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Actualizado às 10:22 PM, Nov 12, 2019

Pearson

Uma das personagens mais populares de «Defesa à Medida», Jessica Pearson, ganhou uma série em nome próprio. Estreia em Portugal é no TVSéries, a 27 de julho.

Na série da entretanto duquesa Meghan Markle, Gina Torres era a rainha. A sua personagem, Jessica Pearson, era a mulher que mandava num mundo de homens, onde Harvey (Gabriel Macht) e Mike (Patrick J. Adams) eram os protagonistas. Como tal, numa altura prolífera em spin-offs, onde o final de uma série popular é raramente o final definitivo, não é de estranhar que o USA Network tenha apostado em Gina Torres para estrelar o legado de «Defesa à Medida» [Suits, no original]. Em Portugal, «Pearson» acompanha a emissão da 9ª e última temporada da série original, no TVSéries.

O lançamento da premissa aconteceu em 2018, com o último episódio da sétima temporada a contar com Jessica Pearson e outras personagens que agora reencontramos em «Pearson». Ironicamente, a sua maior opositora, Keri Allen, que à data foi interpretada por Rebecca Rittenhouse, foi substituída e é agora interpretada por Bethany Joy Lenz («One Tree Hill»). Responsável por Jessica ter ficado sem licença para exercer advocacia, Keri é também o rosto da lei na Câmara de Chicago, que a ex-advogada e Harvey tentam derrotar na sequência de uma polémica relacionada com a Habitação. Sem sucesso na sua demanda, Jessica acaba por ser contratada pelo Presidente, Bobby Golec (Morgan Spector), que a deixa “trabalhar de dentro”, desde que desista da queixa. Mas um dos focos de interesse fica logo na futura interação entre Keri e Jessica.

Para quem esperava que Jessica regressasse à advocacia na sequela, vê-la numa trama mais política tem um sabor algo agridoce, ainda que ver Gina Torres assumir o protagonismo pela primeira vez a solo seja razão suficiente para ligar a TV. Depois do papel mais secundário em «Defesa à Medida», a personagem pode finalmente crescer livremente, num universo novo e com novas storylines. No entanto, Jessica faz esta viagem quase sozinha, já que falta ao elenco que a acompanha o carisma que tanto caracterizava a série-mãe.

Embora este tipo de séries sejam frequentes no nosso calendário televisivo, há uma tentativa clara dos criadores Daniel Arkin e Aaron Korsh (o criador de «Defesa à Medida») procurarem uma linguagem menos óbvia. Perante os clichés de corrupção política e jogo de interesses, emerge uma Jessica Pearson mais forte do que nunca, capaz de pensar estrategicamente cada um dos seus passos, a fim de levar avante os seus objetivos, nomeadamente tentar – ao contrário do seu pai – ajudar a família. Quase como a heroína de um drama sem superpoderes, a personagem é dona e senhora de todas as atenções, potenciando a faceta que já conquistara adeptos em «Defesa à Medida».

Dito isto, é preciso muito mais para a série se aguentar no mundo competitivo da TV, onde a oferta é tão intensa e o sucesso não está garantido. As histórias secundárias são previsíveis, as personagens que as vivem são excessivamente lineares e só a genialidade de Gina Torres vai mantendo o interesse no argumento. É certo que a aposta dos produtores escapou ao esperado, mas isso nem sempre é uma coisa boa. Tendo em conta o público-alvo de «Pearson», na sua maioria quem já seguia «Defesa à Medida», talvez tenha sido uma jogada demasiado arriscada, ao mudar completamente o habitat de Jessica. Mas uma coisa é certa: os mais fortes adaptam-se sempre, e ela já deu sinais da sua força.

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Euphoria | HBO Portugal - trailer

EUPHORIA vem trazer um novo ponto de vista sobre a maioridade, explorando a visão adolescente das festas com acesso a substâncias e o dia-a-dia cheio de ansiedade com empatia e franqueza. A série segue Rue Bennett (Zendaya), de 17 anos, viciada em drogas recém-saída da reabilitação, que luta para entender o futuro. A sua vida muda drasticamente quando conhece Jules Vaughn (Hunter Schafer), uma rapariga transexual que se mudou recentemente para a cidade após o divórcio dos pais, e que, tal como Rue, procura pelo lugar onde pertence.

«Jett» com Carla Gugino | HBO - trailer

Fora da prisão, a reformada ladra profissional Daisy (também conhecida como “Jett”) Kowalski é relutantemente atraída de volta para fazer o que sabe melhor, depois de se ter visto obrigada a parar com o nascimento do filho. Praticamente no fim de um perigoso trabalho, o último, Daisy vê-se de novo envolvida num conjunto de tarefas planeadas por criminosos impiedosos, determinados a explorar as suas habilidades para proveito próprio.

Criada, escrita, realizada e produzida por Sebastian Gutierrez ("Gothika"), JETT estreia a 15 de junho, na HBO Portugal, com uma temporada de nove episódios. Carla Gugino (“San Andreas”, “Sin City”, a trilogia “Spy Kids”) é a produtora executiva e atriz principal.

JETT é ainda protagonizada por Giancarlo Esposito ("Better Call Saul"; indicado ao Emmy® para "Breaking Bad") como o poderoso lorde do crime, Charlie Baudelaire, que oferece a Jett uma última tarefa em Cuba, reunindo-a com uma antiga paixão, mas desencadeando uma corrente de eventos inesperados que vão colocar em em perigo todos aqueles com quem Daisy se preocupa.

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«O Pioneiro» HBO - trailer

A vida de Jesús Gil é uma das histórias mais surpreendentes e extraordinárias das últimas décadas na Europa. Uma personagem única, rompeu com o modelo no universo da política, do futebol e da construção civil em Espanha. Controverso, excêntrico e profundamente irreverente, Jesús Gil sabia como se relacionar com as pessoas e era adorado pelos meios espanhóis. No entanto, desafiou constantemente a lei e foi perseguido durante anos pela justiça, que acabou por intervir judicialmente no Atlético de Madrid, o clube de futebol em que foi Presidente durante 16 anos, e na destituição de Jesús Gil de Presidente da Câmara de Marbella. O PIONEIRO irá contar uma história com elementos que hoje são conhecidos em todo o mundo e vai questionar o porquê de convertemos determinadas personalidades em mitos.

O realizador de O PIONEIRO, Enric Bach, também é produtor e argumentista. Começou a colaborar com a produtora JWP, sediada em Barcelona, em 2015, após sete anos como editor-chefe do programa de notícias semanal nacional, Salvados. Em 2011, realizou o seu primeiro documentário, Dimache à Brazzaville, distinguido com 11 prémios internacionais. Foi co-produtor e co-argumentista da série não ficcional, Muerte en León.

O PIONEIRO, estreia a 14 de julho, em exclusivo, na HBO Portugal.

«The Little Drummer Girl» - crítica

Depois do enorme sucesso que foi «The Night Manager», o canal AMC volta a dar as mãos à BBC em mais uma superprodução televisiva com o título «The Little Drummer Girl», mais uma pérola da colheita de John Le Carré. A nova mini-série é baseada num romance homónimo, considerado uma das grandes obras do mestre de espionagem.
À semelhança de «The Night Manager», «The Little Drummer Girl» é uma série que tem a produção da Ink Factory, uma produtora que tem como principais responsáveis Simon e Stephen Cornwell, os filhos de John Le Carré. Com apenas alguns projectos desde a sua concepção, a produtora tem sido eficaz nas suas escolhas para cinema e televisão e especialmente nas adaptações das obras literárias do progenitor. Além dos títulos acima referidos a Ink Factory produziu «O Homem Mais Procurado», em 2014, realizado por Anton Corbijn e com Philip Seymour Hoffman num dos seus últimos filmes. Em 2018 vamos ver a estrela de «The Little Drummer Girl», Florence Pugh, na comédia com coração «Fighting with My Family», uma produção da Ink Factory baseada em factos verídicos, assinada por Stephen Merchant e que inclui um super elenco com nomes como Dwayne Johnson, Lena Headey, Vince Vaughn e Nick Frost. Após o sucesso de «The Little Drummer Girl», a série que deslumbrou o público britânico no final de 2018, a Ink Factory já está em pré-produção com a AMC, a BBC e a Paramount TV para mais uma adaptação de John Le Carré para a televisão, aguarda-se com expectativa «The Spy Who Came in From the Cold».
«The Little Drummer Girl» é integralmente realizada por Park Chan-wook. Para esta produção, o autor sul coreano teve à sua disposição actores fantásticos, uma história envolvente e meios técnicos para imprimir o seu cunho estilístico pautado pela violência e sensualidade – é quase como se estivéssemos a ver uma longa-metragem dividida em seis partes. É realmente “estranho” encontrarmos Park Chan-wook na direção desta mini-série, mas a escolha assenta-lhe que nem uma luva pela dimensão da história de espionagem a paredes meias com um romance e representações que abordam a vida como uma performance de palco onde a dissimulação e o “faz de conta” são ferramentas essenciais na luta pela vida e a morte. A câmara de Park Chan-wook é tão enigmática e incisiva quanto a história que decorre perante o nosso olhar atento.
Em «The Little Drummer Girl» temos os predicados de um dos maiores nomes deste género literário mas também um elenco estrelar composto por Florence Pugh, Alexander Skarsgård e Michael Shannon nos principais papéis, sendo que há personagens que foram fundidos no processo de adaptação por Claire Wilson e Michael Lesslie do livro para o ecrã.

The Little Drummer Girl Michael Shanno

A história desenrola-se entre o final dos anos 1970 e o início dos anos 1980. Um atentado terrorista na Alemanha coloca no terreno a Mossad (os serviços secretos israelitas) que tem como principal objectivo capturar um operativo palestiniano da OLP responsável por vários ataques mortíferos em Israel e na Europa. Para este efeito utilizam uma táctica invulgar, no centro da cilada está uma jovem actriz britânica que é colocada perante um dilema mortal mas não hesita embarcar numa trama alucinante. Florence Pugh, que escancarou as portas do sucesso com a sua performance magnetizante em «Lady Macbeth», interpreta nesta mini-série o papel de Charlie. Sendo incomum termos uma figura feminina desta dimensão nas obras de John Le Carré, a actriz britânica mostra ter sangue na guelra e veste da cabeça aos pés o papel em mais uma representação assombrosa que, do ponto de vista dramático, dispara em vários sentidos arrastando-nos sempre com ela numa constante flutuação de emoções. Michael Shannon, no papel de Martin Kurtz, o agente da Mossad, é uma figura meticulosa e o principal “encenador” da cilada ao terrorista da OLP. Alexander Skarsgård fecha a linha da frente em mais uma representação segura e sem falhas. Nos papéis secundários ainda encontramos boas interpretações em personagens com carisma que são facilitadores na ponte entre o ecrã e a audiência, casos de Michael Moshonov, Clare Holman ou Amir Khoury.

Os temas confundem-se com a nossa actualidade e, nesse sentido, parecem quase imutáveis mas, de forma subtil e sucinta, a dupla de argumentistas, Claire Wilson e Michael Lesslie, explanam os pontos de vista enquadrando-os na longa história do conflito israelo-palestiniano. O espectador rapidamente se apaixona pelo enredo e o visual de pura sedução. «The Little Drummer Girl» mescla o drama de época, o clima político, o sentido de dever e uma paixão fervorosa.

[artigo publicado na revista Metropolis nº67]

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«After Life» com Ricky Gervais

«After Life» é um one-man show. Ricky Gervais não se limita a escrever, realizar e protagonizar. A sua nova série é um manifesto pessoal, uma espécie de versão ficcionada da sua conta de Twitter (ou Instagram, ou qualquer outra rede social). Ou seja, até os menos atentos facilmente reconhecerão o quão transversais são as ideias, as convicções e as piadas entre Ricky, o autor, e Tony, o personagem. O ateísmo, o amor pelos animais (em oposição ao desprezo pelas pessoas), a ironia e o sarcasmo, enfim, o Ricky Gervais que conhecemos.

[artigo originalmente publicado na Metropolis nº 67]

AFTER LIFE EP06

A premissa do homem que perde a sua mulher, vítima de cancro, e embarca numa jornada depressiva serve o seu propósito abrindo caminho para Tony dizer e fazer tudo o que lhe vem à cabeça. Afinal de contas, se alguma dia achar que foi longe demais, pode sempre pôr fim à vida. O suicídio é o seu super-poder. E por isso, em seis episódios, Tony não se coíbe de ir atropelando tudo e todos de forma mais ou menos chocante. E hilariante. Pelo menos até este começar a recuperar uma certa consciência e tolerância para com o mundo.

«After Life» fica muito aquém da genialidade de «Extras» e de «The Office», mas ainda assim é uma boa série. Tem cabeça, alma e coração. O problema é deixar-se levar demasiado pelo coração quando chega a hora de completar o arco narrativo da sua história. À medida que os episódios passam e o desfecho se aproxima a comédia amarga vai sendo progressivamente substituída pelo drama adocicado. Mais do que seria desejável. Um equilíbrio mais agridoce teria feito de «After Life» uma grande série. Ainda assim, é uma série a não perder.marco oliveira

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Defesa à Medida T8 - Parte 2

A oitava temporada da série foi um ponto de viragem na história, com a saída do emblemático par Meghan Markle e Patrick J Adams e a entrada de Katherine Heigl, a ambiciosa advogada Samantha Wheler. Agora, a grande questão é: quem será nomeado novo partner da firma? Esta decisão vai causar uma guerra aberta no gabinete, com Samantha e Alex Williams (Dulé Hill) a defenderem com unhas e dentes o seu nome na assinatura da empresa, e terá sérias repercussões em todas as personagens, principalmente nas que perderem a batalha. Paralelamente, Louis Litt (Rick Hoffman) e as suas inseguranças vão também ocupar um papel central na dinâmica do escritório. Entretanto, os fãs de Donna e Harvey, carinhosamente conhecidos como Darvey, vão poder alimentar a esperança de os ver finalmente juntos, após quase 10 anos de uma química latente. As expectativas são muitas e o que está garantido, desde já, é que Defesa à Medida T8 vai continuar a seguir as infindáveis batalhas legais no escritório de advogados mais bem vestido de Nova Iorque.

Defesa à Media T8 – Parte 2, um regresso a não perder, às sextas feiras, a partir de 1 de fevereiro, em exclusivo no TVSéries.

Fonte: TVSéries

«ELITE» - início das gravações T2

A Netflix anunciou através de um vídeo que começaram as gravações da segunda temporada da série ELITE e revela também novos membros do elenco.

Nesta temporada, novos rostos como Jorge Lopez (Soy Luna, Violeta), Georgina Amorós (Bienvenidos a la familia, Vis a Vis) e Claudia Salas (La Peste) juntam-se ao elenco. Adicionalmente Silvia Quer (Bajo sospecha, Velvet, Febrer) irá co-produzir a segunda temporada juntamente com Ramón Salazar (La enfermedad del domingo, Tres metros sobre el cielo) e Dani de la Orden (El Mejor Verano de mi Vida, El pregón) que foram já os produtores da primeira temporada.

Miguel Herrán (La Casa de Papel, Tiempo después), Jaime Lorente (La Casa de Papel, La sombra de la ley), Itzán Escamilla (Las chicas del cable, El Ministerio del tiempo), Miguel Bernardeau (Ola de Crímenes), Arón Piper (15 años y un dia), Ester Expósito (Cuando los ángeles duermen), Mina El Hammani (El Príncipe), Álvaro Rico (Velvet Collection), Omar Ayuso (que se estreou em ÉLITE) e Danna Paola (Atrévete a Soñar) continurão a fazer parte do elenco, tal como aconteceu na temporada anterior.

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