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Actualizado às 10:34 PM, Sep 15, 2019

Os Aeronautas - trailer

Eddie Redmayne e Felicity Jones, os protagonistas do premiado ‘A Teoria de Tudo’ (2014), voltam a juntar-se no novo filme do realizador Tom Harper (‘Guerra e Paz’, ‘Peaky Blinders’) sobre dois exploradores e aventureiros do século XIX.

Em 1862, a piloto de balão Amelia Wren (Felicity Jones) junta-se ao meteorologista James Glaisher (Eddie Redmayne) para, numa só viagem, aprofundarem o conhecimento humano sobre o clima e voarem mais alto do que qualquer outro explorador na história. Enquanto quebram recordes e acumulam descobertas científicas, a sua viagem testa os limites da existência e ajuda o improvável par a descobrir qual é o seu lugar no mundo que deixaram lá em baixo. Mas serão muitos os desafios físicos e emocionais que terão de enfrentar, à medida que a viagem se transforma numa luta pela sobrevivência.

Inspirado em eventos reais, escrito por Jack Thorne e realizado por Tom Harper, The Aeronauts é simultaneamente uma aventura espetacular e uma drama íntimo, que testemunha o nascimento de uma profunda amizade rodeada pelas duras dificuldades da viagem.

O filme chega às salas de cinema nacionais a 5 de dezembro.

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Rogue One: Uma História de Star Wars

Temos um novo «Os Canhões de Navarone» nas telas, mas ele desenrola-se no espaço, e troca os nazis do filme de Lee J. Thompson por soldados de armaduras brancas imaginados por George Lucas nos anos 1970. São os novos tempos... para o mundo e para Star Wars. Por isso, à boleia da revisão estética de Guerra das Estrelas, assinada por J. J. Abrams, a partir de «O Despertar da Força» (2015), surge uma nova linhagem de filmes, de derivativos, fixados naquele universo dramatúrgico, começam a singrar fronteiras, para ampliar os domínios de Lorde Darth Vader no imaginário cinéfilo. O primeiro “da tropa” é Rogue One, uma produção de US$ 200 milhões, rascunhada para ser um spin-off da segunda trilogia da série, desenrolada antes da longa-metragem de 1977. A maior das suas qualidades está no apuro da fotografia, a mais elegante e bem lapidada de toda grife fundada no final da década de 1970, com enquadramentos que valorizam – nos closes-up´s – as inquietações existenciais dos personagens, todos sempre em dúvida, menos Vader. Sim, o maior antagonista do audiovisual aparece – não se deve dizer onde – põe o filme no bolso e dá-nos uma das sequências de ação mais arrebatadoras da década.

Muito se tem falado sobre sua heroína, Jyn, encarnada protocolarmente (e nada mais) por Felicity Jones, como um exemplo do chamado “fortalecimento feminino”, que nos deu a Imperatriz Furiosa de «Mad Max: Estrada da Fúria» ou a Rey de «O Despertar da Força». Mas é um exagero posicioná-la ao lado das duas, pois a ladina que deve surripiar os planos da Estrela da Morte (espécie de encouraçado indestrutível idealizado para esmagar a Aliança Rebelde) não tem o ónus trágico das personagens vividas por Charlize Theron e Daisy Miller, tão-pouco enverga o mesmo simbolismo político nelas imbuído. Jyn é a sombra de um homem, o seu pai, Galen Erso (o sempre inquietante Mads Mikkelson). Foi ele quem idealizou a tal Estrela e fugiu do Lado Negro da Força, para se isolar com a mulher e com Jyn onde não pudesse ter as suas ideias encontradas pelos acólitos do Imperador. Mas, por mais que tivesse tentado salvar o lado republicano do universo do Mal, ele tomba nas mãos do Dr. Orson Krennic, o novo e sinuoso ente maléfico da saga, encarnado por um dos mais instigantes atores hoje a serviço da indústria: o australiano Ben Mendelsohn.

Ao se defrontar com ele, Galen acaba preso por anos a fio, concebendo o armamento definitivo (ou quase) de Vader. Tudo o que Jyn fará no filme inteiro é mediado pela ausência ou pela presença de Galen, como se ele fosse a sua bússola, o seu norte, o seu modelo. E na jornada para seguir os passos dele, ela alcança um devir heróico, mas não algo que fala apenas por si.

O mesmo não pode se dizer de Krennic, é uma espécie de encarnação do fracasso, mesmo ostentando uma presença de ameaçadora. Capturar o pai de Jyn foi o seu único triunfo. Como oficial, ele é uma vergonha, sendo objeto de escárnio nas mãos dos seus superiores e na telepatia de Vader. Tudo o que faz dá errado, mas os seus deslizes não atenuam a sua assertividade, a busca de tentar cumprir uma missão: impedir que a planta da Estrela da Morte seja roubada. Contradição viva, Krennic é um prato cheio para Ben Mendelsohn consolidar (e manter de pé) um Frankenstein simbólico, um emaranhado de sentimentos maus num corpo fraco. É uma atuação soberba para um filme que inicia a sua narrativa prometendo ser uma aventura Star Wars padrão e vira um Platoon, com planos de batalha que só encontramos nos clássicos dos filmes de guerra ou nos seus derivativos mais saborosos – e de maior gosto à pipoca – as aventuras de guerra.

cinco estrelas

Título Nacional Rogue One: Uma História de Star Wars Título Original Rogue One Realizador Gareth Edwards Actores Felicity Jones, Diego Luna, Alan Tudyk Origem Estados Unidos Duração 151’ Ano 2016

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº45)

Netflix figura da semana: Felicity Jones

Tem encontro marcado com Felicity Jones no próximo filme de Star Wars? Antes disso, poderá conhecer melhor o trabalho de uma das atrizes da moda no catálogo Netflix.

A TEORIA DE TUDO
Há um antes e um depois de «A Teoria de Tudo» para Felicity Jones e para o público. A biografia de Stephen Hawking, que catapultou Eddie Redmayne para a elite cinematográfica e para o Óscar, chamou também à atenção para a britânica. Felicity interpretou Jane, a primeira mulher do cientista, que viveu com ele o drama da doença que o prendeu a uma cadeira de rodas. Fortemente emocional, o filme retrata a fatalidade da vida e o que acontece nos seus bastidores, embelezado pela mestria da banda sonora de Jóhann Jóhannsson.

 

like crazy

LOUCAMENTE APAIXONADOS
Ao lado do ator Anton Yelchin, que faleceu em 2016 com apenas 27 anos, Felicity Jones protagoniza «Loucamente Apaixonados», com uma personagem bem diferente dos papéis mais adultos a que nos tem habituado. Anna e Jacob apaixonam-se quando se conhecem numa universidade de Los Angeles, sendo que ela, britânica, decide ficar mesmo com o visto caducado. No entanto, quando regressa a Inglaterra e não consegue viajar novamente para os EUA, o jovem casal tem não só de enfrentar a distância, mas também a intransigência da imigração.

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A Monster Calls - trailer

«A Monster Calls» é um drama visualmente impressionante realizado por Juan Antonio Bayona («O Orfanato», «O Impossível»). O filme é baseado no homónimo livro fantasia de Patrick Ness e ilustrado por Jim Kay. O livro venceu o prémio de melhor obra infantil em Inglaterra em 2012, um galardão atribuído ao autor e ao ilustrador pela associação de livreiros britânicos.

A história tem no papel principal Conor (Lewis MacDougall), um menino de 12 anos que lida com a doença da mãe (Felicity Jones) e o bullying dos seus colegas de escola ao escapar para um mundo fantástico de monstros e contos de fadas onde se explora a coragem, a perda e a fé.

Título Original A Monster Calls Realizador J.A. Bayona Actores Felicity Jones, Liam Neeson, Sigourney Weaver Origem Estados Unidos/Espanha Duração n.d. Ano 2016

 

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