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Actualizado às 3:58 PM, Jan 19, 2020

«Le Mans' 66: O Duelo » com Matt Damon e Christian Bale - antevisão

A ferocidade e adrenalina das corridas automobilísticas são um atrativo para o Cinema e já foram, por várias vezes, palco de várias histórias. Uma das mais recentes foi «Rush - Duelo de Rivais» (2013), de Ron Howard. «Le Mans' 66: O Duelo» também aborda uma forte competição entre equipas, focando-se na prova 24 Horas de Le Mans. Trata-se de uma das principais corridas automobilísticas do mundo e tem a duração de 24 horas, sendo disputada anualmente desde 1923, no Circuit de la Sarthe, em França.

Mais concretamente, a obra centra-se, tal como o título indica, na disputa entre a Ford e a Ferrari, passando-se numa época em que a competição entre ambas estava ao rubro. Assim, em 1966, a Ford constituiu uma equipa, liderada por Carroll Shelby, com o objetivo de conseguir uma vitória norte-americana sobre uma fabricante italiana (Ferrari). A missão da equipa era construir um carro veloz o suficiente para vencer a corrida 24 Horas de Le Mans. James Mangold assume o desafio de transpor esta história para o grande ecrã, a partir do livro assinado por A.J. Baime, “Como uma Bala - A Ford, a Ferrari e a Sua Batalha Pela Velocidade e Glória em Le Mans”, lançado em 2009. O cineasta norte-americano é conhecido por apostar numa abordagem profunda e complexa dos personagens das suas obras. Um dos sucessos mais recentes de Mangold é «Logan», em que o realizador mostrou uma perspetiva muito diferente de um típico filme de super-heróis, dando destaque às idiossincrasias de um dos mutantes mais conhecidos do Cinema, Wolverine. O arrojo valeu-lhe uma nomeação para o Óscar de Melhor Argumento Adaptado.

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«Le Mans' 66: O Duelo» está já em desenvolvimento há vários anos e até teve como protagonistas Tom Cruise e Brad Pitt. Contudo, os atores que acabam por figurar no filme são os não menos renomados Christian Bale e Matt Damon, num verdadeiro duelo de titãs entre dois atores com já vários prémios nas prateleiras e que conquistam público e crítica um pouco por todo o mundo. Num universo tão masculino, destaca-se, ainda, a presença da atriz irlandesa Caitriona Balfe, nomeada já por quatro vezes para o Globo de Ouro para Melhor Atriz em Série Dramática pela sua icónica performance em «Outlander».

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A Grande Muralha - Matt Damon & Zhang Yimou (1/2)

A Grande Muralha é o filme de uma nova encruzilhada do cinema: Hollywood e a China aliam-se para o mercado global.

Será que faz sentido definir um filme como A Grande Muralha como um dos mais ambiciosos trunfos da produção chinesa para conquistar os mercados internacionais? Como podemos, então, interpretar o facto de a sua estrela ser... Matt Damon? Além do mais, se este é um fresco histórico sobre os tempos atribulados do Imperador Renzong, na primeira metade do século XI, como explicar que os inimigos sejam milhares de monstros verdes que mais parecem saídos de um sequela de Alien?

Provavelmente, as respostas a tais interrogações podem organizar-se em torno de duas afirmações tão transparentes quanto complexas. Primeiro que tudo: A Grande Muralha é um dos mais gigantescos projectos já concretizados em contexto chinês — o seu orçamento de 150 milhões de dólares é o maior de sempre para uma rodagem na China —, embora resulte de um acordo de produção entre o China Film Group (a maior entidade estatal no domínio cinematográfico) e a Legendary Entertainment, companhia sediada em Burbank, centro vital da produção de Hollywood. Depois, esta não é uma história da Grande Muralha — uma das maiores construções da humanidade, com mais de 8000 mil quilómetros de comprimento durante a dinastia Ming (séculos XIV/XVII) —, mas sim uma abordagem lendária, assumidamente artificiosa, das suas memórias.

Em boa verdade, o que está em jogo é menos a expansão da produção chinesa no resto do mundo e mais, muito mais, a consolidação e intensificação da presença de Hollywood no mercado chinês. Interpretando um aventureiro que procura essa preciosa e mítica pólvora que poderá vender noutras paragens, Matt Damon (acompanhado por Pedro Pascal, actor chileno popularizado pela série A Guerra dos Tronos) é, afinal, o enviado simbólico de uma produção americana que não pode prescindir dos rendimentos gerados pelo país que está à beira de se tornar o maior mercado cinematográfico do mundo. Qual? A China, precisamente, esse país onde, ao longo de 2015, surgiram, em média, 22 salas... por dia!
Que seja um veterano como Zhang Yimou (nascido na cidade de Xi’an, em 1950) a assinar a realização de tão ambicioso projecto, eis o que está longe de ser um pormenor secundário. De facto, desde a sua revelação como um dos principais autores da chamada “Quinta Geração” (com o filme Milho Vermelho, 1987), ele tem sido um dos que mais e melhor tem feito a ponte com conceitos de espectáculo de raiz ocidental — o que, aliás, lhe tem valido ser alvo dos mais diversos ataques e preconceitos.

Será que o filme conseguirá reforçar os laços industriais e comerciais entre os dois países? É cedo para tirar conclusões... Uma coisa é certa: a exuberância visual (e sonora!) de A Grande Muralha ilustra as singularidades da globalização em que vivemos — este é um filme cuja pátria é o espectáculo e os prazeres da sua mitologia.

(Este texto foi publicado no Diário de Notícias (16 Fevereiro), com o título 'Matt Damon foi à China para defender Hollywood')

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A Grande Muralha - Zhang Yimou & Matt Damon

A construção da Grande Muralha da China está na base daquele que é o mais caro filme de sempre realizado na China — unindo um realizador chinês, Zhang Yimou, e um actor americano, Matt Damon. A estreia está agendada para Fevereiro de 2017; para já, o trailer de A Grande Muralha é visualmente impressionante.

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«Perdido em Marte»

O filme evento de Ridley Scott superou todas as expectativas junto do público e dos críticos provando que é possível conceber um magnifico filme de ficção com entretenimento, humor e drama que nos deixa presos aos ecrã do primeiro ao último minuto evitando lamechices ou tiques a la Michael Bay. «Perdido em Marte» é essencialmente um one man show de Matt Damon que após o seu personagem ser dado como morto pelos seus companheiros no planeta Marte ele terá de sobreviver contra todas as probabilidades enquanto se engendra um plano de resgate na Terra. Os criadores efectuaram imensa pesquisa para dar um cunho de realidade à obra baseado no livro de Andy Weir, a procura de realismo e das interpretações credíveis e o carisma de Matt Damon na sua versão de Robinson Crusoé em Marte mantêm o filme em orbita. Além de Matt Damon ainda encontramos vários e bons intérpretes que de uma forma dramática estão a sofrer pela situação do astronauta. É uma das melhores trips que podemos assistir nos nossos ecrãs com a assinatura do mestre Ridley Scott, preparem-se para a grande viagem e surpreendam-se com o sentido de humor deste filme numa brilhante combinação de sci-fi com um feel good movie!

A edição em DVD tem um pequeno making of e várias featurrete´s de produção, um conselho, almejem as estrelas e atirem-se à edição Blu-ray.

cinco estrelas

Título Nacional Perdido em Marte Título Original The Martian Realizador Ridley Scott Actores Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig Origem Estados Unidos Duração 144’ Ano 2015

Jason Bourne

Jason Bourne prova que ainda está aí para as curvas. O tão aguardado regresso do novo herói do século XXI mata saudades mas não apaga a memória dos momentos mais altos desta saga baseada nos personagens criados por Robert Ludlum. O argumento revela ecos de realismo ao abordar o dilema da privacidade versus a segurança nacional. O herói da história continua à deriva, à procura da sua identidade e de uma razão para viver. Matt Damon oferece-nos uma performance inspirada.

A história tem o formato de um thriller internacional que atravessa meio mundo. No prólogo, observamos os principais players, constituídos por um director manhoso da CIA (o sempre fiável Tommy Lee Jones), uma ambiciosa chefe de divisão de cyber segurança da CIA (a estrela mais reluzente do filme, Alicia Vikander) e os renegados, a ex-CIA e hacker Nicky Parsons (Julia Stiles) e o imprevisível Jason Bourne. A acção arranca muitíssimo bem, em Atenas, com um motim como pano de fundo. Este é talvez o momento mais alto do filme, onde se misturam coreografias de luta, uma perseguição frenética, um vilão implacável (Vincent Cassel) e o mote desta história: conspirações globais e governamentais e o fantasma do passado de Bourne. Em jogo está mais uma sub-trama com forte ligação à realidade, muito bem interpretada pelo jovem talento Riz Ahmed (o actor deste verão com «The Night Of»), um magnata das redes sociais, dividido entre a privacidade dos utilizadores e o trabalho sujo para o governo.

Mas o melhor do filme, em termos interpretativos, é mesmo a “mulher maravilha”, a sueca Alicia Vikander que rouba o show. Bourne continua misterioso, inexpressivo, mas ultra-eficaz. É o seu personagem, e não há nada a fazer. A amnésia tem destas coisas. Mas quando ele salta para outro patamar, quando decide partir a louça toda, por assim
dizer, é o gáudio dos espectadores.

Paul Grengrass parece-nos enferrujado neste regresso da hiperactividade. A trepidação da câmara e os milhares de cortes na montagem resultam numa experiência algo frustrante – por vezes não percebemos a acção que é sacrificada em prol das figuras de estilo.

«Jason Bourne» cativa as audiências com mais do mesmo aliado a temas do panorama actual, utilizou a fórmula original procurando ser um filme seco e sem rodriguinhos mas com significado para os intervenientes e o grande público.

tres estrelas

Título Nacional Jason Bourne Título Original Jason Bourne Realizador Paul Greengrass Actores Matt Damon, Tommy Lee Jones, Alicia Vikander Origem Estados Unidos Duração 123’ Ano 2016

 

«The Great Wall» com Matt Damon

Após um longo processo de desenvolvimento, chegou o trailer de «The Great Wall» com Matt Damon e realizado por Zhang Yimou («Herói» e «O Segredo dos Punhais Voadores»). É o filme com o orçamento mais elevado a ser rodado inteiramente na China com valores na ordem dos 135 milhões de dólares. Na origem «The Great Wall» é um filme de época carregado de acção mas tem um elemento de fantasia ao considerar-se que a Grande Muralha da China foi construída para proteger contra criaturas sobrenaturais da mitologia chinesa. O argumento foi escrito por Carlo Bernard, Doug Miro e Tony Gilroy, o filme além de Matt Damon conta com a participação de Jing Tian, Pedro Pascal, Willem Dafoe, Hanyu Zhang, Eddie Peng, Lu Han, Kenny Lin, Junkai Wang, Zheng Kai, Cheney Chen, Xuan Huang e Andy Lau.

«The Great Wall» tem data de estreia de 17 de Fevereiro de 2017.

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Matt Damon em «Jason Bourne»

A Universal bem que tentou, mas o spin-off «O Legado de Bourne» (2012), de Tony Gilroy, ficou aquém das expectativas. Volta-se agora a apostar numa das sagas de espionagem mais reconhecidas dos últimos anos, com o regresso da dupla maravilha, o realizador Paul Greengrass e o protagonista Matt Damon, apesar de ambos terem afirmado que nunca mais voltariam a um filme Bourne.

Este é mais um filme que se enquadra no grupo de sequelas tardias que terão estreia este ano. Afinal, passaram-se 9 anos desde o último filme Bourne, «Ultimato», que venceu 3 Óscares, todos em categorias técnicas. E muito mudou no mundo desde então: “Houve o colapso financeiro, a grande recessão, todos os problemas relacionados com a guerra cibernética e com as liberdades civis. Encontramos o Bourne numa situação sombria e torturada”, conta Matt Damon.
A história passa-se 12 anos depois dos eventos de «Ultimato» e o ator fala mais um pouco sobre o que se pode esperar: “Ele tem a sua memória de volta, mas isso não quer dizer que saiba tudo (...). Temos de responder a questões como ‘Onde é que ele tem estado? O que está a fazer? O que o faz voltar? Assim, quando resolvemos tudo isso, tínhamos um filme”.

2015 foi um ano pejado de filmes de espionagem, como «007 Spectre», «A Ponte dos Espiões», «Missão Impossível: Nação Secreta» e, ainda, com um tom mais leve, «Kingsman: Serviços Secretos», «Os Agentes da U.N.C.L.E.» e «Spy». Inicialmente, estava previsto que o novo filme Bourne, ainda sem nome, também teria estreia no ano que passou, mas tal acabou por ser alterado, o que faz com que esta obra se torne no grande filme de espionagem do ano.
Além de revermos o espião Jason Bourne, o filme passar-se-á em locais exóticos, o que lhe dará um carisma adicional. Outro aspeto imperdível é o elenco de atores: Julia Stiles regressa no papel de Nicky, mas há novas relevantes adições, como Tommy Lee Jones, Vincent Cassel e Alicia Vikander, a atriz sueca que tem vindo a surpreender tudo e todos nos últimos tempos.

História: O super-espião Jason Bourne (Matt Damon) está de volta, já com a sua memória restaurada, mas ainda à procura de muitas respostas.
Realizador: Paul Greengrass («Ultimato», 2007; «Capitão Phillips», 2013)
Elenco: Matt Damon, Vincent Cassel, Tommy Lee Jones, Alicia Vikander

Data de estreia prevista: 7 de julho 

Jason Bourne tsr web

 

 

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