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Actualizado às 3:34 PM, Mar 25, 2020

«Mosley e a Cidade Secreta» - animação

MOSLEY e a sua família de Torifantes de quatro patas vivem numa quinta isolada que pertence a SIMON, um camponês sombrio e mesquinho. Uma noite, após passar o dia inteiro a lavrar, Mosley é surpreendido pelo filho RUE que lhe diz que descobriu algo mágico na floresta próxima da quinta. BERA, a esposa grávida de Mosley, encoraja-o a ir com o filho. Embora cansado, Mosley segue o filho floresta adentro e descobre o motivo do entusiasmo de Rue: uma gruta com gravuras ancestrais nas paredes. São Torifantes, semelhantes a Mosley e Rue, mas que andam em duas patas, com as Costas Direitas! Seriam assim os Torifantes do passado? O que teria acontecido para se tornarem criaturas sem mãos e de costas arqueadas? É isto que Mosley irá tentar descobrir, partindo numa aventura incrível para tentar libertar a sua família.

«Frozen 2» - antevisão

Como não lembrar de “Let it go”? A música é uma das mais famosas dos últimos anos do Cinema e faz parte de «Frozen: O Reino do Gelo», um estrondoso sucesso da Disney: a obra tornou-se no filme de animação com melhores receitas de sempre, superando os 1,2 mil milhões de dólares, além das receitas em merchandising. Com uma narrativa um pouco diferente de outros filmes da Disney, as princesas da obra são duas irmãs, com o foco da história a ser a relação de ambas, com os personagens masculinos a terem uma importância mais reduzida. Juntamos, ainda, um par de músicas orelhudas e carismáticas e dois Óscares nas categorias de Melhor Filme de Animação e Melhor Música Original para, claro, “Let It Go”.

A sequela chega seis anos depois e Kristen Bell, que dá voz a Anna, revela que os personagens também cresceram. Desta vez, a poderosa Elsa vai enfrentar as águas do oceano e contar com a ajuda de Anna, Kristoff, Olaf e Sven para descobrir a verdade sobre os seus poderes mágicos enquanto tentam perceber se estes são suficientes para derrotar uma nova ameaça ao reino de Arendelle. A equipa de sucesso do primeiro filme está de volta, entre os realizadores Chris Buck e Jennifer Lee, bem como as vozes do elenco, como Idina Menzel, Jonathan Groff, Josh Gad e Santino Fontana, além das novas adições de Evan Rachel Wood e Sterling K. Brown.

A música é, sem dúvida, um elemento muito importante da obra, pelo que o par de compositores Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez também regressa com novas canções, bem como o responsável pela banda sonora instrumental, Christophe Beck. Há uma grande expectativa para conhecer as novas músicas e se estas terão o mesmo sucesso de “Let It Go”, ao que Idina Menzel, intérprete de Elsa, responde: “Temos ‘Into the Unknown’ e “Show Yourself”, que é bastante espetacular. Todos me perguntam se é a próxima “Let It Go”. É difícil. Tudo o que sei é que essa música realmente me comoveu quando a ouvi e comoveu-me ainda mais quando a estava a cantar”.

História: Elsa (Idina Menzel), Anna (Kristen Bell), Kristoff (Jonathan Groff), Olaf (Josh Gad) e Sven deixam Arendelle rumo a uma floresta antiga de uma terra encantada. O objetivo do grupo é descobrir a origem dos poderes de Elsa de forma a conseguirem salvar o reino de uma nova ameaça.
Realizadores: Chris Buck e Jennifer Lee («Frozen: O Reino do Gelo», 2013)
Elenco (vozes): Idina Menzel, Kristen Bell, Jonathan Groff, Josh Gad, Evan Rachel Wood, Sterling K. Brown

  • Publicado em Feature

«Abominável» - trailer

Uma co-produção da DreamWorks Animation e Pearl Studio, “Abominável” leva o público numa aventura épica com mais de 3.000 km, desde as ruas de uma cidade chinesa até às magníficas paisagens cobertas de neve dos Himalaias.

Quando a adolescente Yi (Laura Dutra) se depara com um jovem yeti no telhado do prédio onde mora, em Xangai, ela e os seus amigos – Jin (André Raimundo) e Peng (Lourenço Serrão), dão-lhe o nome de Evereste e embarcam numa fantástica missão para reunir a criatura mágica com a família no ponto mais alto do mundo.

No entanto, o grupo de amigos terá de ficar um passo à frente de Burnish (José Pedro Gomes), um homem rico que tenciona capturar o yeti, e da zoologista Dra. Zara (Vera Kolodzig); para ajudarem Evereste no regresso a casa.

“Abominável” é escrito e realizado por Jill Culton (“Open Season – Boog e Elliot Vão à Caça”, “Monstros e Companhia”, “Toy Story 2 - Em Busca de Woody”) e produzido por Suzanne Buirgy (“O Panda do Kung Fu 2”, “Home: A Minha Casa”) e Peilin Chou, do Pearl Studio. O filme tem produção executiva de Tim Johnson (“Pular a Cerca”, “Home: A Minha Casa”, “A Formiga Z”), Frank Zhu (“Checked In” e “Lotus Code”) e Li Ruigang (“O Panda do Kung Fu 3”) e é co-realizado por Todd Wilderman (“Trolls”, “Os Croods”).

A Família Addams - trailer

Realizado pela dupla Greg Tiernan e Conrad Vernon (Shrek 2, Madagáscar 3, Monstros vs. Aliens, Salcinha Party), A Família Addams é a primeira adaptação em animação para o grande ecrã da popular série de cartoons que Charles Addams criou para a New Yorker sobre uma excêntrica, misteriosa e macabra família.

Neste filme, a família da mansão em ruínas no topo de uma colina em Nova Jersey, tem um novo vizinho - o fenômeno da TV Margaux Needler – que está a construir uma comunidade pré-fabricada, plástica e colorida. Quando o nevoeiro levanta, Margaux fica desconcertada ao ver a mansão da Família Addams - a única coisa que fica entre si e o seu sonho de vender todas as casas do bairro e ser adorada como uma personalidade de TV para sempre.
Enquanto isso, Pugsley terá de enfrentar um ritual de passagem para provar que está pronto para se tornar um homem da Família Addams e Wednesday faz amizade com a filha de Margaux, Parker, dando início a atividades ‘normais’ como frequentar a escola pública, pertencer à claque ou usar fitas cor de-rosa.

A versão original do filme conta com as vozes de Oscar Isaac (Gomez), Charlize Theron (Morticia), Chloë Grace Moretz (Wednesday), Finn Wolfhard (Pugsley) e Allison Janney (Margaux).

O filme chega às salas de cinema nacionais a 31 de outubro, data em que se comemora o Halloween, quer na versão dobrada, quer na legenda em português.

«Planeta Willy» - trailer

Após a destruição da sua nave, o pequeno Willy separa-se dos pais com quem viajava através do espaço. A sua cápsula de resgate aterra num planeta selvagem e inexplorado. Com a ajuda de Buck, um robô de sobrevivência, ele tem de esperar até à chegada da missão de resgate. Até lá, Willy, Buck e Flash, um alienígena com quem travaram amizade, descobrem o planeta: a sua fauna, a sua flora, mas também os seus perigos.

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«Ruben Brandt, Colecionador» - crítica

A projeção começa. Vemos um caracol a surgir nos carris. Um comboio aproxima-se e uma voz sussurrada inquire: “É uma animação?” É sim, cara voz, e das muito boas. O realizador esloveno, Milorad Krstic, e a sua equipa criam um deleite para os sentidos, para a curiosidade e a fantasia humanas.

Ruben Brandt (Iván Kamarás) é um famoso psicoterapeuta que durante sonhos sofre ataques de diferentes obras de arte, isto é, existem 13 pinturas famosas que o desejam matar quando este fecha os olhos. Para conquistar os seus problemas, terá de os possuir, como diz o próprio Brandt, portanto, com a ajuda dos seus pacientes, peritos em furtos, irá encetar uma operação internacional para “adquirir” todos os seus “assassinos”. Porém terão à perna não só o detetive privado Mike Kowalski (Zalán Makranczi), mas também vários interessados em obter as recompensas milionárias pela devolução das obras furtadas.

Eis a história imaginada e escrita por Milorad Krstic, que junta o ambiente dos film noir, com o “toque e foge” dos polícias e ladrões, entrando pelo mundo onírico, e tudo desenhado por mãos hábeis que foram beber ao cubismo. Três olhos ou mais, corpos de diferentes dimensões, cabeça com duas faces, assim são as personagens, mas é o universo da animação que nos permite isto e muito mais. Um elogio à imaginação desenfreada dos artistas, sejam animadores, sejam pintores ou músicos. O filme húngaro será, então, uma homenagem, uma coleção íntima, que faz uso do pastiche ao longo da película. Por isso, um dos exercícios que poderá ser feito é o do tentar decifrar, descobrir, quer as referências cinematográficas, quer as referências e presenças de obras de arte e de música (nos créditos finais poderão confirmar as vossas suspeitas). A lista é vasta e eclética, vai desde Botticelli, Picasso ou Hopper até Mozart, Radiohead e Britney Spears – não esquecer o cinema. Horizontes amplos. No entanto, esse é um dos problemas do filme: há uma inundação de referências. Por vezes, perdemo-nos, já não sabemos para onde olhar, pois tudo nos assalta a uma grande velocidade. Muitas vezes não acompanhamos o comboio.
Todavia, no fim da animação temos vontade de o ver outra vez e ficamos à conversa com a voz sussurrada, partilhando opiniões, leituras e referências caçadas. É um belo filme que só poderia ser feito em animação, pois como refere Milorad Krstic numa entrevista: não se esqueçam que no mundo da animação, a imaginação e a beleza estão além da lógica e da verdade

[crítica publicada na revista Metropolis nº68 - Maio 2019]

quatro estrelas

«Toy Story 4» - antevisão

As histórias de Woody e do seu parceiro de aventuras Buzz Lightyear há muito que encantam as crianças de todo o mundo. «Toy Story: Os Rivais» (1995) foi a estreia dos personagens e deixou também marca no Cinema, sendo considerado o primeiro filme de animação a ser realizado totalmente através de computação gráfica. A obra foi também a primeira longa-metragem dos estúdios Pixar, iniciando um percurso de grande sucesso para os estúdios. Seguiram-se «Toy Story 2 - Em Busca de Woody» (1999) e «Toy Story 3» (2010), que voltou a fazer História, ao tornar-se no primeiro filme de animação a ultrapassar os mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais.

«Toy Story 4» não tem tido, contudo, um percurso fácil. Em desenvolvimento desde 2014, o lançamento foi adiado um ano após a saída de John Lasseter, realizador e fundador da Pixar, em consequência de acusações de assédio sexual. Os argumentistas originais da obra, Rashida Jones e Will McCormack, também saíram do projeto, alegando, em comunicado, que a Pixar tem uma cultura “em que mulheres e pessoas de cor não têm uma voz criativa igualitária”.

toy story 4 b

Para conseguir levar este filme a bom porto, entrou em ação Josh Cooley. «Toy Story 4» será a primeira longa-metragem que realiza, após ter assinado as curtas-metragens «George and A.J.» (2009) e «Riley's First Date?» (2015), obra que surgiu no seguimento de «Divertida-Mente» (2015), um dos mais marcantes filmes de animação dos últimos anos, pelo qual Cooley recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Argumento Original.

O compositor Randy Newman está de regresso e assina, mais uma vez, a banda-sonora. Ao longo da carreira, Newman conta com 20 nomeações aos Óscares e duas estatuetas conquistadas, uma delas por Melhor Música, “We Belong Together”, de «Toy Story 2 - Em Busca de Woody». A inesquecível canção “You’ve Got a Friend in Me”, de «Toy Story: Os Rivais», é também da sua autoria.

A maior parte do elenco de vozes está também de volta, além da estreia de Tony Hale, mais conhecido pela sua participação na série televisiva «Arrested Development», e que aqui dará voz a Forky. Tom Hanks, que dá voz ao icónico Woody, considera que este novo filme “é um momento na História. O alcance emocional dos filmes tornou-se cada vez mais profundo”. Para o ator, as obras Toy Story constituem “uma coleção muito, muito especial de filmes que tocam cada um de nós de uma forma completamente individual”. Tim Allen, que interpreta Buzz Lightyear, corrobora o colega de elenco e revela que, na sua opinião, as últimas cenas de «Toy Story 4» são “muito difíceis”. Tal não será surpresa caso o filme siga a linha do muito emocional final de «Toy Story 3». E já sabemos que os filmes Toy Story são especialistas em rechear os seus espectadores com muitas emoções.

Poster toy story 4

HISTÓRIA
Woody (voz de Tom Hanks) sempre foi muito confiante. Contudo, quando Bonnie junta um novo e inesperado brinquedo chamado Forky (voz de Tony Hale), dá-se início a uma aventura em que vão reunir-se novos e antigos amigos, mostrando a Woody o quão grande pode ser o mundo para um brinquedo.

Realizador: Josh Cooley

Elenco (vozes): Tom Hanks, Michael Keaton, Tim Allen, Tony Hale

Data de estreia prevista: 27 de junho

* artigo publicado na Metropolis nº 66

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«Mr. Link» dos estúdios Laika

Dois metros e quarenta, 290 quilos, muito pelo, e uma personalidade cativante, assim se define Mr. Link, o protagonista desta comédia-aventura épica dos Estúdios LAIKA, que chega às salas de cinema portuguesas a 18 de abril, e promete cativar miúdos e graúdos com uma mensagem clara de perseverança e aceitação, passada com humor e emoção, ideal para as férias da Páscoa, em família.

Mr. Link marca o regresso dos Estúdios LAIKA aos cinemas, na sua quinta-produção em stop-motion depois do sucesso dos seus filmes anteriores: Coraline e a Porta Secreta, ParaNorman, Os Monstros das Caixas, Kubo e as Duas Cordas.

Escrito e realizado por Chris Butler (ParaNorman), já nomeado para um ÓSCAR®, MR. LINK junta na produção Arianne Sutner (ParaNorman, Kubo e as Duas Cordas), responsável da LAIKA, também já nomeada para um ÓSCAR®, e Travis Night, que tem no currículo uma nomeação para um ÓSCAR®, assim como um prémio BAFTA pela sua estreia na realização de Kubo e as Duas Cordas.

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