobre o Vaticano...

Avenue 5

Depois de «Veep», o seu criador presenteia-nos com «Avenue 5» [foto], que traz Hugh Laurie, o eterno House, como capitão Ryan Clark. Ao contrário do icónico médico, Laurie é agora uma figura bem-disposta, responsável pelo comando de um cruzeiro espacial de luxo. O ambiente de descontração do veículo depressa eclipsa, quando a aparente viagem de sonho se transforma em pesadelo, e todos entram em pânico. Destaque ainda para a presença no elenco de Josh Gad, Zach Woods e Lenora Crichlow. Estreia dia 20 de janeiro.

Sex Education Temporada 2

Um dos sucessos da Netflix em 2019 está de volta a 17 de janeiro para uma segunda temporada. «Sex Education», que tem Asa Butterfield e Gillian Anderson nos principais papéis, retrata a história de uma psicoterapeuta sexual e do seu filho, que encontra a popularidade ao ajudar os colegas com os seus dilemas sexuais. A série promete trazer temas mais polémicos do que nunca, com Otis (Butterfield) a descobrir também mais sobre a sua própria sexualidade, ao mesmo tempo que novas personagens e problemas “abanam” a narrativa.

Manifest

A temporada inicial surpreendeu e atraiu uma considerável legião de fãs, que poderão continuar a acompanhar a trama na HBO. O mistério está longe de encontrar um desfecho e, ainda a recuperar de um tiroteio, a família Stone depara-se com um desafio maior do que nunca. Josh Dallas parece ter encontrado novo “conto de fadas” após o final de «Once Upon a Time», com o seu Ben a, ainda assim, estar longe de encontrar um final feliz. Também Michaela (Melissa Roxburgh) tem um caso penoso em mãos...

Mr Mercedes

A história de Stephen King provoca calafrios desde o primeiro episódio, no qual um homem misterioso num Mercedes atropela uma multidão que aguarda o início de uma Feira do Emprego. A plataforma AXN Now já tinha sido o palco da estreia da série em Portugal, que em janeiro regressa para uma segunda temporada. Agora, a trama revela uma maior dimensão sobrenatural, que adensa o mistério em torno do confronto épico entre as personagens de Brendan Gleeson e Harry Treadaway.

Looking For Alaska

Quando é atirado para o "vazio", Miles Halter (Charlie Plummer) partilha com o espectador uma das suas fragilidades: apesar de ser obcecado com últimas frases de pessoas conhecidas antes de morrerem, é péssimo a idealizar a sua.

Porque, embora «Looking for Alaska» se desenvolva a um ritmo fluído e fortemente apoiado pelo estilo literário, sobretudo ao nível do argumento adulto e longo, pouco habitual entre adolescentes, a vida não tem a criatividade de um livro. E este fosso entre uma história pensada ao pormenor de cada palavra com a iminência da deceção perante o risco presente da morte, molda as personagens e o que esperamos delas.

Mas nem só de tragédia vive a mais recente aposta da HBO. É caso para dizer, adaptando: quer não quer ser de nicho, não lhe vista a pele. Josh Schwartz (uma das mentes por detrás de «The O.C», «Chuck» e «Gossip Girl») e Stephanie Savage, os criadores por detrás desta adaptação do livro de John Green com mesmo nome, criam uma série à medida de quem leu a obra original, publicada em 2005, ao mesmo tempo que piscam o olho a quem tem devorado dramas juvenis como «Por Treze Razões» ou «Sex Education».
Miles Halter é o protagonista e narrador desta história. Numa escola nova, fora da sua zona de conforto e perante os desafios e experiências próprios da adolescência, tenta encontrar o seu "grande talvez". O épico prometido por um qualquer poeta francês às portas da morte, na dúvida do que vem depois do fim; as frases antes do último suspiro são, aliás, uma das relíquias que Miles mais gosta de partilhar. Será este "grande talvez" Alaska (Kristine Froseth), a jovem aventureira e misteriosa que integra o seu grupo de amigos?
Numa linguagem adulta e "literária", os jovens do secundário têm, a espaços, conversas bastante elaboradas e pouco comuns na idade, algo que destoa do habitual argumento da televisão juvenil. Tal acontece num esforço por preservar o ambiente criado no livro original, muito introspetivo e assente em questões existenciais fortes, que marcam o rumo das personagens centrais.

Por entre os seus pensamentos ensurdecedores, encontra-se a descoberta do primeiro amor, dos que surgem entretanto, e de um futuro que está cada vez mais perto. Ou do passado que teima em não permitir que esse passo se dê com firmeza. Entre os momentos de sofrimento e de euforia, encontra-se a dúvida que, em maior ou menor escala, marca o crescimento de toda a gente.

O final anuncia-se trágico desde o primeiro momento, ainda que com muitos pontos de interrogação. Além da forte componente narrativa, de ambientação muito próxima da literária, como já referido, «Looking for Alaska» reúne os ingredientes-tipo que se esperam de uma série do género: romance, bullying, intriga e muita incompreensão. Desenhada para não desagradar aos fãs de Green, promete arrecadar também alguns adeptos entre os espetadores mais céticos. Já o elenco jovem tem qualidade, merecendo ainda destaque Timothy Simons («Veep») e Ron Cephas Jones («This is Us»).

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«Simplesmente Aterrador» - crítica

«Simplesmente Aterrador» («Creeped Out», no original) é uma espécie de “A Quinta Dimensão” com rodinhas de apoio. É uma antologia de contos de terror, fantasia e ficção-científica direccionada a um target infanto-juvenil. E dentro da oferta disponível, seja em que género for, para uma faixa etária que está a dar os primeiros passos na ficção televisiva, é um produto digno de referência e de louvor. Apesar de tudo nos dias de hoje, o cinema tem sido mais enriquecedor na aquisição de conhecimento e de espírito crítico entre as camadas mais jovens. É de certa forma paradoxal, considerando que para o público adulto, a produção televisiva tem-se mostrado tão ou mais relevante do que o cinema.

Os episódios de «Simplesmente Aterrador», que já tem duas temporadas disponíveis, variam entre o simples cautionary tale (a fábula que traz uma lição de vida) até ao puro terror, passando pelo perturbador, mas em doses inoculantes. Ou seja, são a vacina que os mais jovens precisam para, no futuro, e seguindo uma ordem lógica, entrarem no universo dos “Contos Assombrosos”, de Steven Spielberg, ou de “A Quinta Dimensão”, de Rod Serling, sem grandes riscos de morrer de medo ou ganharem traumas para a viada.

Não que «Simplesmente Aterrador» não tenha um ou outro episódio que instigue pesadelos, mas os (pequenos) sacrifícios de hoje serão as (grandes) vitórias de amanhã. Numa época em que a qualidade da oferta infanto-juvenil se rendeu ao desinteressante, desmiolado, desesperante, e outras coisas começadas por “des”, «Simplesmente Aterrador» é uma réstia de esperança para qualquer progenitor (regra geral do género masculino) que deseje ver o seu filho ou filha a ver algo muito — mas mesmo muito! — melhor e mais educativo do que o “Acampamento Kikiwaka”.

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Pearson

Uma das personagens mais populares de «Defesa à Medida», Jessica Pearson, ganhou uma série em nome próprio. Estreia em Portugal é no TVSéries, a 27 de julho.

Na série da entretanto duquesa Meghan Markle, Gina Torres era a rainha. A sua personagem, Jessica Pearson, era a mulher que mandava num mundo de homens, onde Harvey (Gabriel Macht) e Mike (Patrick J. Adams) eram os protagonistas. Como tal, numa altura prolífera em spin-offs, onde o final de uma série popular é raramente o final definitivo, não é de estranhar que o USA Network tenha apostado em Gina Torres para estrelar o legado de «Defesa à Medida» [Suits, no original]. Em Portugal, «Pearson» acompanha a emissão da 9ª e última temporada da série original, no TVSéries.

O lançamento da premissa aconteceu em 2018, com o último episódio da sétima temporada a contar com Jessica Pearson e outras personagens que agora reencontramos em «Pearson». Ironicamente, a sua maior opositora, Keri Allen, que à data foi interpretada por Rebecca Rittenhouse, foi substituída e é agora interpretada por Bethany Joy Lenz («One Tree Hill»). Responsável por Jessica ter ficado sem licença para exercer advocacia, Keri é também o rosto da lei na Câmara de Chicago, que a ex-advogada e Harvey tentam derrotar na sequência de uma polémica relacionada com a Habitação. Sem sucesso na sua demanda, Jessica acaba por ser contratada pelo Presidente, Bobby Golec (Morgan Spector), que a deixa “trabalhar de dentro”, desde que desista da queixa. Mas um dos focos de interesse fica logo na futura interação entre Keri e Jessica.

Para quem esperava que Jessica regressasse à advocacia na sequela, vê-la numa trama mais política tem um sabor algo agridoce, ainda que ver Gina Torres assumir o protagonismo pela primeira vez a solo seja razão suficiente para ligar a TV. Depois do papel mais secundário em «Defesa à Medida», a personagem pode finalmente crescer livremente, num universo novo e com novas storylines. No entanto, Jessica faz esta viagem quase sozinha, já que falta ao elenco que a acompanha o carisma que tanto caracterizava a série-mãe.

Embora este tipo de séries sejam frequentes no nosso calendário televisivo, há uma tentativa clara dos criadores Daniel Arkin e Aaron Korsh (o criador de «Defesa à Medida») procurarem uma linguagem menos óbvia. Perante os clichés de corrupção política e jogo de interesses, emerge uma Jessica Pearson mais forte do que nunca, capaz de pensar estrategicamente cada um dos seus passos, a fim de levar avante os seus objetivos, nomeadamente tentar – ao contrário do seu pai – ajudar a família. Quase como a heroína de um drama sem superpoderes, a personagem é dona e senhora de todas as atenções, potenciando a faceta que já conquistara adeptos em «Defesa à Medida».

Dito isto, é preciso muito mais para a série se aguentar no mundo competitivo da TV, onde a oferta é tão intensa e o sucesso não está garantido. As histórias secundárias são previsíveis, as personagens que as vivem são excessivamente lineares e só a genialidade de Gina Torres vai mantendo o interesse no argumento. É certo que a aposta dos produtores escapou ao esperado, mas isso nem sempre é uma coisa boa. Tendo em conta o público-alvo de «Pearson», na sua maioria quem já seguia «Defesa à Medida», talvez tenha sido uma jogada demasiado arriscada, ao mudar completamente o habitat de Jessica. Mas uma coisa é certa: os mais fortes adaptam-se sempre, e ela já deu sinais da sua força.

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