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Actualizado às 11:14 PM, Nov 22, 2017

Joy

A impressão que nos fica depois de ver «Joy» é a de algo pouco coeso e que nunca chega a deslumbrar por completo. O filme dá-nos a conhecer a história de Joy Mangano (Jennifer Lawrence), uma mulher lutadora que superou inúmeros obstáculos para conseguir provar a força do seu talento. Dona de uma criatividade ímpar, Joy construiu nos anos 1990 um império milionário em torno de uma ideia inovadora para uma esfregona (a famosa “Miracle Mop”). Mas este sucesso, como fica bem claro no filme, não foi instantâneo. A começar pelo peso excessivo das responsabilidades familiares, os problemas financeiros, mas, sobretudo, a falta de confiança em si própria foram várias as barreiras que Joy teve de ultrapassar para chegar ao seu objetivo.

Assistir ao crescimento da personagem, à mudança de atitude para consigo mesma acabam por ser os aspetos mais interessantes do argumento, mas tudo o resto se dissipa. Joy é o centro da ação, as personagens secundárias apenas orbitam à sua volta, não acrescentando muito ao cômputo geral. E é neste sentido que vemos algum talento desperdiçado, como acontece com Bradley Cooper e Robert DeNiro.

Este filme quer ser mais do que a simples história de Joy, quer falar de um conjunto de mulheres corajosas e inspiradoras – uma delas a própria Jennifer Lawrence, segundo palavras do argumentista e realizador da obra, David O. Russell. Contudo, neste filme, O. Russell sai-se muito melhor no papel de realizador, conseguindo belos momentos, com enquadramentos criativos e engenhosos, que engrandecem o talento da protagonista. Já o argumento causa alguma desilusão, até porque sabemos do especial trato que O. Russell habitualmente consegue dar às emoções, como no formidável «Guia para um Final Feliz» (2012). «Joy» também é feito de emoções, mas estas não tiveram a merecida atenção.

Jennifer Lawrence é uma atriz em estado de graça e, por vezes, até sentimos que ainda não vimos o melhor dela, conseguindo neste novo filme um desempenho irrepreensível e exemplar. É por ela que o filme se salva, pelas suas nuances dramáticas, pela forma como se entrega à personagem e, sobretudo, pela forma como a entende. Lawrence consegue perceber o âmago das suas personagens como poucos, o que faz com que a atriz consiga arrancar o melhor que elas têm para dar.

A obra assenta numa história de alguém profundamente inspirador. «Joy» vale pela sua protagonista e pela singularidade da história que conta, mas contávamos sair com mais algum rejúbilo da sala de cinema...

Título Nacional
Joy
Título Original
Joy
REALIZADOR
David O. Russell
ACTORES
Jennifer Lawrence
Robert De Niro
Bradley Cooper
ORIGEM
Estados Unidos
DURAÇÃO
124’
ANO
2015

Estrelas: 3

Carol

Na lista de candidatos aos Oscars, encontramos «Carol» com uma magnífica performance: nada mais nada menos que seis nomeações, incluindo duas no sector de interpretação, para Cate Blanchett e Rooney Mara, respectivamente para melhor actriz e melhor actriz secundária.

Se a temporada dos prémios vai gerando alguma frágil lógica de “vencedores” e “vencidos”, podemos até supor que «Carol» não surgirá na linha da frente da cerimónia do dia 28 de Fevereiro (mesmo Blanchett, até certa altura tida como favorita, poderá ceder a honra à também brilhante Brie Larson, em «Room»). Seja como for, seria importante que um filme como este não ficasse prisioneiro de qualquer simplismo mediático. De facto, com ou sem prémios, Todd Haynes conseguiu a proeza de revitalizar o mais clássico modelo melodramático, por assim dizer, expondo o seu avesso moral.
Não é uma surpresa, claro. Afinal de contas, em 2002, com Julianne Moore no papel central, Haynes assinara o belíssimo «Longe do Paraíso», assumindo-se como herdeiro directo de uma tradição que tem em Douglas Sirk (1897-1987) uma referência primordial. «Carol», adaptando o primeiro romance de Patricia Highsmith (1921-1995), centrado na paixão de duas mulheres, em 1952, recupera um vector fundamental dessa tradição. A saber: a ocultação social dos movimentos amorosos exprime-se através das singularidades do desejo e da irredutibilidade dos corpos — a contradição que assim se exprime está no cerne de qualquer escrita melodramática.

Há, por isso, em «Carol», um desafio, simultaneamente estético e comercial, simbólico e industrial, cuja pertinência se tem reforçado nos últimos anos. Trata-se de saber se, num espaço de produção e difusão em que os “blockbusters” ainda impõem as suas leis, continua (ou não) a haver lugar para um cinema que não abdica da intimidade das personagens e, nessa medida, se enraíza na verdade específica do trabalho dos actores... Enfim, simplificando, para além da excelência narrativa de Haynes, digamos que Blanchett e Mara nos garantem que tal cinema, com a sua contagiante intensidade humana, não desapareceu.

Título Nacional
Carol
Título Original
Carol
REALIZADOR
Todd Haynes
ACTORES
Cate Blanchett
Rooney Mara
Kyle Chandler
ORIGEM
Estados Unidos
DURAÇÃO
118’
ANO
2015

Estrelas: 5

Quarto

Conhecemos o realizador irlandês Lenny Abrahamson através de Frank (2014), filme cuja personagem central, interpretada por Michael Fassbender, tinha a particularidade de “enfrentar” o mundo à sua volta usando uma enorme cabeça de cartão... Em qualquer caso, nem mesmo a fascinante estranheza desse filme nos terá preparado para a beleza, terrível e convulsiva, deste Quarto (Room no original, baseado no romance de Emma Donoghue, também responsável pelo argumento).

Este é um daqueles casos em que, mais do que nunca, importa respeitar o direito do leitor/espectador descobrir o filme sem receber excessiva informação sobre aquilo que vai ver — de facto, uma coisa é apresentar um filme, outra é “explicá-lo” como se se reduzisse a peripécias mais ou menos lineares.
Digamos, então, para simplificar, que esta é a história de dois seres que vivem em clausura: Jack (Jacob Tremblay) foi educado pela mãe (Brie Larson) a entender o seu quarto, não como uma divisão de uma casa, mas sim o mundo todo — não se trata de um quarto, mas de “Quarto”, como se fosse uma cidade ou um país.
Questão eminentemente cinematográfica: como expor um espaço claustrofóbico onde, em todo o caso, se vive uma vida de inusitada complexidade e energia? Mais do que isso: caso seja possível sair desse “Quarto”, como dar a ver o exterior que, afinal, para o olhar de Jack, não é o complemento físico da sua existência anterior, mas uma verdadeira galáxia, povoada de seres e significados que ele não sabe como interpretar?
É raro um objecto de cinema conseguir retomar o mais ancestral dos temas — o amor de uma mãe pelo filho — para arquitectar uma narrativa tão delicada, capaz de nos confrontar com a vulnerabilidade primordial da dimensão humana. Daí que Quarto seja, ao mesmo tempo, uma viagem fantástica e o mais realista dos filmes, uma história de radical intimismo e uma fábula contemporânea sobre a omnipresença do Mal e o desejo do Bem.
Simplificando ainda mais, acrescentemos que nada disto poderia acontecer sem uma “mise en scène” apoiada numa admirável direcção de actores. Ou ainda: Brie Larson vai ganhar o Oscar.

REALIZAÇÃO
Lenny Abrahamson

ACTORES
Brie Larson, Jacob Tremblay, Sean Bridgers, Wendy Crewson, Amanda Brugel

Duração: 118 min.

2015, Irlanda/Canadá

* * * * *

 

Trolls - trailer

TROLLS da DreamWorks Animation, é uma comédia do outro mundo com músicas incríveis! Dos geniais criadores de Shrek, TROLLS conta-nos a história de Poppy, a otimista líder dos Trolls, e o seu oposto, Branch. Juntos, esta dupla improvável de Trolls embarca numa aventura que os leva muito além do único mundo que conhecem.

FONTE: Big Picture

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Triplo 9 - Trailer

Em TRIPLO 9 um grupo de polícias corruptos é chantageado pela máfia russa para executar um assalto praticamente impossível e a única forma de o realizar é simular um pedido de código 999, que correspondente a um sinal de “polícia abatido".
O seu plano sofre uma reviravolta quando o insuspeito recruta que eles planearam matar frusta o ataque, desencadeando um final cheio de vertiginosa ação que envolve traições, cobiça e vingança ".

Realizado por John Hillcoat, autor de A ESTRADA e DOS HOMENS SEM LEI, TRIPLO 9 conta com Kate Winslet, Woody Harrelson, Chiwetel Ejiofor, Casey Affleck, Aaron Paul,
Norman Reedus e Gal Gadot.

Triplo 9 – Lista de Créditos
Título Original: Triple Nine
Realizador: John Hillcoat
Elenco: Gal Gadot, Teresa Palmer, Kate Winslet, Woody Harrelson, Chiwetel Ejiofor, Casey Affleck

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Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos - trailer

WARCRAFT: O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS

GÉNERO: ÉPICO / AVENTURA

ELENCO: TRAVIS FIMMEL, PAULA PATTON, BEN FOSTER, DOMINIC COOPER, TOBY KEBBELL, BEN SCHNETZER, ROB KAZINSKY E DANIEL WU

REALIZAÇÃO: DUNCAN JONES ARGUMENTO: CHARLES LEAVITT E DUNCAN JONES
BASEADO EM: “WARCRAFT” DA BLIZZARD ENTERTAINMENT
PRODUÇÃO: CHARLES ROVEN, THOMAS TULL, JON JASHNI, ALEX GARTNER E STUART FENEGAN

SINOPSE:

A LEGENDARY PICTURES E A UNIVERSAL PICTURES APRESENTAM WARCRAFT: O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS, UMA AVENTURA ÉPICA NUM MUNDO EM CONFLITO, BASEADO NO FENÓMENO GLOBAL DA BLIZZARD ENTERTAINMENT.

O PACÍFICO REINO DE AZEROTH ESTÁ À BEIRA DA GUERRA QUANDO A SUA CIVILIZAÇÃO ENFRENTA UMA TEMÍVEL RAÇA DE INVASORES: ORCS GUERREIROS QUE ABANDONAM O SEU LAR EM RUÍNA PARA COLONIZAR OUTROS. QUANDO UM PORTAL SE ABRE PARA CONECTAR OS DOIS MUNDOS, UM EXÉRCITO ENFRENTA A DESTRUIÇÃO E OUTRO A EXTINÇÃO. DE LADOS OPOSTOS, DOIS HERÓIS SÃO COLOCADOS NUM CAMINHO DE COLISÃO QUE IRÁ DECIDIR O DESTINO DAS SUAS FAMÍLIAS, DOS SEUS POVOS E DAS SUAS CASAS.

ASSIM COMEÇA A SAGA DE PODER E SACRIFÍCIO ONDE A GUERRA TEM MUITAS CARAS E TODOS LUTAM POR ALGO.

(Fonte:Universal)

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