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Actualizado às 8:37 AM, Jun 18, 2019

«Operação Fronteira»

Lembram-se de «O Tesouro da Sierra Madre», de John Huston? «Operação Fronteira» não é um remake mas sim um cruzamento dos seus temas. Em vez de cowboys, temos soldados americanos num contexto moderno. Este foi o desafio inicial de Mark Boal que escreveu este guião para Kathryn Bigelow, cineasta que acabou por passar o projeto a J.C. Chandor depois de muitas outras encarnações. Aliás, o projeto chegou a ser da Paramount e meteu Will Smith e Mahershala Ali ao barulho.

A história narra as aventuras de cinco membros do exército americano que numa missão não oficial vão executar um perigoso barão da droga numa selva da América do Sul. Além de um “cachet” não oficial, estes cinco mercenários metem-se na missão pela promessa de levar a fortuna do cartel. O esconderijo do criminoso latino está forrado com notas que ultrapassam os 150 milhões de dólares. Depois de despacharem o homem o problema é sair de lá com os sacos de dinheiro...

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A partir da primeira meia-hora, a intriga dedica-se essencialmente às peripécias deste grupo em regressar a casa com a fortuna, incluindo um voo que se despenha em plenas montanhas dos Andes, crescente desconfiança entre eles e a forma como imaginam as suas vidas milionários.

«Triple Frontier» é o que se pode chamar de exemplo de novíssima geração de filme de ação. Cinema adulto e com densidade psicológica, mas sem nunca deixar de ser um espetáculo com uma escala grande, porventura uma das maiores apostas de sempre dos Netflix Originals.

O que é verdadeiramente imponente no trabalho de Chandor, além da caracterização psicológica destes soldados em perdição moral, é a forma como mistura ingredientes de um típico filme de Hollywood de aventuras com um discurso político que alude para o imperialismo americano quase terrorista. Em última instância, estes cinco mercenários matam e roubam num país da América do Sul supostamente a bem da guerra às drogas. Tal como em «Sicario» (sobretudo o primeiro), fica uma reflexão sobre os conflitos ideológicos da presença militar do exército americano em países desta região. Uma história com um longo passado e que aqui é relatada do lado do “bromance”. Se quisermos, este é um filme sobre bons amigos com armas.

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De lamentar apenas que Boal e Chandor não consigam no último terço serem mais subtis no processo do conto sobre a ganância humana. Mas «Operação Fronteira» tem os “timings” certos nas regras de filmar ação em contexto de guerra e selva. O diretor de fotografia Roman Yasnanov consegue tirar partido de uma sensação de estarmos reféns da imensa selva da América Latina – sente-se o gelo da serra dos Andes ou a humidade da floresta.

Tal como em «Quando tudo Está Perdido», Chandor assina outra peça de cinema físico e com um diálogo entusiasmante com a natureza, embora o que salte mais ao olho seja seja a forma como encena a degradação da natureza humana. E, já agora, com uma adrenalina que mexe connosco.

Não é a obra-prima de filme de guerra que poderia ser, mas é garantido que não há momentos mortos na intriga. Em boa verdade, era um filme que pedia a experiência de ser visto em sala.

[crítica originalmente publicada na Metropolis nº67]

tres estrelas

Operação Final - trailer

O ator português Pêpê Rapazote integra o elenco do novo filme da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) – ‘Operação Final’ – com estreia marcada para 22 de novembro nos cinemas nacionais e cujo primeiro trailer é revelado hoje.

Baseado em factos verídicos, ‘Operação Final’ retrata a emocionante missão secreta do agente do Mossad, Peter Malkin (Oscar Isaac, ‘Star Wars: O Despertar da Força’), quando se infiltra na Argentina, em 1960, e captura Adolf Eichmann (Ben Kingsley, ‘Ghandi’), o oficial nazi que planeou a logística de transporte que levou milhões de inocentes para a morte em campos de concentração.

No filme, Pêpê Rapazote (conhecido internacionalmente pela participação na série ‘Narcos’) interpreta um antigo capitão das SS alemãs e agora líder da Odessa – ‘Organização de antigos membros da SS’, Carlos Fuldner, que dirige os esforços para encontrar Adolf Eichmann, após essa captura.

Adolf Eichmann, interpretado por Ben Kingsley (vencedor do Óscar® para Melhor Ator no papel de Ghandi) foi um dos principais responsáveis pela logística de deportação dos judeus europeus durante o Holocausto. Do elenco fazem ainda parte Mélanie Laurent (‘Sacanas sem Lei’), Haley Lu Richardson (‘Columbus’), entre outros. ‘Operação Final’ é realizado por Chris Weitz, nomeado para o Óscar® de Melhor Argumento Adaptado com o filme ‘Era Uma Vez um Rapaz’.

Fonte: NOS Audiovisuais

  • Publicado em Videos

Star Wars: O Despertar da Força - Edição especial em Blu-ray

A edição celebra inteiramente o poder da Força em «Secrets of the Force Awakens: A Cinematic Journey», um documentário de sessenta minutos, separado por quatro capítulos, que foi realizado pelo experiente Laurent Bouzereau dando uma perspectiva geral da produção da génese até à ultima cena. É uma viagem que acompanha a narrativa com imagens exclusivas de bastidores, reuniões, test-screens e entrevistas com o elenco e a equipa artística. A par do documentário encontramos featurettes dedicadas a deliciosos aspectos de produção como a criação das criaturas, o BB-8, a música de John Williams, a famosa primeira leitura do argumento, o apoio às causas globais e finaliza com seis cenas cortadas que são um bónus para os fãs.

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«Star Wars: O Despertar da Força» é mais um feito para a prosperidade de um dos melhores criadores da actualidade. Há vários anos que acompanho a carreira de J.J. Abrams e antes do senhor estar na moda já tinha oportunidade de escrever que estávamos na presença de um criativo a ter em conta. O seu trabalho na área da televisão e cinema levaram-no a assumir as rédeas da maior saga popular do universo. Para fazer seguir em frente Star Wars era preciso regressar ao passado e juntamente com Lawrence Kasdan, o melhor argumentista desta série, uniu-se o melhor de dois mundos, à baila regressam os personagens icónicos e junta-se o sangue novo. Sobre o mote de regressar ao passado para melhorar o futuro, os produtores deram vida a lendas do grande ecrã num trabalho visual que foi ao pormenor da série original com a missão de deslumbrar passado obviamente pela música do incontornável compositor John Williams. O filme é uma incrível travessia visual e emocional onde os dois lados opostos da Força se redescobrem sob o peso do legado passado e confrontam-se no futuro, dizem-se “olás” e “até sempre” num desfilo de esperança e nostalgia. A consistência do trabalho e o entendimento que para ir mais além era necessário passarmos por «Star Wars: O Despertar da Força» criaram as bases para sequelas e spin-offs, nasceram novos heróis, vilões e um adorável droide, o BB-8. Através de um brilhante jogo de casting nasceu uma estrela, Rey (Daisy Ridley), que está bem acompanhada por Finn (John Boyega) e Poe Dameron (Oscar Isaac), o antagonista Kylo Ren (Adam Driver) é igualmente uma força a ter em conta. A conjugação de efeitos práticos e digitais sobre a batuta de J.J. Abrams e o esforço de centenas de técnicos e artistas abriram novamente as portas deste universo. Fizeram-se as pazes com a velha guarda e soltaram-se as amarras da criatividade. A história, a monumentalidade dos cenários e os efeitos digitais estão em harmonia. Star Wars é novamente uma saga que define um patamar de excelência cinematográfica em pleno século XXI.

 

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quatro estrelas

Título Nacional Star Wars: O Despertar da Força Título Original Star Wars: Episode VII - The Force Awakens Realizador J.J. Abrams Actores Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac Origem Estados Unidos Duração 136’ Ano 2016

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº38)

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